Angra revela capa e título do 10º álbum da carreira, Cycles of Pain

O Angra, um dos maiores nomes do metal brasileiro em todo o mundo, está prestes a lançar o 10º álbum de uma carreira com mais de trinta anos. Trata-se de Cycles of Pain, trabalho que terá 12 faixas inéditas na versão regular e que cuja capa foi revelada hoje pela banda, por meio das redes sociais.

O disco foi produzido por Dennis Ward, que havia trabalhado com o grupo em clássicos como Rebirth (2001) e Temple of Shadows (2004), além do hoje cultuado Aurora Consurgens (2006). A capa de Cycles of Pain – feita por Erick Pasqua, trazendo uma reflexão sobre a complexidade da dor humana – revela detalhes que remetem aos trabalhos anteriores do grupo. Ainda não há previsão para lançamento de singles.

O disco, que terá participações especiais de Lenine (na música “Vidas Secas”), Amanda Sommerville, Vanessa Moreno, Fernanda Lira, May Puertas, Angel Sberse e Karina Menascé, chega às lojas no dia 03 de novembro, pela gravadora Atomic Fire Records, após anos com a EarMusic. No Japão, o disco chega dois dias antes, como de costume, pela JVC.

O quinteto atualmente é formado por Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa (guitarras), Felipe Andreoli (baixo), Fabio Lione (vocal) e Bruno Valverde (bateria).

Vale lembrar que a banda tem um show acústico agendado em Curitiba, dia 12 de agosto, que será gravado para um futuro DVD. Leia mais aqui.

Capa de Cydcles of Pain, 3º álbum com o vocalista Fabio Lione.

O baixista Felipe Andreoli comenta o trabalho: “Cycles of Pain traz diversas perspectivas sobre a dor humana e os ciclos que a envolvem. Ele nos lembra que, embora a dor seja inevitável, também é parte integrante do crescimento e do aprendizado. O álbum nos leva a contemplar nossa própria jornada de dor e a abraçar a esperança de que, apesar dos ciclos aparentemente intermináveis, sempre há uma luz no fim do túnel. É um convite à reflexão sobre as complexidades da dor humana, abordando temas como perda, desilusão, solidão e desespero, mas também levando uma mensagem de resiliência, superação e esperança”. Ele complementa quanto a capa: “A combinação de elementos – um anjo da morte com asas brilhantes e desgastadas adornadas com símbolos religiosos e pagãos, uma floresta escura com fogo e chuva, a prevalência de elementos brasileiros – transmite uma narrativa mais profunda em relação ao tema do álbum e sua interpretação musical“, afirma.

O guitarrista e fundador da banda, Rafael Bittencourt, analisa: “Esse é um registro muito especial para nós por várias razões. Muito se passou desde nosso último lançamento, em 2018. Nos últimos cinco anos, vivemos muitas dores, pessoais e coletivas. No ano de 2019 faleceu meu pai e, poucos meses após, o Andre Matos, que foi um impacto em minha vida. Conheço as dificuldades dos meus companheiros de banda também. A pandemia deixou marcas em todos nós; estivemos isolados, angustiados, lidando diariamente com a sombra da doença e da morte. Hoje parece até surreal lembrar tudo que passamos, mas não há como negar que foi um divisor de águas em nossas vidas. Portanto, esse é um álbum denso, de vivências e dores acumuladas. É também o terceiro álbum da terceira geração da banda, que consolida uma formação que começou há dez anos com a vinda de Fabio Lione e Bruno Valverde para a banda e que, há oito anos, conta também com Marcelo Barbosa na guitarra. Individualmente, estamos todos em plena forma e no auge de nossas carreiras“.

Marcelo Barbosa adiciona: “Se trata de um retrato de um momento muito único e especial não só para nós da banda, como para a humanidade como um todo. Tendo como pano de fundo os sentimentos, sensações e medos que vivemos em dois anos de isolamento social e suas consequências, o álbum traz todas as características que conduziram o Angra como uma banda de sucesso por todos essas três décadas, sem deixar de ser inovador e moderno“.

Em seu terceiro álbum com o Angra, Lione também comenta o trabalho: “Conta com uma capa muito bonita, na qual podemos ver muitos detalhes que nos remetem a pequenos detalhes dos álbuns anteriores. As cores da capa são muito vivas e fascinantes, e escrevemos músicas que em minha opinião são lindíssimas. É bem variado e engloba a essência e a sonoridade da banda, com novos elementos, sons misturados com os antigos e uma super produção“.

Por fim, Valverde complementa: “O título traz um conceito relacionado à momentos recentes que vivemos, nos quais a dor, a perda e o recomeço se conectaram de uma forma extremamente acelerada em nossas vidas. Teremos músicas que posso garantir ser o que chamamos de ‘experiência’. Mal posso esperar pra mostrar esse registro aos fãs“, finaliza.

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