[Cobertura] Millencolin e Satanic Sufers: Noite sold-out no Tork’n Roll em Curitiba

10 de março de 2023
Tork’n Roll
Curitiba/PR

Por Clovis Roman e Kenia Cordeiro
Fotos: @odairsoares.photography / @liverockphoto

Com organização da Onstage Agência, a We Are One Tour teve uma parada em Curitiba, tendo como atrações principais a lenda sueca de punk rock Satanic Surfers e os também suecos do Millencolin, uma das mais importantes do hardcore melódico do mundo. Os shows aconteceram no Tork’n Roll, uma das maiores casas voltadas ao público rock da América Latina, e o tamanho do local foi providencial: O evento foi sold-out, reunindo mais de duas mil pessoas em uma noite especial.

Além da empolgação do público e do clima agradável, apesar da lotação, os horários foram cumpridos à risca pela produção. Após as aberturas com Cigar e Make War, o Satanic Surfers subiu ao palco exatamente no horário previsto: 20h20. Para não correr o risco de passarem do tempo estipulado, havia um cronometro em cima do palco. A banda, tendo em vista este cenário, não perdeu tempo e tratou de despejar uma tonelada de canções rápidas e certeiras, que abriram rodas no meio da galera durante todo o set.

Satanic Surfers (foto: @liverockphoto).

Voltando a Curitiba após mais de sete anos, o grupo apresentou músicas de todas as fases da carreira, como “Egocentric”, “Catch my Breath” e “Heroes of our Time”. A formação atual conta com Rodrigo Alfaro (bateria e vocal), Magnus Blixtberg e Max Huddén (guitarras) e Andy Dahlström (baixo). Os músicos da linha de frente cuidam dos vocais de apoio, e Alfaro, nascido no Uruguai, cuida das vozes principais de maneira soberba, ao mesmo tempo que comanda as baquetas. A curiosidade ficou pelo fato do baixista Dahlström usar uma camiseta da banda Stryper (ícone do metal cristão) enquanto está no palco com uma banda chamada Satanic Surfers. Caminhando para o fim do show, o quarteto ainda brindou os fãs com “Soothing” e a indispensável “Head Under Water”. Foram exatos 50 minutos, que pareceram terem durado bem menos, tamanha a intensidade dos músicos no palco.

O Millencolin tem mais de trinta anos de história e uma sólida base de fãs na América do Sul. Os shows da banda são sempre lotados e essa noite não foi diferente. Os retardatários foram chegando nos últimos minutos antes do horário do grupo: 21h30. Abriram com “Kemp” e “Bulion”, seguindo com “Sense & Sensibility”, uma das mais marcantes letras da banda, que esbraveja contra a ascensão de partidos populistas de direita em países europeus. Os versos contundentes casam perfeitamente com a música. Houve alguns momentos de interação com a plateia, alguns bem extensos, como quando apresentaram os integrantes. Porém, na hora da música, a roda virava uma loucura, com a galera se quebrando e alguns mais exaltados fazendo crowd-surfing. Tudo na maior paz.

Millencolin (foto: @liverockphoto).

O setlist do Millencolin passou por vários de seus álbuns, todavia, alguns foram mais presentes, como o clássico Pennybridge Pioneers (com seis músicas: “Duckpond”, “Fox”, “No Cigar”, “Penguins & Polarbears”, “Pepper” e a genial “The Ballad”) e Home From Home (com quatro: “Botanic Mistress”, “Happiness for Dogs”, “Kemp” e “Man or Mouse”). No encore, se destacaram “True Brew” e o clássico supremo “No Cigar” (que integrou a trilha sonora do jogo Tony Hawk, fato que ajudou a impulsionar o nome do grupo e torná-los conhecidos, por muitos, como “a banda do Tony Hawk”), que encerrou a noite. Energia do público e das bandas, organização primorosa e pontualidade marcaram a noite no Tork’n Roll. A We Are One Tour não será esquecida tão cedo pelos presentes.

Millencolin (foto: @liverockphoto).

Agradecimentos especiais a Jana e Tork’n Roll, Odair Soares/Live Rock Photo e Nicholas Pedroso.

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