Festival destruidor com Krisiun, Division Hell e Khrophus rolou no Jokers Pub

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Krisiun, Division Hell, Khrophus e Blackened – Diabolica Metal Festival
Jokers Pub
Curitiba/PR
03 de junho de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O tradicional Jokers Pub foi o palco para a primeira edição – e esperamos que rolem outras – do Diabolica Metal Festival, evento que apostou na música pesada, reunindo três importantes nomes do Death Metal, sendo o principal deles o Krisiun, além do Blackened, grupo de Thrash Metal que está se tornando referência na cidade.

Justo eles foram escalados para a abertura do evento, e pegaram pouco público, que ainda se acomodava nas confortáveis dependências do Pub. Muitos outros estavam ainda do lado de fora tomando uma gelada com os amigos e conhecidos. Para a segunda banda, o Division Hell, a recepção já foi mais numerosa. O grupo que divulga o álbum Bleeding Hate fez uma apresentação intensa e curta; foram apenas seis músicas executadas, mais o solo do virtuoso Renato Rieche. A voz de Ubor, também guitarrista, estava um tanto rouca, o que acabou dando um ar ainda mais apocalíptico ao som já bastante caótico da banda. O grupo está com baixista novo, que cumpriu bem sua função. Mas o destaque mesmo fica para o trio formado por Rieche, Ubor e Carlos Eduardo (bateria), que está junto desde a criação do Division Hell: sete anos de parceria rendeu aos caras uma afinidade musical bastante brutal e coesa.

A última atração antes do Krisiun foi o Khrophus, grupo catarinense que também aposta no Death Metal. Liderada pelo guitarrista Adriano Ribeiro, a banda conta atualmente com o baterista Carlos Fernandes e o novo baixista e vocalista Hugo Deigman, substituto de Leonardo Chagas, que ficou pouco tempo na formação. Apesar da recente mudança estrutural, o trio destilou seu som rispido que mescla velocidade extrema e partes mais pesadonas. Ribeiro tem Morbid Angel como influência, e chega até a lembrar Trey Azagthoth nos trejeitos. Esperamos que o sucessor de Eyes of Madness (2013) veja logo a luz do dia.

Por fim o Krisiun iniciou seu massacre habitual com um repertório bastante especial. Em meio aos shows de divulgação de seu último registro, o abissal Forged in Fury, o grupo gaúcho reservou algumas datas para resgatar sons de seus primórdios. Os três primeiros álbuns, Black Force Domain (95), Apocalyptic Revelation (98) e Conquerors of Armageddon (00) responderam por mais da metade das músicas tocadas; “Aborticide (In the Crypts of Holiness)” e “Hunter of Souls” estão entre as pérolas desenterradas. Do último play veio uma não muito lembrada, “Dogma of Submission”.

Em meio a isso tudo, claro, o Krisiun destruiu com sons indispensáveis como “Combustion Inferno”, “Conquerors of Armageddon” e “Kings of Killing”, que abriu o massacre. Houve ainda uma cover do Motorhead para “Ace of Spades”, que teve a participação do vocalista de uma banda local. Este foi embora logo após sua participação, e  não viu, por exemplo, a estupenda “Hatred Inherit” e “Vengeance’s Revelation”.

O festival – organizado pelo Curitiba Underground Eventos – teve saldo pra lá de positivo, e pode render ainda mais em futuras edições. Quanto ao Krisiun, que a banda lance logo o seu já há muito prometido disco ao vivo. Seria mais um marco em sua vitoriosa trajetória.

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