[Cobertura] Alter Bridge e The Cult fazem shows memoráveis para público de diferentes gerações

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The Cult e Alter Bridge
Live Curitiba
Curitiba/PR
19 de setembro de 2017

por Andrey Venotti (texto) e Arianne Cordeiro (fotos)

Quando duas bandas de sucesso confirmam apresentação em um único show numa das principais casas de espetáculos da cidade, é praticamente certeza que será um evento bem-sucedido, seja em qualquer dia da semana que a data for marcada. Particularidade à parte, isso foi o que aconteceu quando os estadunidenses do Alter Bridge e os ingleses do The Cult se apresentaram na Live Curitiba, na terça-feira, 19 de novembro de 2017. Para um público das mais diversas idades, os músicos foram precisos e esbanjaram segurança em palco, tornando a noite inesquecível para nós expectadores.

Pela primeira vez no Brasil, trazendo a “The Last Hero Tour’, o Alter Bridge deu início ao show com a ótima “Come to Life”, música que faz parte de BlackBird, seu segundo registro de estúdio. O riff de guitarra da introdução prontamente chamou o público a participar da apresentação; puxada pelo vocalista (e também guitarrista) Myles Kennedy, a galera acompanhou as notas iniciais às palmas, dando aquele clima “magia” já de cara.

Não é novidade alguma que o quarteto norte americano surgiu devido ao “encerramento das atividades” da banda Creed. Mark Tremonti (guitarra), Brian Marshall (baixo) e Scott Phillips (bateria) chamaram Myles para assumir o posto de vocalista e deram início ao novo ‘projeto’ autoral. Com cinco álbuns de estúdio lançados, a banda caprichou na escolha das músicas para compor o repertório da noite: foram executadas composições desde o primeiro disco (One Day Remains, de 2004) até o quinto – e último – (The Last Hero, de 2016).

Momentos marcantes não faltaram ao show, como em “Metalingus” (única música do que Myles não toca guitarra), onde rolou um ‘jump the fuck up’ com o vocal pedindo para a galera se abaixar e depois pular com a levada da música. E o que dizer de “Watch Over You”, cantada em uníssono e fazendo com que até o próprio Myles Kennedy se arrepiasse vendo a quantidade de fãs ali em sua frente?! Bonito de se ver. Uma bela canção que mostra todo o poder vocal do rapaz. E como canta. Um monstro!

Com cara nenhuma de abertura, o Show (com “s” maiúsculo mesmo) fechou com “Rise Today”, e a tradicional distribuição de palhetas e baquetas não pôde ficar de fora, deleitando os fãs mais ardorosos.

The Cult
Próximo às 22h40 e sem o início com o tema do mangá japonês “Ghost in the Shell”, a grande atração da noite entrou em cena com um dos seus maiores sucessos: “Wild Flower”! Com uma qualidade de som ótima, o The Cult veio com as cartas na manga para saciar a sede de clássicos daqueles que os veneram já a muitos anos. Os membros originais Ian Astbury no vocal e Billy Duffy na guitarra, vieram acompanhados do baixista Grant Fitzpatrick, de Damon Fox tocando guitarra, teclado e fazendo apoio vocal, e do baterista John Tempesta, deixaram claro que, mesmo depois de muitos anos, o som da banda continua vivo e muita gente ainda os querem ver. Notavelmente a casa estava bem mais cheia, e claramente o público ficou mais “veterano” do que de início. Afinal, o começo do The Cult se deu em 1983, então obviamente os fãs seriam em sua maioria mais velhos.

Não faltaram clássicos: “Rain” – do álbum Love de 1985, “Lil Devil” – do Eletric de 1987, “Sweet Soul Sister” – Sonic Temple de 1989, “Fire Woman” – também do Sonic Temple, “She Sells Sanctuary” (com certeza uma das mais esperada da noite) – do Love, entre outros. Porém, uma das músicas que mais tocou nas rádios brasileiras na metade dos anos 80 para o final, ficou de fora; uma grande pena que “Revolution” não tenha feito parte do setlist, confesso que era a que mais eu queria ouvir e tenho certeza que muitos outros também tinham o mesmo desejo. Paciência, não é?

Os olhos estavam todos voltados ao grandes destaques da noite: Ian e Billy, respectivamente vocalista e guitarrista. Fundadores, de quando a banda ainda se chamava Death Cult, roubaram totalmente a cena com suas performances e posturas em palco. Com seu poderoso vocal, Ian se mostrou um pouco irritado com o pedestal de seu microfone já na primeira música do show; batia no chão fazendo aquele ‘toc’ alto nos falantes, jogava o cabo para todos os lados – como se o tivessem atrapalhando, chutou o monitor à sua frente para a beira do palco, e para fechar tacou o pedestal no chão sem a menor importância, típico de um frontman “cascudo”. Billy era a definição de segurança em palco: sério, distinto, ‘pancoso’ mesmo, começou sua carreira no final dos anos 70 tocando punk rock e, ao longo dos anos, foi moldando seu estilo de tocar e definindo sua imagem. Com a ajuda do visual de sua White Falcon – modelo guitarra da marca Gretsch -, o que se viu em palco foi um musicista de muita presença.

Com a espetacular “Love Removal Machine”, o The Cult encerrou a noite e se despediu do público com Ian puxando o “happy birthday” em homenagem ao aniversário do guitarrista e tecladista Damon Fox, lider e fundador da banda progressiva Bigelf e que excursiona com o Cult atualmente.

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