[Entrevista] Cellar Darling começa turnê no Brasil essa semana

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O Cellar Darling volta ao Brasil para mostrar seu trabalho, agora como banda principal. Na vez anterior, haviam tocado como abertura do Therion. A banda é formada por Anna Murphy (vocal, hurdy-gurdy, flauta), Merlin Sutter (bateria) e Ivo Henzi (guitarra/baixo), sendo que todos eles em algum momento tocaram no Eluveitie, um dos expoentes do chamado Folk Metal. O Cellar Darling, entretanto, encontrou um novo caminho dentro desse nicho e está em alta perante público e crítica.

Eles chegam nos próximos dias ao Brasil para divulgar seu novo disco, o ótimo The Spell, o segundo de sua carreira iniciada em 2006. O disco de estreia, This is the Sound, saiu em 2017. Confira nosso papo exclusivo com o grupo. E confira no fim da página, as informações do show da banda em Curitiba.

por Arianne Cordeiro

Recentemente, vocês lançaram um novo álbum, chamado “The Spell”. Como os fãs e o público em geral reagiram a ele?
Anna:
Eu acredito que muito bem. Eu não presto muita atenção a isso para ser honesta, meu foco principal é o processo de escrever o álbum. Uma vez que está pronto, há muito alívio e exaustão — mas definitivamente nós tivemos um número lisonjeador de reações positivas.

Merlin: Eu acredito que as reações foram incríveis — especialmente porque não sabíamos o que esperar. Assim como com nosso primeiro álbum, quando escrevemos as músicas apenas focamos naquilo que parecia certo e que gostaríamos de tocar. Acabou que a nossa música se desenvolveu bastante e acredito que ‘The Spell’ soa muito diferente de ‘This Is The Sound’, às vezes. Então foi muito bom receber todos esses comentários positivos dos fãs.

A história gira em torno de uma menina tentando gerir uma vida em um mundo cheio de dor e destruído pelos outros seres humanos. Como vocês tiveram a inspiração para essa narrativa?
Anna
: O conceito é baseado em um assunto muito antigo que vem sendo retratado na arte e na literatura desde a época da Renascença. Esse é a ideia principal de “Death and the maiden”. Eu criei minha própria história a partir disso — uma garota se apaixona pela morte (o Ceifeiro). Ele, como castigo, lança um feitiço de vida eterna nela para que ela nunca possa se encontrar com ele no mundo inferior. Ela, desatenta ao destino que lhe foi traçado, tenta encontrar o Ceifeiro e falha a cada tentativa.

O álbum parece ser uma experiência muito mais profunda que seu antecessor, “This is the Sound”. O processo para gravá-lo foi mais difícil do que aquele a que estavam acostumados?
Anna
: Foi muito diferente, eu diria, é difícil comparar na verdade. O processo de composição foi completamente diferente de qualquer outra coisa que fizemos antes. O conceito das letras foi nos guiando enquanto escrevíamos as músicas, a história já estava lá antes. A música é mais complexa também, o que aconteceu naturalmente… Então realmente nos forçamos mais. O processo de gravação foi muito criativo, e o fizemos em dois estúdios. A primeira sessão foi no meu próprio estúdio em Lucerne — o estúdio da Soundfarm. O segundo no New Sound Studoio, do Tommy Vetterli — nós co-produzimos o álbum juntos.

Merlin: Outra coisa que foi muito diferente da forma como trabalhamos antes foi que escrevemos a maior parte das músicas no estúdio, ao invés de finalizar tudo antes de as gravações começarem. Eu acredito que isso nos permitiu capturar muita criatividade pura; por exemplo, Insomnia foi escrita no estúdio da Anna madrugada adentro, eu lembro de ter finalizado a bateria por volta das duas da manhã, foi um tanto mágico!

A banda é composta por três membros: Ivo Henzi, Merlin Sutter e Anna Murphy. O álbum contou com a participação de outros músicos ou vocês três gravaram tudo sozinhos?
Anna:
Sim, trabalhamos com dois músicos que estão conosco desde o começo: Fredy Schnyder (piano, órgão) e Shir-Ran Yinon (violino). Fredy também escreveu um pouco das músicas conosco no estúdio — ele é um músico fantástico!

Que música de “The Spell” vocês acreditam funcionar melhor ao vivo?
Anna: Eu amo a energia e a diversidade de “Insomnia”.

Merlin: Eu adoro tocar todas elas, até agora! Há tanta diversidade musical no álbum que é uma alegria tocar — desde as partes mais progressivas em ‘Love’ para as mais lentas e tristes partes como “Freeze”, até momentos cheios de energia como “Insomnia”. E uma das minhas favoritas, particularmente, é “The Spell” porque eu sempre amei grandes baladas. Ainda não tocamos todas as músicas do álbum ao vivo, mas pretendo fazer isso ainda um dia!

Vocês têm uma turnê se aproximando na América do Sul. O que os fãs podem esperar desses shows? Que músicas ouviremos no palco?
Anna: Os shows na América Latina serão muito especiais. Estamos fazendo algumas coisas que nunca fizemos antes. Preparem-se para uma surpresa 🙂

Merlin: Tem sido muito difícil juntar um bom setlist — perguntamos aos fãs o que eles querem ouvir, e eles praticamente listaram cada música que já escrevemos, e até mesmo algumas que não são de nossa autoria 😉 Então, tentaremos apresentar uma boa seleção de nossos dois álbuns. Além disso, eu acredito que o que cada um pode esperar são momentos muito mágicos — não só por conta das nossas músicas, mas por conta dos incríveis e apaixonados fãs. Não há nada que eu ame mais do que tocar para públicos tão incríveis!

Haverá algum registro oficial dessa turnê? Um DVD, talvez?
Anna: No momento não, mas vejo isso acontecendo no futuro.

Merlin: Eu adoraria fazer algo assim um dia, já que pessoalmente sempre gostei dos lançamentos ao vivo das minhas bandas favoritas. Mas acredito que o momento ainda não seja o certo para nós…

Vocês acreditam que são muito mais uma banda de Metal Progressivo agora do que uma banda de Folk Metal?
Anna:
Sim, definitivamente. Eu não ligo para gêneros, na verdade, mas nunca nos enxerguei como uma banda de Folk Metal. Definitivamente temos influências do Folk, mas é só isso. Progressivo se encaixa muito melhor porque gostamos de explorar e combinar coisas novas.

Merlin: Absolutamente! Concordo plenamente com a Anna. Eu acho que ‘Prog’ se encaixa muito bem conosco porque nossa música está sempre se desenvolvendo, sempre progredindo, e não estabelecemos nenhuma barreira de estilo quando estamos em processo de composição. Para mim, isso é o que define a música progressiva.

Que banda ou artista vocês acham que gravaria um bom cover de alguma música do Cellar Darling?
Anna: YES. Mas provavelmente nunca irá acontecer 🙂

Merlin: Sim, o YES provavelmente faria um ótimo trabalho 😉 Além deles, acho que o Black Sabbath daria um bom trato à música “Death”. Talvez com uma participação especial de Ian Anderson do Jethro Tull.

SERVIÇO CURITIBA
Data: 30 de agosto de 2019 (sexta-feira)
Local: Jokers
Endereço: Rua São Francisco 164 – Centro
Horário: 21h

Ingressos:
Pista – Meia/Promocional (1º Lote): R$ 80,00
Pista – Inteira (1º Lote): R$ 160,00

Venda on-line: https://pixelticket.com.br/eventos/4023/cellar-darling-em-curtiba-pr


ENGLISH

Recently, you have released a new album, entitled “The Spell”. How did the fans and the public in general react to it?
Anna: I think pretty well. I don’t really pay that much attention to be honest, my main focus is during the writing process of the album. Once it’s done there is a lot of relief and exhaustion – but we definitely had an overwhelming amount of positive reactions.

Merlin: I think reactions were quite amazing — especially because we didn’t know what to expect. As with our first album, when we wrote the songs we just focused on what felt right and what we wanted to play. As it turned out, our music developed quite a bit and I think ‘The Spell’ sounds very different to ‘This Is The Sound’, at times. So it was very nice to receive all these positive comments from the fans.

The story revolves around a girl trying to manage a life in a world full of pain and damaged by the other human beings. How did you get the inspiration for that narrative?
Anna: The concept is based on a very old motif that has been depicted in art and literature since the Renaissance times. This is the motif of “Death and the maiden”. I created my own story out of that – a girl falls in love with death. He, out of smite, casts a spell of eternal life upon her so that she will never be able to reunite with him in the netherworld. She, oblivious of what has befallen her, tries to find death and fails at every attempt.

The album seems to be a much deeper experience than its predecessor, “This is the Sound”. Was the processing of recording it harder than you were used to?
Anna: It was very different I would say, it’s hard to compare really. The songwriting process was completely different to anything we’ve ever done before. The lyrical concept was guiding us as we wrote the music, the story was there first. The music is more complex too, which happened naturally… so we really pushed ourselves. The recording process was very creative and we recorded it in two different studios. The first session took place in my own studio in Lucerne – the Soundfarm studios. The second in Tommy Vetterli’s New Sound Studio – we co-produced the album together.

Merlin: Another thing that was very different to how we worked previously was that we wrote quite a lot of music in the studio, rather than finishing everything before the recording process started. I think this allowed us to capture a lot of raw creativity; for example Insomnia was written in Anna’s studio until late in the night, I remember finishing the drums around two a.m, it was quite magical!

The band is composed by three members: Ivo Henzi, Merlin Sutter and Anna Murphy. Did the album feature any other musicians or did you guys record it all by yourselves?
Anna: Yes, we worked with two musicians who have been with us from the start: Fredy Schnyder (piano, hammond) and Shir-Ran Yinon (violin). Fredy also wrote some of the music with us in the studio – he’s a fantastic musician!

Which song from “The Spell” is the one that you think works better live?
Anna: I love the energy and diversity of “Insomnia”.

Merlin: I love playing all of them, so far! There’s so much musical diversity on the record that it’s a joy to play — from the more progressive bits in ‘Love’ to the slower, moody stuff such as ‘Freeze’, to the energetic moments like ‘Insomnia’. And a personal favourite of mine is ‘The Spell’ because I’ve always loved big ballads. We haven’t played all songs from the album live yet, but I do look forward to doing so one day!

You guys have an upcoming tour in South America. What can the fans expect about these concerts? Which songs will we hear on the stage?
Anna: The concerts in Latin America are going to be very special. We’re doing some new things we’ve never done before. Get ready for a surprise 🙂

Merlin: It’s been really difficult putting together a good set list — we asked the fans what they want to hear, and they basically listed every song we ever wrote, and even some we didn’t 😉 So we try to present a good selection from both our albums. Other than that, I think what everyone can expect is some truly magical moments — not only because of us or our songs, but because of the incredible and passionate fans. I love nothing more than playing to such amazing audiences!

Will there be any official live release of this tour? A DVD, maybe?
Anna: Not at the moment – but I can see it happening in the future.

Merlin: I would love do do something like this one day, as I’ve personally always loved live releases by my favourite bands. But I don’t think the time is right for us just yet…

Do you guys think you are much more a progressive metal band now than a folk metal one?
Anna: Yes, definitely. I don’t really care much about genres, but I’ve never perceived us as a folk metal band. We definitely have folk influences, but that’s about it. Progressive fits much better because we like to explore and combine new things.

Merlin: Absolutely! I fully agree with Anna. I think ‘Prog’ fits us well because our music is always developing, always progressing, and we don’t set any stylistic boundaries when writing new songs. That, for me, is what defines progressive music.

Which band or artist do you think would record a great cover of a Cellar Darling’s song?
Anna: YES. But that’s probably not gonna happen 🙂

Merlin: Yes, YES would probably do a pretty good job at it 😉 Other than that, I think Black Sabbath could give ‘Death’ ago. Perhaps featuring Ian Anderson of Jethro Tull…

Foto da capa: Urs Gantner

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