[Entrevista] Project46 chega com gás total a Curitiba para divulgar seu novo disco no festival Crossroads Dia Mundial do Rock

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São 10 anos de estrada e três álbuns de estúdio. Dentro deste meio tempo, o Project46 angariou uma legião de fãs e colocou seu nome ente os grandes da música pesada no Brasil. Não é para menos, pois em seu mais recente disco, TR3S, o grupo apresenta aquilo que sabe fazer de melhor: Som porrada com letras ácidas. Público e crítica aprovaram!

Confira nossa entrevista com a banda e veja no fim da página, as informações sobre o festival Crossroads Dia Mundial do Rock que vai rolar em Curitiba dia 14 de julho, cujo qual o Project46 será uma das principais atrações.

por Arianne Cordeiro

O último álbum “TR3S” foi o primeiro a ser gravado e produzido nos Estados Unidos. Ainda que vocês tenham trabalhado com um produtor já conhecido de vocês, Adair Daufembach, como foi essa nova experiência?
Vini Castellari: Sim, o Adair está conosco desde o  “Doa a Quem Doer (2011)”. Como produtor ele nos trouxe uma visão mais analítica, que colaborou muito para a profissionalização da banda, por isso decidimos ir até Los Angeles, onde ele vive hoje, para gravar o álbum TR3S. Foi uma experiência incrível, puxada, mas que acrescentou muito para nós, pois ficamos 30 dias dentro do estúdio respirando música. Todos os membros da banda na mesma sintonia e focando no melhor resultado.

Falando no último álbum, a faixa “Anônimo” trata de como as pessoas utilizam a internet para disseminar mensagens de ódio sem se identificar, e é possível perceber que a banda desaprova este tipo de postura. O que vocês consideram sobre o cenário do mundo virtual da atualidade e a propagação das chamadas “fake news”? Vocês consideram que seriam necessárias novas leis para regular o ambiente online?
Vini: Com certeza, as leis já existem, inclusive. Em 2014 foi sancionado o Marco Civil da Internet, que regulamenta os direitos e deveres dos internautas, além de existirem as “DRCI – Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática”. A todo momento surgem novas formas de “abuso” através da internet. Hoje as “fake news” podem acabar com a vida de uma pessoa, de uma empresa, de todos. Na letra de “Anônimo” tentamos retratar desde casos de indivíduos que se passam por algo que não são, em virtude de carência e status, até golpes, manobras e manipulações comerciais.

Conseguir viver de música no Brasil sempre foi algo muito complicado, especialmente quando se trata de Heavy Metal. Vocês notaram alguma evolução no mercado da música pesada desde o lançamento do primeiro disco “Doa a quem Doer”? O que precisaria melhorar no país para que bandas como o Project46 tenham mais destaque?
Vini: Infelizmente não vivemos somente de música, temos outros trabalhos que estão ligados direta e indiretamente a ela, que inclusive utilizamos a nosso favor para administração da banda. Sabemos que o estilo não é pertencente a cultura brasileira, por isso fica mais difícil encontrar o nosso espaço. Sobre o mercado, mesmo tendo sentido uma melhora da visibilidade e inclusão no cenário da música pesada, ainda é notável a falta de um movimento mais forte, com mais bandas novas ousando, não tendo vergonha nem limitações para criar algo novo, para despertar interessante nas pessoas a quererem conhecer e depois se tornarem consumidores.

Preencher boa parte do calendário mensal com shows é um obstáculo que muitas bandas enfrentam. Boa parte dos produtores costumam realizar eventos somente aos finais de semana, algo que dificulta o agendamento de turnês e reduzi a quantidade de cidades que uma banda consegue alcançar. Como o Project46 tem feito para contornar esse problema e o que vocês acham que deveria ser feito para melhorar essa situação?
Vini: Como disse na resposta anterior, quando houver uma concentração maior de pessoas interessadas, com certeza haverão mais eventos durante a semana. Acredito também que isso é mais direcionado ao nosso gênero musical do que o Pop, Funk e Sertanejo. Nossa agenda tem rodado legal em vários dias da semana, mas ainda não se compara com os shows realizados de sexta à domingo.

Vocês já se apresentaram em outros países, como o Chile e os Estados Unidos. Existem planos para uma turnê internacional?
Vini: Sim, já estamos estudando os próximos passos da banda e com certeza as turnês estão na lista de prioridades. Não é algo tão simples e não pode ser feito de qualquer jeito, mas já estamos bem encaminhados.

A banda também já tocou em grandes festivais como Rock In Rio e Monsters of Rock. Há a possibilidade de esse feito se repetir num futuro próximo?
Vini: Sim, com o lançamento do “TR3S”, a procura por shows aumentou e estamos confirmados em shows e festivais incríveis. Já anunciamos alguns, porém como a agenda está aberta, tem muita coisa em negociação, a cada semana uma novidade. Vale lembrar que um dos nossos objetivos principais da banda é levar nossa música e nossa mensagem para os quatro cantos.

E planos para a gravação de um álbum ao vivo, ou até mesmo um DVD?
Vini: Claro, esse é mais um dos passos da banda que já vem sido estudado. Porém não temos uma data prevista. Mas adianto que será em breve.

Quais faixas são suas favoritas para tocar ao vivo?
Vini: Essa é uma pergunta complicada, é como ter que escolher um filho preferido [risos]. De cabeça assim, são músicas com atmosferas diferentes como “Erro+55”, “Em Nome de quem?”, “Acorda pra Vida”, “Pode Pá”, “Anônimo” e “Realidade Urbana”.

Algo muito marcante no trabalho do Project46 é o merchandising. As camisetas, bermudas e outros itens de vestuário são destaque tanto na loja virtual como nos estandes montados para venda durante os shows. Como vocês pensam nos produtos que serão vendidos? Os itens são criados de acordo com pedidos dos fãs?
Vini: Além de músicos também somos fãs, então pensamos como nós gostaríamos de um item de uma banda, somos críticos ao escolher qualquer produto para inserir no #Merch46. Em alguns casos interagimos com nossos fãs através das redes sociais, fazendo enquetes para saber o que eles acham. Temos uma ligação muito forte com os fãs do Project46 e fazemos de tudo para ler tudo que nos mandam. Eles são responsáveis por a banda alavancar e quando existe algo que seja do interesse deles é legal saber as opiniões, para depois tomarmos a nossa decisão.

Existe alguma banda ou artista que vocês gostariam que trabalhasse em conjunto com o Project46, ou mesmo gostariam de gravar uma versão de uma de suas músicas?
Vini: Existe uma infinidade de artistas da atualidade mandando muito bem, eu sou um cara que não defino música por estilo e sim, se a música é boa ou não. E a musicalidade de artistas como Gabriel Pensador, Karol Conka que inclusive é de Curitiba, Rincon Sapiência, Djonga “conversam” com a nossa música/proposta. Seria incrível compor ao lado de pessoas com bagagens, vivências, culturas e principalmente linguagens diferentes.

Agora, indo ao lado contrário: Qual banda ou artista vocês acham que gravaria uma cover legal de alguma das canções autorais do Project46?
Vini: Que pergunta inusitada, mas imagino os mesmos artistas que me referi na resposta anterior, releituras de músicas do Project46 com seus respectivos estilos, com todo o groove brasuka e fluidez que eles trazem em suas personalidades musicais. Seria massa.

E por fim, nos fale o que acham de um festival que une bandas autorais e grupos de som próprio de diferentes estilos, ou seja, que dá espaço a todos de maneira democrática? E convidem os fãs para a festa na Usina 5, dia 14 de julho, no Dia Mundial do Rock – Crossroads, em Curitiba.
Vini: Com certeza essa é uma iniciativa que deveria acontecer frequentemente. Festivais assim possibilitam pessoas conhecerem bandas, artistas e estilos diferentes, unindo ao invés de separá-los. Eu mesmo já conheci muita coisa por estar em festivais. Sobre Curitiba, vai ser insano, temos ótimas lembranças de nossas passagens na região e agora com TR3S, estamos na pegada e afiadíssimos pra fazer um show daqueles de lavar a alma. O set já está pronto e posso adiantar que está MATADOR.

Conheça mais sobre o Project46www.project46.com.br

SERVIÇO
Crossroads Festival Dia Mundial do Rock
Data: 14 de julho de 2018 (Sábado)
Local: Usina 5
Endereço: Rua Cosntantino Bordignon, 5 – Padro Velho
Horário: 15h30 (os portões abrem as 14h)
Ingressos: variam de R$40 (meia-entrada) a R$120,00 (inteira), de acordo com o setor.
Venda: www.sympla.com.br/dia-mundial-do-rock-crossroads-festival__289215
Classificação Etária: 16 anos (Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais/responsável)
Realização: Crossroads, Planeta Brasil e 302

Importante: Pista – R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia-entrada);
Vip – R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada);
Combo Promocional Família Pista (4 ingressos) – R$120,00;
Combo Promocional Família Vip (4 ingressos) – R$180,00.
A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer. Clientes Crossroads possuem 50% na compra do bilhete.
Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.
Forma de Pagamento: Cartão de crédito, débito e dinheiro.

Saiba mais sobre o festivalacessomusic.com.br/2018/06/19/festival-crossroads-dia-mundial-do-rock-tera-14h-de-musica-e-mais-de-30-bandas

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