[Resenha] Fallujah – Empyrean

Fallujah – Empyrean
(Shinigami Records – nacional)

Por Clovis Roman

O som do Fallujah alicerça cenários grandiosos, com vocais guturais, limpos e femininos, com climas e momentos de pura brutalidade compassadas por blast-beats, e muito mais. O metal moderno pode ser feito de maneira madura e coesa, por mais que os grandes medalhões da nova/atual safra nos tentem provar o contrário. Oui?

Empyrean é o quinto álbum do grupo americano Fallujah, e o mais lapidado e reluzente até então. A obra não se furta em jogar todos estes elementos supracitados numa mesma música, tudo isto complementado com muita técnica instrumental. A primeira faixa, “Bitter Taste of Clarity” (com referências ao Fear Factory) e a alucinada “Radiant Ascencion” deixam isto mais que evidente.

Após um intro que sugere algo mais na linha shoegaze, “Embrace Oblivion” resplandece como fosse a irmã da anterior, com o adendo de uma parte atmosférica na segunda metade da composição. A banda, atualmente formada por Scott Carstairs (guitarra), o baterista Andrew Baird e os novatos Kyle Schaefer (Archaeologist) e Evan Brewer (ex-Entheos e The Faceless), respectivamente vocalista e baixista, encontrou uma fórmula que prende a atenção do ouvinte durante toda a audição.

Duvida? A cativante “Into the Eventide” soa vibrante de maneira integral, mesmo tendo seis minutos de duração. As caóticas “Eden’s Lament” e “Soulbreaker” chamam atenção pela urgência do instrumental e pelos vocais desesperados. “Duality of Intent” é mais densa, enquanto “Mindless Omnipotent Master” flerta com elementos do death metal.

O ritmo frenético é o principal item de Empyrean. O ritmo dificilmente abranda, mesmo em momentos menos velozes. Mesmo em “Celestial Resonance”, mais compassada, uma longa instrumental, o negócio é estridente. Culpa um tanto das composições e outro tanto da produção. Não é um demérito, apenas uma constatação. O disco encerra com “Artifacts”, ainda mais extensa que sua antecessora, ultrapassando os sete minutos de duração. As partes ásperas e rápidas ecoam de modo a sobrepujar tudo a sua volta.

Outro ponto bacana de Empyrean é que ele conta com diversas participações especiais: A vocalista Tori Letzler (da trilha sonora do filme “Batman Vs Superman: Dawn of Justice”) aparece em “Radiant Ascension” e “Artifacts”; Katie Thompson (Chiasma) em “Embrace Oblivion” e “Into the Eventide”; Chaney Crabb (Entheos) em “Mindless Omnipotent Master” e David Wu (Cyborg Octopus) em “Duality of Intent”.

Sem querer salvar o mundo, o Fallujah foca suas forças na música e como torná-la cada vez mais polida e, ao mesmo tempo, brutal. Com Empyrean, atingiram o objetivo com folga. Não chega a ser um material para algo mainstream, mas é, indubitavelmente, algo para ser apreciado e degustado com calma. Uma calma diametralmente oposta ao caos sonoro deste excelente disco.

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Músicas

  1. The Bitter Taste Of Clarity
  2. Radiant Ascension
  3. Embrace Oblivion
  4. Into The Eventide
  5. Eden’s Lament
  6. Soulbreaker
  7. Duality of Intent
  8. Mindless Omnipotent Master
  9. Celestial Resonance
  10. Artifacts

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