[Cobertura] Black Label Society: A máfia de Zakk Wylde novamente em solo curitibano

Black Label Society
13 de outubro de 2022
Tork N’ Roll
Curitiba/PR

Por Clovis Roman

Mais uma vez no Brasil, o Black Label Society realizou uma grande turnê pelo país, e retornou a Curitiba após três anos, novamente tendo uma ótima presença do público, mesmo no meio da semana. Copos personalizados da turnê se esgotaram rapidamente, mostrando que a galera consome a banda de diversas maneiras.

Alternando músicas cadenciadas e outras mais rápidas e as baladas, Zakk Wylde e sua banda ofereceram aos fãs uma apresentação forte e sólida, direta ao ponto e muito efetiva. A legião que segue o guitarrista é imensa, e lotou a casa. O show foi mais uma vez realizado pela Liberation, portanto, tudo foi extremamente pontual e de qualidade técnica apurada no que tange iluminação e som (que estava altíssimo e claro).

Dos trabalhos mais recentes, com um apelo mais para o classic rock e southern rock, foram escolhidas as músicas chave, como por exemplo, “Heart of Darkness”, do Catacombs of the Black Vatican ou “A Love Unreal”, do Grimmest Hits. O mais recente registro de estúdio, o excelente Doom Crew Inc. teve três representantes, justamente a trinca que abre o CD: “Destroy & Conquer”, “Set You Free” e a cadenciada, potente e levemente melancólica “You Made Me Want to Live”. Mais uma ou duas deste disco (“End of Days” certamente funcionaria bem demais) teriam sido muito bem-vindas.

As apresentações do Black Label Society vem sendo aprimorados no decorrer dos anos. O show está cada vez mais enxuto, focado mais na força das músicas e menos em demonstrações de virtuosismo gratuito. Sem solos exuberantes em profusão e toda esta pataquada, a experiência de ver o Black Label Society ao vivo, hoje, é primorosa. A reação insana do público maciço nas dependências do Tork N’ Roll, corrobora esta teoria. A escolha balanceada também deu mais dinamismo ao show.

Quem, todavia, curte as maluquices guitarrísticas (principalmente, para aqueles que tocam o instrumento), foi atendido em “Fire it Up”, com um duelo entre Zakk Wylde, o chefão da máfia, e o também ótimo guitarrista Dario Lorina. Outros momentos que empolgaram a massa foram hits como “Funeral Bell” (que abriu com tudo o setlist), “Suicide Messiah”, “Stillborn” e a balada “In This River”, atualmente sendo uma homenagem à Vinnie Paul e Dimebag Darrel, respectivos baterista e guitarrista do Pantera, ambos já falecidos. Inclusive, logo Zakk estará na estrada com o Pantera, reformado como um tributo ao legado dos irmãos.

Deixando o Pantera de lado e voltando ao Black Label Society: O que se conclui é que a banda é o local no qual Zakk Wylde melhor se sai como músico e também como cantor. Proporcionaram mais uma noite inesquecível aos fãs que os seguem, seja como for.

Repertório
Funeral Bell
Destroy & Conquer
Overlord
Heart of Darkness
A Love Unreal
You Made Me Want to Live
The Blessed Hellride
Spoke in the Wheel
In This River
Trampled Down Below
Set You Free
Fire It Up
Suicide Messiah
Stillborn

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