The Hellacopters – Overdriver
(Shinigami Records – nacional)
por Clovis Roman
O grupo sueco The Hellacopters surgiu em 1994 com Nicke Andersson assumindo os vocais e guitarras. Algo curioso para um cara que era baterista do grande nome do death metal, o Entombed, então vivendo um grande momento na carreira. Posteriormente, o mesmo músico entrou no Lucifer, outra sensação da atualidade. Ou seja, o cara tem o faro para tocar em bons projetos. O grupo tema desta resenha foi inicialmente concebido como um projeto paralelo de Andersson e Dregen (outro membro original, também do Backyard Babies), mas acabou se tornando uma banda com vida própria e hoje é considerada uma das bandas de rock mais influentes de seu país de origem, a Suécia.
Trinta anos depois, eles chegam ao nono disco de estúdio, Overdriver, pela Nuclear Blast em território internacional, e no Brasil pela Shinigami Records, com uma prensagem inicial considerável. E a música contida no disquinho justifica. O rock arrasa-quarteirão de “Token Apologies”, traz um piano martelante e melodioso e muito vigor, este, mantido em, por exemplo, “(I Don’t Wanna Be) Just A Memory”, por mais que esta seja bem mais radiofônica que a outra. Um órgão afiado serve de fio condutor para “Wrong Face On”, com um riff hipnótico e andamento dançante.
Um rock psicodélico, “Soldier On” convence, mesmo que não traga muitas surpresas em seu decorrer. Mais concisa, “Doomsday Daydreams” acena para o Blue Oÿster Cult e poderia ter sido um dos singles lançados previamente ao full-lenght. Este privilégio coube à “(I Don’t Wanna Be) Just A Memory”, comentada acima; “Do You Feel Normal”, bem mais acessível, e “Leave A Mark”, com uma certa crueza adornada por um vocal friamente calculado para ser roqueiro e palatável ao mesmo tempo. Uma curiosidade é que o single “Stay With Me”, lançado em 2024, não entrou neste trabalho, mesmo tendo sido gravado nas mesmas sessões de Overdriver.
A formação que registrou este álbum conta, além de Andersson (que também produziu a bolacha, com Robert Eriksson (bateria e vozes de apoio), Anders “Boba” Lindström (órgão e guitarras) e Rudolf De Borst (baixo e vozes de apoio). A boa capa é obra do ilustrador alemão Max Löffler, todavia, aqueles dois dedos no canto inferior direito estão um tanto quanto fálicos demais. O disco é, em linhas gerais, um puta disco de rock and roll, para amantes de Rolling Stones, Cheap Trick e Kiss setentista.
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Músicas
- Token Apologies
- Don’t Let Me Bring You Down
- (I Don’t Wanna Be) Just A Memory
- Wrong Face On
- Soldier On
- Doomsday Daydreams
- Faraway Looks
- Coming Down
- Do You Feel Normal
- The Stench
- Leave A Mark
Foto: Dirk Behlau
