[Resenha] Bad BeBop – Starting Riots

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por Clovis Roman

Bad BeBop – Starting Riots
Após três anos do seu debut, o Bad BeBop nos agracia com mais um belíssimo trabalho. O stoner/heavy do trio curitibano, é direto ao ponto, sem firulas ou repetições de passagens sem propósito. É tudo coeso, conciso e com um extremo bom gosto raro na atualidade. Enquanto tantos buscam fazer barulho pelo barulho, e outros querem apenas exibir sua virtuosidade, Celso Costa (bateria), Henrique Bertol (guitarra) e Juliano Ribeiro (baixo e voz) trabalham como uma equipe, fazendo um som que lembra os anos 90, com melodias pegajosas e peso na medida.

O belo trocadilho no título já é um ponto positivo: “This Grace”, cadenciada, traz ritmo empolgante e linhas vocais incomuns em menos de três minutos. Na verdade, apenas duas de dez passam dos quatro minutos de duração, o que comprova que os caras querem dar seu recado sem rodeios. Remetendo ao grunge e ao southern rock, a arrastada “Crossfire” – a mais extensa do álbum todo – leva o ouvinte à outros caminhos. A porrada de “Backbone” elimina qualquer entorpecer restante com peso e velocidade.

Há alguns detalhes aqui e ali passíveis de observações, como “Sunset Drive”, que traz vocais raivosos em partes que parecem pedir algo mais suave. Mas enquanto você pensa, eventualmente, nisto, entra “Move” e o assunto se esvai rapidamente. Com passagens caóticas, “Pyro” também se destaca, e após a balada acústica “How Are You Holding Up”, a saideira “Bullet Hole” injeta dose extra de peso para encerrar o álbum com a energia lá em cima. Aqui, aliás, Juliano dá uma aula de interpretação.

O trabalho é bastante homogêneo, mas não se deixa enjoar justamente pelas músicas serem curtas e terem riffs e ritmos muito marcantes. Cada uma delas traz algum elemento inesperado, sem, entretanto, sair da fórmula proposta pelos músicos.

A melhora na gravação em relação ao debut Prime Time Murder, é perceptível a quilômetros. A bateria ficou encorpada e ao mesmo tempo sutil. O som da guitarra está bem mais definido e os vocais não estão tão no topo da mixagem. Evolução é isto.

Informações: www.facebook.com/badbebopband

Foto: Clovis Roman

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