[Cobertura] Evanescence revisita passado e celebra o presente na abertura da turnê pelo Brasil

Evanescence
19 de outubro de 2023
Live Curitiba
Curitiba/PR

Por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O retorno do Evanescence a Curitiba após 16 anos causou um alvoroço nos fãs.  Os ingressos para a apresentação na Live Curitiba se esgotaram rapidamente, o que levou muitos fãs a questionarem que o show deveria ter sido realizado um um local maior, como o Expotrade ou mesmo a Pedreira Paulo Leminski, a mesma que os recebeu em 2007. O local não foi alterado e a casa transbordou de gente, dificultando a movimentação.

Nada que, entretanto, diminuísse a empolgação dos fãs, que assistiram, antes da atração principal, a abertura do Ego Kill Talent, que apresentou músicas fofas, algumas coisas já conhecidas do público e algumas novas, lançadas naquela mesma noite. Quem gosta, curtiu, mas quem não gosta, certamente não virou fã.

Mas todos estavam ali pelo Evanescence, que subiu ao palco a pesada “Broken Pieces Shine”, do mais recente The Bitter Truth, que teve oito de suas doze músicas apresentadas, sendo “Part of Me” parte de um medley que também contou com “Never Go Back” (Evanescence, 2007) e “Lose Control” (The Open Door, 2006). Outro medley, mais a frente, reuniu outras músicas primordialmente dos dois primeiros discos: Do mesmo The Open Door, “Cloud Nine” e “Weight of the World”, e do debut Fallen (2003), “Haunted”, “My Last Breath” “Everybody’s Fool” e “Whisper”.

Apesar da boa ideia, para cobrir uma maior área de sua discografia dentro da apresentação, relegar as preciosas “Haunted” e, principalmente, o célebre single “Everybody’s Fool” (que tem um videoclipe genial), a meros trechos, foi um crime inafiançável.

No começo da noite, o público de Curitiba levou sorte, pois a banda vinha revezando a excelente “Made of Stone” e a confusa “What You Want”. Aqui, fomos agraciados com a primeira, pesada e com melodias mais fáceis de assimilar. Depois de “Call Me When You’re Sober”, Amy Lee vai ao piano central para “Lithium” (nessa, sozinha no palco) e “Far From Heaven” (com a baixista Emma Anzai fazendo vocais de apoio), em um bloco mais introspectivo, encerrado com “The End of the Dream”, com a intro do álbum de regravações Synthesis, para então entrar em seu formato original.

Bastante acessível, meio Coldplay, “Use My Voice” funcionou ao vivo, mas “Wasted on You” foi muito mais forte, mesmo sendo uma espécie de power balada, cantada e aplaudida junta pelos fãs e um dos grandes destaques da noite.

A melancólica “My Immortal” levou novamente Amy ao piano, que ainda meteu uns versos em português no meio, para delírio da galera. O encerramento foi com “Bring me to Life”, cujo refrão a banda tocou como na demo, sem aqueles vocais masculinos pavorosos da versão que estourou na MTV no começo do milênio, e ficou muito melhor. Tudo bem que o público cantou esses versos, mas ficou mais agradável mesmo assim. O ponto negativo do show – além da ausência da magnânima “Tourniquet” – foi essa mania de filmar tudo toda hora. Milhares de celulares erguidos durante os 90 minutos de shows atrapalharam bastante a visão. E, certamente, nenhum desses  cinegrafistas assistiu aos próprios vídeos depois.

Da maneira que o Evanescence montou o repertório, entre canções completas e os trechos dos medleys, os álbuns foram representados da seguinte maneira: Fallen (8 de 11), The Open Door (5 de 13), Evanescence (3 de 12), The Bitter Truth (8 de 12).

Repertório

Broken Pieces Shine
Made of Stone
Going Under
Take Cover
Lose Control / Part of Me / Never Go Back
Call Me When You’re Sober
Lithium
Far From Heaven
Better Without You
Imaginary
Wasted on You
End of the Dream
Haunted / My Last Breath / Cloud Nine / Everybody’s Fool / Weight of the World / Whisper
Use My Voice
Blind Belief
My Immortal
Bring Me to Life

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