[Resenha] H.E.A.T – Force Majeure

HEAT – Force Majeure
(Shinigami Records / nacional)

Material gentilmente enviado por Shinigami Records

Por Clovis Roman

Como herdeiros do hard rock sueco dos anos 1980, o H.E.A.T. apareceu para o mundo em 2008, com seu álbum de estreia, H.E.A.T., se tornando uma sensação do estilo. Voltando aos primórdios com o retorno de seu vocalista original, a banda mostra força, ainda que possa custar a convencer aos acostumados com os petardos lançados antes deste Force Majeure.

Menos AOR que os anteriores e trazendo o retorno do vocalista Kenny Leckremo, este sétimo álbum traz diversos momentos de diversão. “Back to the Rhythm” tem refrão grudento e versos super melódicos, com teclados bem encaixados e bastante vigor, característica esta que predomina em Force Majure. Mais à frente, faixas como “Not for Sale” e a dançante “Hold Your Fire” reforçam esta impressão.

A novidade neste trabalho é antiga. O primeiro vocalista, Leckremo, retornou após 12 anos, entrando no lugar daquele que o havia substituído anteriormente; Erik Grönwall, como todos sabemos, entrou no Skid Row, com quem lançou um álbum espetacular, como aquele grupo não lançava há décadas.

Ouça Force Majeure:

Do lado de cá, o H.E.A.T. não ficou para trás e entrega aos fãs um disco enérgico e bastante melódico, mas focando mesmo na força do som. Há momentos menos inspirados aqui e acolá, mas no geral, o disco se garante. As composições seguem um mesmo padrão, o que não chega a ser um demérito aqui.

Mantendo a energia em alta, tornando impossível ficar impassível, vem “Nationwide” (divulgada previamente ao lançamento do álbum), um hard delicioso com cara de hit, assim como “Hollywood”, com forte acento pop e refrão radiofônico.

Se esta última trazia nuances pop mescladas a um rock vigoroso, “Paramount” transborda melodias muito melosas, que podem afugentar aqueles mais avessos a sonoridades mais acessíveis. Mas o fato é: o treco é grudento demais, para o bem ou para o mal.

Por mais que entreguem um trabalho bastante lapidado e coerente, algumas faixas ficam um pouco para trás, como a cadenciada “Harder to Breathe” (apesar da excelente performance de Leckremo), ou a balada comum “One of Us”.

Beirando o heavy metal, “Demons Eyes” surpreende pela energia, vibe esta mudada com a última canção do CD, “Wings of an Aeroplane”, mais cadenciada e melódica, que encerra o trabalho com dignidade.

A saída de Erik foi um forte golpe, afinal, foi com ele que o HEAT aumentou exponencialmente sua projeção no cenário atual. Todavia, com Force Majeure, o grupo mostra que ainda há muita lenha para queimar. Este disco é como uma transição entre a fase anterior e a atual, portanto, dá para cravar que o próximo registro de estúdio dos suecos virá muito mais lapidado. Em todo caso, são quarenta e tantos minutos de bastante diversão.

Compre o CD: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9491910-H.E.A.T—Force-Majeure 

Músicas

  1. Back To The Rhythm
  2. Nationwide
  3. Tainted Blood
  4. Hollywood
  5. Harder To Breathe
  6. Not For Sale
  7. One Of Us
  8. Hold Your Fire
  9. Paramount
  10. Demon Eyes
  11. Wings Of An Aeroplane

Deixe um comentário