Por Luís S. Bocatios
O lendário cantor, compositor e baixista Sting, ícone dos anos 1980 por sua carreira solo e por seu trabalho com o The Police, se apresenta em Curitiba pela primeira vez no dia 18 de fevereiro de 2025, no palco da Pedreira Paulo Leminski. Os ingressos estão à venda pela Ticketmaster e custam entre R$245 e R$780.
Ao longo do tempo, a figura de Sting se tornou tão grande que algumas pessoas sequer sabem que ele é um grande baixista, que tem linhas extremamente criativas e formou, ao lado do baterista Stewart Copeland, uma das cozinhas mais intrincadas da história do rock. Para relembrar esse lado de Sting, elaboramos uma lista com cinco de suas melhores linhas de baixo no The Police (não, essa lista não tem “Every Breath You Take”):
Can’t Stand Losing You (Outlandos d’ Amour, 1978)
Um dos maiores sucessos do fantástico disco de estreia do The Police, “Can’t Stand Losing You” também é uma das músicas que melhor representa a mistura de reggae com punk que a banda buscava fazer. A linha de baixo de Sting funciona em perfeita sincronia com os bumbos de Stewart Copeland e conta um riff inesquecível que aparece na introdução e depois do refrão, além de ser a principal peça condutora para partes diferentes da composição.
Masoko Tanga (Outlandos d’ Amour, 1978)
A música de encerramento de Outlandos d’ Amour traz a linha de baixo mais criativa da carreira de Sting: com notas abafadas, técnicas diferentes e escolhas melódicas totalmente fora do padrão, “Masoko Tanga” prova que Sting era um dos baixistas mais ousados da Inglaterra no final dos anos 1970, capaz não apenas de bolar linhas melódicas incríveis mas também de fazer seu instrumento desempenhar um papel rítmico que conduz as músicas de forma única.
Walking on the Moon (Regatta De Blanc, 1979)
A música mais climática da carreira do The Police tem uma linha de baixo extremamente simples, com pouquíssimas notas, mas que, ao lado dos pedais “espaciais” da guitarra de Andy Summers, é extremamente marcante e fundamental para o clima misterioso sobre o qual a canção é construída.
Spirits in the Material World (Ghost in the Machine, 1981)
Faixa de abertura do disco mais experimental do The Police, “Spirits in the Material World” traz um riff de baixo que conduz a canção praticamente sozinho, deixando espaço para os sintetizadores brilharem. O baixo ainda faz com que o refrão seja mais forte ao acompanhar a melodia do vocal e dos synths, assim como em uma parte que soa grandiosa no pós-refrão.
King of Pain (Synchronicity, 1983)
O último disco do The Police assume uma abordagem sonora mais minimalista em relação aos outros discos da banda. Uma das melhores composições do disco, “King of Pain” também traz uma das linhas de baixos mais interessantes de Sting: na introdução, o baixo segue o teclado e faz a base para o vocal; assim que a bateria entra, o instrumento de quatro cordas desempenha um papel rítmico em um andamento totalmente quebrado, que dá um toque todo especial para a música. No solo de guitarra, o baixo vai para uma região mais alta do braço e deixa um dos solos mais poderosos da carreira de Andy Summers (apesar de extremamente simples) ainda mais grandioso.
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