[press-release]
No dia 20 de janeiro, a Belas Letras lança no Brasil Ozzy Osbourne: O Último Ritual, a derradeira autobiografia do maior ícone da história do heavy metal. Concluído dias antes de seu falecimento, o livro reúne as memórias finais de Ozzy com uma honestidade brutal, um humor negro inconfundível e uma emoção que seu público jamais havia visto.
Aos 69 anos, Ozzy vivia uma fase que parecia coroar sua lenda: uma turnê de despedida triunfal, arenas lotadas, elogios entusiasmados em todo o mundo.
Mas então veio o desastre. Em questão de semanas, o vocalista passou de um internamento por uma infecção no dedo a uma paralisia quase total do pescoço para baixo, obrigando-o a abandonar não apenas a turnê, mas toda a vida pública. A partir desse momento, o livro mergulha em seu período mais vulnerável — e também no mais revelador de sua carreira.
Ele relembra, com ironia típica, os fãs completamente insanos que o perseguiam: o sujeito que carregava uma presa de mamute de cinco milhões de anos, o outro que pintou seu nome nas paredes, no sofá e em tudo dentro de casa antes de enviar um vídeo para provar. “Muitos dos malucos saíram da toca depois que a coisa do morcego aconteceu”, escreve.
A autobiografia revisita também os altos e baixos da carreira. Ozzy relembra a fase em que o Van Halen “explodiu no pior momento possível para o Sabbath”, tomando de assalto o público todas as noites. Enquanto o metal evoluía, o Black Sabbath parecia ficar para trás. E ele admite: sempre o incomodou o fato de Never Say Die! ter sido seu último disco com a banda. Por isso, voltar ao Sabbath para gravar 13 tornou-se quase uma missão espiritual. “Sabia que ainda tínhamos mais um álbum matador”, diz. A história, curiosamente, começa nos anos 1980, com uma ligação inesperada de Rick Rubin, convidando Ozzy para uma visita que mudaria tudo.
Em suas últimas páginas, o livro revela momentos de sinceridade rara. Ozzy registra o desejo de falar abertamente sobre sua doença de Parkinson — muitas pessoas presumiam que sua forma de andar ou falar era resultado de drogas e álcool. “O que era justo, eu acho. Mas não a verdade”, diz. Ao mesmo tempo, ele tenta preservar a esperança: “Tudo o que eu queria era chegar ao último show. E caminhar novamente.”
O clímax emocional do livro é seu retorno ao palco com o Sabbath. Três semanas antes do show, eles se isolam para ensaiar em um estúdio perdido no campo. No dia da apresentação, Ozzy se vê cercado de filhos, amigos, antigos membros da equipe e nomes lendários como Slash, todos em lágrimas. Quando sobe ao palco diante de 42 mil pessoas — com mais 5,8 milhões assistindo on-line —, ele sente a dimensão do que havia construído. “Nunca havia imaginado que tantas pessoas gostassem de mim”, confessa.
Essas memórias finais — ao mesmo tempo engraçadas, duras e profundamente humanas — mostram por que Ozzy transcendeu seus títulos de “O Príncipe das Trevas” e “O Poderoso Chefão do Metal” para se tornar um herói folk moderno e, para milhões, um verdadeiro tesouro nacional. Não é exagero: Ozzy não teve nove vidas. Teve vinte e sete.
O livro “Ozzy Osbourne: O Último Ritual” está disponível em sites parceiros como Travessa, Livrarias Curitiba, Martins Fontes, Livraria da Vila, Amazon entre outros. A obra chega às livrarias a partir do dia 05 de fevereiro de 2026.
Foto: Reprodução
