Hammer King – Make Metal Royal Again
(Shinigami Records – nacional)
por Clovis Roman
A banda alemã Hammer King recém-lançou o sétimo álbum de estúdio, apenas um ano após o anterior, König und Kaiser. Intitulado Make Metal Royal Again, foi produzido por Charles Greywolf (Powerwolf) e Titan Fox V, com mixagem e masterização de Jacob Hansen (Amaranthe, Volbeat). São dez faixas inéditas e um cover bônus na versão nacional, em cerca de 50 minutos de duração. O lançamento marca a primeira gravação do grupo com o baterista Count Shandorian (Jens Gellner), que completa a formação ao lado do guitarrista Gino Wilde, o também vocalista e guitarrista Titan Fox V (conhecido como Patrick Fuchs, ex-vocal do Ross The Boss).
A capa, criada por Péter Sallai (Powerwolf, Sabaton), é inspirada na obra “A Última Ceia” e reflete os temas abordados no disco, que incluem poder, identidade e lealdade. Com todo este cenário, é fácil imaginar o conteúdo musical antes mesmo de apertar o play: power metal moderno, como fica escancarado logo com a faixa de abertura, “King for a Day”. As letras são cafonas, meio Manowar, mas se funciona com o quarteto americano, porque não funcionaria com o grupo alemão? Temos refrões cativantes e riffs grudentos em profusão e algumas faixas com teclados e sintetizadores que dão um toque pomposo ao todo.
Não tem como não lembrar do Gamma Ray no refrão de “Make Metal Royal Again”, ou do Hammerfall em “Schlaf Kaiser Schlaf” (mesmo que tenha vocais guturais) e “Kneel Before the Throne”. Somado a isto tudo, há uma sintonia inegável ao trabalho que grupos modernos como o Sabaton e, principalmente, o Powerwolf vem lançando na última década – porém, aqui a coisa soa mais orgânica. Aí vai do gosto do freguês.
Quem gosta de heavy e power metal certamente não terá do que reclamar, mesmo com algumas passagens vocais um tanto inconstantes. As referências mais heavy metal ressoam em “From Crown and Kingdom”, com passagens mais pesadas, corais e vocais de apoio no estilo grito de guerra, tudo na medida. As partes melodiosas das guitarras somam pontos.
Aquela cadência que o Dream Evil fazia com ninguém na época do The Book of Heavy Metal é incorporada em “Major Domus”, uma espécie de hino de honra, cadenciada e com um refrão de versos simples e de fácil memorização. O ritmo segue com a mais acelerada e curta “Hoheitsgebiet”, a mais breve das faixas do CD, que serve como elo de ligação com a dupla final.
Primeiro, “Hell Awaits the King”, que mescla todos os elementos sonoros entregues até então, com versos mais ríspidos mas sem perder a identidade. Depois, “The Last Kingdom”, o épico do álbum, com uma abertura magnificente que pedia um coral (outras partes clamam pelo mesmo recurso), e depois descamba para um heavy/power totalmente dentro das diretrizes. A faixa bônus é “Danger Zone”. Cover do Black Sabbath? Não, é aquela do Kenny Loggins.
O disco, em hipótese alguma, tem a intenção de renovar o estilo. É mais como uma celebração do heavy metal, apenas modernizando-o. Aos fiéis guerreiros, é um prato cheio, pois ele entrega tudo, não apenas a música: produção impecável sem soar artificial, visual antenado com a tendência atual, letras sobre batalhas e afins, e pouca enrolação. O material saiu lá fora pela Reaper Entertainment, com lançamento nacional pela tradicional Shinigami Records.
Compre o CD: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9503029-Hammer-King—Make-Metal-Royal-Again
Músicas
- King For A Day
- Make Metal Royal Again
- Schlaf Kaiser schlaf
- Hammerschlacht
- For Crown And Kingdom
- Kneel Before The Throne
- Major Domus
- Hoheitsgebiet
- Hell Awaits The King
- The Last Kingdom
- Danger Zone (Bonus Track)
Foto de capa: Christian Palm
