[Cobertura] Deep Purple se despede de Curitiba com show impressionante; Cheap Trick e Tesla também fizeram parte da festa

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Deep Purple, Cheap Trick, Tesla
Pedreira Paulo Leminski
Curitiba/PR
12 de dezembro de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O festival Solid Rock aconteceu na Pedreira Paulo Leminski, e teve um cast 100% internacional. Abrindo as atividades, ainda as 18h15, o grupo americano Tesla subiu ao palco pegando um público ainda frio e pequeno. Seu repertório também foi reduzido, foram apenas sete músicas, em uma apresentação que não chegou aos 45 minutos de duração. Entre os destaques, ficam as músicas do álbum The Great Radio Controversy: “Love Song” e “The Way It Is”.

A pontualidade foi um dos pontos positivos do festival. Afinal, as 19h30 em ponto, os também americanos do Cheap Trick subiram ao palco para um show extenso e intenso. O vocalista (e também guitarrista) Robin Zander comandou a festa, ao lado de seus colegas que desde a fundação da banda estão ao seu lado: o empolgado Rick Nielsen (guitarra) e o discreto Tom Petersson (baixo). Robin e Rick perambulavam o tempo inteiro pelo palco, interagindo entre eles e também com a plateia. As tentativas de empolgar o povão surtiram efeito em alguns momentos, mas sons mais chatos como “I’m Waiting for the Man”, do The Velvet Underground,  deram uma esfriada.

Cheap Trick (foto: Clovis Roman)

Em compensação, pérolas como “Dream Police”, “Stop This Game” e a inesperada ” That 70’s Song” foram uma aula de Rock and Roll descompromissado. A dobradinha ‘saideira’, “Run Rudolph Run” e “Goodnight” também surpreendeu os fãs da banda, que estavam esparsos pelas pistas da Pedreira. Os maiores sucessos da banda por esses lados não ficaram de fora (afinal, são as duas músicas que a banda mais tocou ao vivo em sua história). A baladinha “I Want You to Want Me” levou o público a erguer os braços e/ou dançar. Já “Surrender” foi o ápice da noite, uma canção fantástica e que teve uma performance vocal de Robin, no mínimo, impressionante. O cara cantou demais, com força e feeling. E vale citar que o atual baterista do grupo é Daxx Nielsen, filho de Rick.

Atração Principal
Com respeito ao Tesla – banda com mais de 35 anos de história – e aos veteranos do Cheap Trick, a noite era mesmo do Deep Purple. Tanto que a quantidade de público aumentou bastante em um curto período, que compreendia os momentos antes do começo do show dos britânicos. As 21h30, Ian Paice, um dos maiores bateristas de todos os tempos, sobe ao palco e é ovacionado pela galera. Seguem entrando em cena o baixista Roger Glover, o guitarrista Steve Morse e o tecladista Don Airey. Estes então dá início a um dos maiores clássicos do grupo, “Highway Star”. Arrepiou até os veteranos em shows do Deep Purple. Sem folga, a fabulosa “Pictures of Home”, que assim como a abertura, é do megaclássico Machine Head, veio na sequência. Há 15 anos com a mesma formação, e tendo feito uma quantidade exorbitante de shows nesse período, o entrosamento dos caras é espantoso, algo sobrenatural.

Paice, Gillan e Airey: Deep Purple (foto: Clovis Roman)

O repertório do Deep Purple tem uma estrutura básica da qual eles não conseguem se distanciar. Mas mesmo assim, sempre há uma ou outra novidade. Nesta noite, uma delas (e a principal) foi a execução de “Bloodsucker”. A faixa é oriunda do álbum In Rock (1970), que marcou a estreia discográfica de Gillan e Glover com a banda. A faixa é tão boa que a banda a regravou, em 1998, no álbum Abandon. Outra que ficou um tempo fora dos shows e voltou recentemente é a fantástica “Knocking at Your Back Door”, do álbum Perfect Strangers, o único registro da banda nos anos 80 digno de nota. Deste, ainda tocaram a faixa título, obviamente. As músicas novas, “Birds of Prey”, do InFinite (2017) e “Uncommon Man”, de Now What?! (2013) foram bons momentos, mas passaram batidas quando esmagadas entre petardos como “Strange Kind of Woman” e “Lazy”. Fechando a primeira parte do show, a pesada “Space Truckin'” e um dos maiores clássicos do Rock de todos os tempos: “Smoke on the Water” – esta dupla também é do álbum Machine Head. Antes, diversos solos, entre os quais se destacou o de Airey, que antes de “Perfect Strangers”, citou “Crazy Train” (de Ozzy Osbourne, que ele gravou), “Tico-tico no Fubá” e “Aquarela do Brasil”.

Na volta para o encore, o primeiro hit do grupo, uma versão de “Hush”, de Joe South, e o fim definitivo com “Black Night”. Este foi o primeiro show do Deep Purple em Curitiba em um espaço aberto. Eles mereciam esta despedida de nossa cidade com um grande público. Mesmo não estando lotada, a Pedreira recebeu uma grande quantidade de pessoas que presenciaram o adeus de um dos nomes mais lendários do Rock mundial. Cinquenta anos de história não é para qualquer um. Obrigado Deep Purple.

REPERTÓRIOS

Tesla
Into the Now
Edison’s Medicine (Man Out of Time)
The Way It Is
Signs (Five Man Electrical Band)
Love Song
Little Suzi (Ph.D.)
Modern Day Cowboy

Cheap Trick
Hello There
Big Eyes
California Man (The Move)
You Got It Going On
Ain’t That a Shame (Fast Domino)
If You Want My Love
When I Wake Up Tomorrow
Long Time Coming
Baby Loves to Rock
Ghost Town
That 70’s Song
Stop This Game
I’m Waiting for the Man (The Velvet Underground)
The Flame
I Want You To Want Me
Dream Police
Surrender
Run Rudolph Run
Goodnight

Deep Purple
Highway Star
Pictures of Home
Bloodsucker
Strange Kind of Woman
Uncommon Man
Lazy
Birds of Prey
Knocking at Your Back Door
Perfect Strangers
Space Truckin’
Smoke on the Water

Hush (Joe South)
Black Night

 

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