[Cobertura] Capital Inicial faz show sold-out no Teatro Positivo e estreita relações com Curitiba

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Capital Inicial
Teatro Positivo
Curitiba/PR
03 de junho de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O Capital Inicial é um grupo único. Desde os anos 80 e por toda sua trajetória, a banda se manteve íntegra. Com o adendo de Yves Passarel, que entrou no lugar de Loro Jones (que hoje reside em Curitiba, inclusive), o grupo assimilou suas influências e musicalidade como se fossem parceiros desde sempre. Inclusive, Yves é irmão de Pit Passarel, que além de ter composto músicas para o Capital nos anos 90, é o baixista (e foi por um tempo vocalista) do Viper (junto a Yves por um bom tempo), importante grupo de Heavy Metal que teve brilho internacional nos anos 90. Uma parte da história do Viper está no livro “Temporada na Estrada”, que Yves lançou em 1999, pouco antes de entrar no Capital Inicial.

Na estrada divulgando Acústico NYC, o segundo da banda nesse formato, o Capital Inicial retornou a Curitiba, e com casa lotada, fez um show extenso no palco do Teatro Positivo. A abertura veio com “Ressurreição”, uma composição mais cadenciada e introspectiva. Mas logo sons mais agitados como “Depois da Meia-Noite” (outra composta por Pit, junto a Dinho) e “A Mina” (esta de Kiko Zambianchi, e música nova) deram as caras, agitando ainda mais o público que lotou as dependências do teatro. O vocalista Dinho Ouro Preto, sempre muito comunicativo e simpático, tratou, logo no começo, de frisar o quanto gosta de tocar na cidade, agradecendo a presença de todos e lembrando os shows realizados no passado em Curitiba, cidade de nascença do cantor.

Entre os momentos mais explosivos do show, tivemos “A Sua Maneira”, onde Dinho nem precisou cantar o refrão. Mais nova, a excelente “Melhor do Que Ontem” também teve ótima recepção da platéia, que cantou junto a Dinho quando este, sem acompanhamento instrumental, cantou alguns versos para em seguida contar com ajuda do público. E claro que todos ou outros numerosos sucessos do Capital Inicial (como “Natasha”, “Veraneio Vascaína” e a saideira “Primeiros Erros”) causaram reações emotivas da galera. E é gratificante notar como músicas antigas e composições mais recentes andam lado a lado, tanto musicalmente como no alcance ao público. O final veio com “Primeiros Erros”, onde, como que não querendo ir embora, o grupo prolongou a duração da música para quase 10 minutos.

O clima da banda está ótimo em cima do palco, com uma postura descontraída e ao mesmo tempo profissional de todos. Os ares amigáveis emanados pelo grupo acabaram se mostrando congruentes com um momento onde um fã pediu a namorada em casamento, algo que havia acontecido recentemente no mesmo lugar, durante o show de Fernando Anitelli, do O Teatro Mágico.

Entrevista
Momentos antes de subir ao palco, o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto nos falou sobre os planos futuros do grupo em relação a um novo registro de inéditas, que será o sucessor de Saturno (2012): “Eu estou preparando algum material, já estou compondo. Mas compor pra mim é um hábito diário, eu nunca paro.  Eu tenho um home studio simples em casa, fico o dia inteiro tocando e surgem idéias diariamente. Chega um determinado momento ao longo do ano que nós nos reunimos todos e acabamos compilando aquelas que achamos ser as melhores ideias, as mais promissoras. A gente vem fazendo isto nas últimas semanas“. E conclui: “A gente deve lançar uma música esse ano. Eu gostaria que no começo do ano que vem saísse o disco novo, para em 2018 começarmos uma turnê nova“.

O frontman da banda brasiliense falou sobre a possibilidade de participações especiais em futuros trabalhos do Capital Inicial: “Sobre participações não pensei ainda nisso. A gente tem deixado, ao longo dos anos, em geral, as participações para projetos ao vivo. E eu gostaria que o Capital fizesse, pensando lá no futuro cara, esse disco de estúdio agora e o seguinte fosse um ao vivo, num lugar fechado, um caldeirão, sabe? Poderia ser ou aqui em Curitiba ou em São Paulo, o epicentro do fã clube do Capital […] O lugar que me vem a cabeça é São Paulo, mas aqui também o bicho pega”, concluiu sem esconder o sorriso quando sugeri a capital paranaense, já que o cantor nasceu em Curitiba.

Também entrou na conversa o fato de o Acústico NYC ter participações de ícones da MPB: “No acústico a gente quis deliberadamente que soasse diferente, evitar o que seria mais óbvio. Escolhemos o Lenine e o Seu Jorge por causa disso; eles tem o pé no Rock mas eles não são do Rock and Roll brasileiro“. Para o próximo ao vivo, entretanto, Dinho quer focar na galera mais próxima ao som que a banda faz: “Eu gostaria de um dia fazer um disco chamando toda a galera do Rock!

REPERTÓRIO
Ressurreição
Depois da Meia-Noite
Mais
A Mina
Como devia estar
Respirar Você
Olhos Vermelhos
Tudo Que Vai
Melhor do Que Ontem
Como se Sente
Algum dia
Vai e Vem
A Sua Maneira
O Cristo Redentor
Não Olhe Pra Trás
Tempo Perdido [Legião Urbana]
Eu Nunca Disse Adeus
Me Encontra [Charlie Brown Jr.]
4 vezes você
Fátima
Veraneio Vascaína
Música Urbana
Independência
Natasha
Primeiros Erros

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