Fear Factory celebra 20 anos de Demanufacture em Curitiba (09/10/2015)

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O Fear Factory lançou esse ano o excelente Genexus. Mas ao vir ao Brasil, o grupo resolveu preparar um repertório mais que especial. Os caras repassaram alguns sucessos e mandaram o clássico álbum Demanufacture, na íntegra. Esta resenha foi veiculada anteriormente no Metal Revolution. Aqui, você lê a matéria original, com fotos inéditas.

O Fear Factory é uma banda bastante peculiar no que tange a parte sonora. Independente do rótulo musical que recebe, o fato é que o som dos caras une melodias vocais acessíveis (mesmo as mais gritadas) com um rolo compressor sonoro proveniente da junção da guitarra colossal de Dino Cazares com a seção rítmica. Mais uma vez no Brasil, e pela primeira em Curitiba, o Fear Factory subiu ao palco do Music Hall e entregou aos presentes um produto de altíssima qualidade: sua música. Pudemos conferir algumas canções que marcaram sua carreira, além da execução, na íntegra, de Demanufacture, álbum lançado há 20 anos e desde então considerado o melhor trabalho do grupo pela maioria de seus fãs.

E essa releitura de seu disco mais conceituado foi o que abriu o show, com a faixa título, logo seguida pelas igualmente matadoras “Self Bias Resistor” e “Zero Signal”. O hit “Replica”, a 4ª do repertório, foi uma das que mais empolgou o pessoal próximo ao palco. Mais para o fundo, abriram-se algumas rodinhas de quebração, que só deram uma trégua na entorpecente e sorumbática “A Therapy For Pain”, que encerrou o primeiro bloco.

Dino Cazares

Do Obsolete (um de seus maiores sucessos comerciais), poderia ter rolado a acessível “Descent” ou então “Smasher/Devourer”, mas foram apresentadas as igualmente ótimas “Edgecrusher” e “Shock”, abrindo a sequência final após a parte “Demanufacture”. Os caras seguiram com a fantástica “Dieletric”, do não menos excelente álbum Genexus (que saiu esse ano). Não teve como não cantar junto o refrão, pois os versos “I will never pray, or suffer your hate, flowing through my veins, dielectric strength” grudam instantaneamente na cabeça. Outro grude veio com “Archetype”, que foi gravada no álbum homônimo, na época em que Dino Cazares estava fora da formação. A galera acompanhou Burton C. Bell durante o refrão, e no final, todos em coro, encerraram a música bradando “open your eyes”. Coisa linda. O fim definitivo, para êxtase dos mais velhos, veio com a faixa de abertura do álbum de estreia dos caras, o emblemático “Soul Of a New Machine”, de 1992: “Martyr”.

Burton C. Bell

Por fim, uma celebração mais que digna de uma vitoriosa carreira. O público não chegou a lotar as dependências do Music Hall, mas fez bonito. Já o Fear Factory mostrou mais uma vez o que todos ali sabiam: Que eles são uma das melhores bandas da atualidade (mesmo que, ao vivo, Burton desafine volta e meia). Afinal, são mais de 25 anos de carreira, ainda lançando trabalhos de altíssima qualidade. Há de se convir que poucos chegam nesse patamar.

REPERTÓRIO
Demanufacture
Self Bias Resistor
Zero Signal
Replica
New Breed
Dog Day Sunrise (Head of David cover)
Body Hammer
Flashpoint
H-K (Hunter-Killer)
Pisschrist
A Therapy for Pain

Shock
Edgecrusher
Dielectric
Archetype
Martyr

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