Armored Dawn realiza evento para promover lançamento do disco Viking Zombie

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Armored Dawn – lançamento do disco Viking Zombie
Via Matarazzo
São Paulo/SP
17 de outubro de 2019

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O Acesso Music foi convidado para ir à São Paulo para conferir o evento de lançamento do terceiro disco do Armored Dawn, Viking Zombie. A festa rolou no dia 17 de outubro, no Via Matarazzo, com entrevista coletiva com o grupo e audição do disco. O trabalho já estava disponível para audição no site oficial da banda, entretanto seu lançamento oficial se deu no dia seguinte, 18, em todas as plataformas digitais. Saiba com foi o evento e confira uma extensa entrevista com a banda, abordando sua carreira como um todo.

A imprensa presente recebeu um belo kit, uma bolsa contando com um release e o novo álbum, em luxuosa versão digipack dupla. O CD regular conta com uma faixa bônus, uma versão acústica de “Ragnarok”, desde já um grande hit do Armored Dawn, por seu refrão fácil e memorável. O segundo disco da embalagem se trata de Barbarians in Black, segundo álbum do sexteto, lançado em 2018; também contando com faixas bônus, no caso, três releituras acústicas de suas canções.

Apresentação do trabalho
O evento começou com dois videoclipes sendo exibidos: primeiro “Ragnarok”, o mais recente, e depois a premiére de “Animal Uncaged”, gravado com fãs no dia que eles tocaram no festival Rockfest, em São Paulo. Um vídeo retrospectivo veio a seguir, mostrando a história da banda em ordem cronológica, com suas turnês internacionais (ao lado de nomes como Saxon, Fates Warning e Hammerfall) e gravações, culminando com o processo de criação de Viking Zombie.

Ragnarok, novo single

Sobre isso, eles explicaram aos jornalistas que decidiram, ao contrário do disco anterior, produzir o material todo no Brasil. Dessa maneira a produção, gravação, mixagem e masterização ficou com o renomado Heros Trench (que é inclusive o novo baixista da banda) e com o baterista Rodrigo Oliveira, músicos que também integram o Korzus. Tudo isso feito no Dharma Studios, em São Paulo. O resultado final do disco mostra que é possível produzir algo de qualidade por aqui mesmo, valorizando a nossa mão de obra.

Audição do disco Viking Zombie, em São Paulo (foto: Clovis Roman)

A temática lírica do álbum é baseada em uma história cujo enredo se desenrola na segunda metade do século IX, tendo como foco um casal de guerreiros, Bálder e Sigrid, e na na saga dos homens do norte que estão em busca de novos territórios. A banda, aliás, já declarou que não são uma banda de Viking Metal, e sim, uma banda de Metal com temáticas que se aproximam disso. O som, de fato, é calcado no Metal, e com esse terceiro trabalho, tem a ele somado elementos de Rock Gótico e sons modernos, realçando a qualidade das composições e possivelmente terá como resultado a ampliação da base de fãs.

Beware of the Dragon, do disco anterior, Barbarians in Black

O evento transcorreu com a audição do álbum completo, e depois a festa seguiu com fãs, músicos de diversas bandas, empresários e jornalistas misturados. A realização de um evento desse porte e maneira mostra profissionalismo, e a determinação do sexteto em se alicerçar como grande nome do estilo. A parte musical é certamente o ponto principal – e eles acharam um caminho muito prolífico com Viking Zombie, mas esmerar em todos os outros pontos que convergem para a existência de uma banda é fundamental. A estrutura toda funciona, e a tendência disso são resultados firmes e duradouros.

Rodrigo Oliveira falando em coletiva para a imprensa (foto: Clovis Roman)

Além de Heros e Rodrigo, o Armored Dawn conta em sua formação com Eduardo Parras (vocal), Tiago de Moura (guitarra), Rafael Agostino (teclado) e o finlandês Timo Kaarkoski (guitarra).

Site oficial: www.armoreddawn.com
Facebook: www.facebook.com/ArmoredDawn


ENTREVISTA

Confira abaixo uma completa entrevista com a banda, comentando sobre toda sua trajetória, turnês e planos para o futuro. Com as pontuações no texto acima e nas perguntas abaixo, somadas às respostas dos integrantes do Armored Dawn, você consegue ter uma noção de como é o disco Viking Zombie.

Ouça a discografia da Armored Dawn nas plataformas digitais: http://armoreddawn.com/2018/discography

Viking Zombie mostra uma evolução no som da banda, trazendo em si até mesmo alguns elementos de Rock Gótico, que se unem bem ao Metal que a banda pratica. Você delimitaram deliberadamente essa nova abordagem musical ou isso se trata de um amadurecimento musical natural?
Rodrigo Oliveira: Na composição do Viking Zombie nós buscamos a influência de todos os integrantes. Isso foi muito bom, porque mesmo  cada um de nós gostando de um estilo diferente, conseguimos encontrar uma identidade unindo todos esses estilos. Foi algo bem  natural que rolou durante as composições.

Eu certamente digo isso de uma maneira não depreciativa: O disco tem um som mais acessível, mais voltado à mercados internacionais. É a intenção de vocês angariar novos fãs nesse território?
Rodrigo: Como te disse, a composição desse álbum foi muito natural. Com certeza você vai encontrar influências do pop, do gótico, do hard rock e até do thrash metal. Se isso vai atrair público? Esperamos que sim, mas o disco não foi feito pensando nisso, apenas deixamos as coisas acontecerem.

Ainda sobre isso, outra coisa é o cuidado com os refrões, que estão mais ‘grudentos’, mais épicos,  portanto, daqueles que certamente funcionarão muito bem ao vivo. Um bom exemplo é Ragnarok, que inclusive ganhou videoclipe. Vocês pensam em como as canções no disco soarão ao  vivo durante o processo de composição?
Rodrigo: Quem compôs as linhas de voz junto com o Eduardo (vocal) foi o Bruno Agra, que já havia trabalhado com a gente no “Barbarians in Black”. O Bruno é um produtor que frequenta muitos shows e, por isso, toda vez que trabalha em alguma melodia, ele sempre imagina como ela vai soar ao vivo. Isso foi muito importante, pois a banda estava muito despreocupada realmente curtindo a composição do disco, e ele trouxe essa preocupação de como elas soariam ao vivo. As linhas de voz da “Ragnarok”, foram as únicas feitas pelo Antônio Araújo e pelo Heros, e eles buscaram seguir a mesma linha, pois ela foi a última música a ser composta e gravada.

Gods of Metal, do disco Barbarians in Black.

Do disco anterior, a música que melhor define o trabalho é “Gods of Metal”, um hit do grupo. Agora de Viking Zombie, qual você acha que vai se tornar um clássico da banda daqui um tempo?
Rodrigo: Se você perguntar isso para todos os integrantes com certeza vai dar briga [risos]. Eu acredito que a música que conta melhor o que há ao todo no álbum é a “Fire and Flames”. Ela tem a velocidade e o peso do thrash, teclados que remetem ao pop e ao gótico e o refrão com grande melodia.

O disco entregue à imprensa no evento de lançamento vem em um luxuoso disco duplo digipack, com encarte generoso, e tendo no segundo disco o álbum anterior na íntegra, inclusive com faixas bônus. Haverão outros formatos para o álbum, como caixa acrílica convencional, vinil ou algo assim?
Rodrigo: Sim. Essa foi uma versão especial de lançamento, que só será vendida nos shows. A versão lançada no Brasil e na Europa é a tradicional de acrílico. O vinil será lançado em breve.

Falando sobre essas faixas bônus, todas as quatro são versões acústicas. Um trabalho inteiro nesse formato seria algo interessante para vocês no futuro?
Rodrigo: Sempre gostamos de transformar as nossas músicas em versões acústicas, foi algo que  fizemos inicialmente na “Sail Away” (Barbarians in Black), e gostamos muito do resultado.  Desde então, começamos a fazer com outras músicas. No momento não pensamos em fazer um trabalho inteiro acústico, mas pode ser que isso aconteça um dia.

Com três álbuns de estúdio, não seria a hora de pensar em gravar um show para um futuro DVD e/ou CD ao vivo? Quem sabe um produto com um show completo, mais todos os clipes de vocês e cenas de bastidores. Enfim, isso já passou pela cabeça de vocês?
Rodrigo: Sim! Com certeza isso está nos nossos planos. Muito em breve isso vai acontecer. Já estamos captando cenas de bastidores desde a primeira tour na Europa em 2017 com o Fates Warning. Certamente essas cenas estarão no futuro DVD.

Videoclipe retirado do primeiro álbum, Power of Warrior

Chama a atenção no disco que as músicas têm nuances e influências diferentes costuradas nos elementos padrão da banda: “Fire and Flames” beira o Thrash, “Animal Uncaged” tem algo de Metal Sueco, “Face to Face” tem melodias mais amenas, com ótimo refrão e “Drowning” é uma semi-balada. Vocês deixaram canções de fora do álbum quando foram organizar a ordem do tracklist? Afinal, parece que houve uma certa preocupação de balancear isso tudo, para tornar a audição mais homogênea.
Rodrigo: Para ser bem honesto, teve apenas uma música que ficou de fora desse álbum, mas ela já está nos nossos planos de ser lançada em breve como bônus track no lançamento físico em algum outro continente.

O Armored Dawn fez sua primeira tour internacional com o Fates Warning e desde então fez mais algumas visitas ao continente. Vocês comentaram que o público europeu tem interesse no Metal no Brasil e que a cada ida para lá a tendência é que o nome do grupo fique mais forte. Essa vindoura tour em novembro pode ser ainda encarada como investimento ou já é um reflexo de todo o investimento e dedicação de vocês?
Rodrigo: Nós encaramos essa próxima tour mais como uma aposta. Ela foi oferecida dessa forma, como banda headliner, e tínhamos duas escolhas: achar que não era o momento e nunca saber se estávamos certos ou errados, ou aceitar a proposta e descobrir se era o momento certo ou não.

Como funciona o trabalho da Bottom Row e do booking da Nine Lives Entertainment para uma maior penetração no mercado Europeu?
Rodrigo: Após o primeiro show da tour de lançamento do “Barbarians in Black” em Harburg, na Alemanha, tivemos o contato de um dos diretores da Nine Lives, e ali estreitamos o nosso relacionamento. Em outubro de 2018, ele nos convidou para fazer parte da tour do Hammerfall. Após a tour nós iniciamos um trabalho de preparação do novo álbum “Viking Zombie”. Nesse momento ele trouxe a Bottom Row e outros profissionais da área, que trabalham e já trabalharam com Avantasia, Helloween, Motorhead, Judas Priest e muitos outros. Eles têm muita experiência no ramo e trabalhar com profissionais desse patamar traz bastante segurança e tranquilidade para a banda. Trabalham e dão todo o suporte no território europeu com bastante excelência. Estamos muito felizes por estarmos com eles.

A banda recentemente tocou no Rockfest, um evento que trouxe bandas lendárias como Helloween, Whitesnake e Europe. Como foi subir ao palco e já encontrar um grande público os assistindo? A recepção do público, no geral, foi positiva? (eu não estive nesse show, mas pelo que li e vi em vídeos a galera curtiu bastante).
Rodrigo: Ficamos muito surpresos! Como bem sabemos, dificilmente  uma banda de abertura sobe ao palco de um festival com muito público e isso aconteceu com a gente. O público foi muito receptivo e estava muito empolgado. Muitos ali já conheciam grande parte do nosso repertório e tivemos muita sorte de termos gravado várias cenas de todo o show.

O mais recente vídeo da banda

E esse show no Rockfest rendeu o videoclipe de “Animal Uncaged” (que se aproxima mais do Metal Sueco, com um ótimo resultado), cuja premiere aconteceu no evento de lançamento do novo disco. Como surgiu a concepção artística e a ideia em si de gravar esse vídeo?
Rodrigo: Na verdade eu tive a ideia do videoclipe a partir de um dos trabalhos do Leo [N. do R.: Leo Liberti, conceituado diretor de cinema e videoclipes. Ele já é praticamente um integrante da banda, com certeza um dos melhores profissionais da área. E não sou só eu que digo isso, pergunte para o Dee Snider. Apenas demos a ideia pra ele e toda a parte artística da produção ele desenrolou muito rápido.

Vocês gravaram há algum tempo uma versão do hino do Palmeiras, e sei que ao menos o Eduardo torce para esse  time. Como foi essa experiência? Alguém mais na banda gosta do esporte? Caso sim, costumam ir a jogos no estádio?
Rodrigo: Nessa época eu ainda não fazia parte da banda. Por um lado, eu fico muito feliz, pois sou corinthiano e não sei se conseguiria tocar [risos]! O Tiago é gremista. O Heros, são-paulino. Todos gostam muito de esportes no geral. O Eduardo vai em praticamente todos os jogos do Palmeiras no Allianz Parque, e eu, sempre que posso, vou ver meu time na Arena Corinthians.

Rafael Agostino: O Eduardo curte muito esporte! Ele sempre acompanha futebol, durante a turnê ele geralmente acompanha os jogos pelo celular ou até em rádio de pilha se duvidar [risos]. A maioria gosta de esportes mas ninguém é radical, por isso todos toparam fazer essa versão do hino. Muitos que torcem pra outro time criticaram, mas cogitamos fazer versões de outros times também, afinal, assim como a música, o esporte deve unir as pessoas e não distanciá-las.

Voltando a falar de videoclipes, vocês pensam em colocar em prática a ideia de gravar um para cada música do novo álbum? Há já ideias artísticas e de locações para isso, caso sim?
Rodrigo: Sim, temos essa ideia desde o “Barbarians in Black”, mas não foi possível executá-la. Agora com o “Viking Zombie” faremos de tudo  para que esse plano se torne realidade. Ideias nós temos de monte. Nosso maior problema agora é peneirar as boas das ruins.

Entrevista do Armored Dawn no programa de TV The Noite

Voltando um pouco no tempo, na época do primeiro disco, o Armored Dawn gravou uma versão do tango de Gardel “Por Una Cabeza”. Isso saiu em algum formato físico ou foi apenas música/ videoclipe em maneira digital? Como foi a experiência de gravar o vídeo no Teatro Astor Piazzolla, em Buenos Aires? Foi  cogitado fazer uma versão com letra ou a ideia desde sempre foi fazer apenas o instrumental?
Rafael: O tango foi uma homenagem aos nossos amigos da Argentina que curtimos muito fazer. Saiu apenas a versão em vídeo mesmo, gostamos muito desse clássico, por isso a ideia de fazer uma versão pesada. Foi uma experiência única na época, mas vimos que nosso som se distanciava cada vez mais dessa realidade.

 O baixista de longa data Fernando Giovannetti saiu da banda recentemente. Qual o motivo de sua saída, e como vocês chegaram  à Heros Trench para a vaga?
Rodrigo: A saída dele foi meio natural, não estávamos mais na mesma página. Ele tinha o desejo de seguir com outros projetos e o desligamento foi inevitável. A entrada do Heros foi um convite do Eduardo, pois ele já estava trabalhando com a gente havia mais de seis meses na produção  do “Viking Zombie”, e a afinidade foi muito boa desde o primeiro dia. Para o Heros foi um desafio, pois sair da guitarra de uma banda de thrash para ir para o baixo de uma banda de power metal, é algo muito distante, mas ele está curtindo muito!

Agora, para finalizar, uma pergunta que faço a todos os meus entrevistados: Qual banda você acha que gravaria uma versão bacana de alguma música do Armored Dawn?
Rodrigo: Indo na contramão do que vemos hoje em dia, de bandas de metal fazendo versões de bandas pop, gostaria muito de ver algum  grande artista pop fazendo uma versão nossa. Imagina como seria uma versão da “Beware of the Dragon” feita pela Cyndi Lauper [risos]!

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