[Entrevista] Biff Byford fala sobre novo disco do Saxon e shows no Brasil

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O Saxon é uma entidade do Heavy Metal mundial, sendo um dos nomes mais relevantes da NWOBHM, movimento da música pesada na Grã-Bretanha do início dos anos 80. O grupo chegou na cena como um trator, e mesmo lançando algumas coisas mais acessíveis na segunda metade daquela década, nunca se deixou levar pelo marasmo criativo. Com a entrada do baixista Nibbs Carter, o grupo começou a construir uma identidade sonora que explodiu em 1995, com a entrada do guitarrista Doug Scarrat e o lançamento do colossal Dogs of War. Daí pra frente, o Saxon só lançou álbuns de qualidade indubitável, e sacramentou seu espaço entre os nomes mais queridos dos fãs de música pesada no Brasil.

A formação atual do Saxon também conta com o monstro Nigel Glockler comandando as baquetas, o guitarrista original (são 41 anos de banda) Paul Quinn e o frontman Biff Byford, que aos 67 anos ainda esbanja a energia de um garoto nas apresentações ao vivo e entrega performances embasbacantes em estúdio. Foi com ele o quem conversei, sobre o novo disco dos caras, Thunderbolt, e o show que farão no Brasil nas próximas semanas. O serviço completo do show você confere no final da página, no “Serviço”.

por Clovis Roman
tradução: Arianne Cordeiro

Primeiramente, obrigado pela sua disponibilidade e parabéns pelo Thunderbolt: que álbum maravilhoso! Depois de uma introdução instigante, Thunderbolt é aberto com a faixa título, com riffs fortes e a bateria insana de Nigel. E então Biff começa a cantar sobre os deuses da mitologia grega e imediatamente nós pensamos: “Sim! Isso é exatamente o que eu quero ouvir do Saxon”. Como é manter essa chama acesa após 22 álbuns?
Biff Byford: Muito obrigado! Estamos muito felizes com o Thunderbolt. Nós cinco da banda temos um som e ideias, mas a produção também tem um papel fundamental em um projeto. Eu realmente acredito que, quando você ama música e ama aquilo que faz, funciona muito bem e mantém a bola rolando. Ainda é muito empolgante escrever novas músicas, mas você também precisa ser cuidadoso para não ser repetitivo. O Saxon deve soar como o Saxon.

O album inteiro é homogêneo de maneira justa, mas posso apontar “Nosferatu” como um destaque. Há algumas melodias obscuras e sentimos frio enquanto andamos à noite nas ruas solitárias (“Lonely streets”) enquanto o vilarejo dorme (“the village sleeps”).Vocês se inspiraram em filmes como “Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens” (Filme alemão, dirigido por F. W. Murnau) para compor a letra?
Biff: Originalmente, pediram que eu escrevesse uma música para um filme. Foi assim que começou.
A sensação que você tem é exatamente a que você deve ter. Eu assisti a muitos filmes do Drácula ao longo dos anos. Como você sabe, o visual é centrado em um figurino Vitoriano e obscure, você não podia ver o reflexo do vampiro no espelho e tudo ficava entre assustador earrepiante – o desconhecido. Essa era a imagem que eu tinha na minha frente. Obscura, gótica – muito arrepiante. Eu acredito que me inspirei em todos aqueles filmes e talvez também neste que você mencionou.

A homenagem aos roadies em “Roadie’s Song” é emocionante. Essa música pode chegar ao setlist em algum momento ainda nesta tour? Certamente ela funcionaria muito bem ao vivo, por seu tempo e ritmo Rock and Roll (aqueles dois últimos versos antes do refrão são impressionantes, com vocais empolgantes).

Biff: ‘We are like family with ups and downs’ [N. do R.: Aqui, Biff faz referência a uma frase da letra desta música]. A equipe de roadies trabalha tão arduamente para fazer os shows acontecerem a cada noite; não podemos fazer o trabalho sem eles e, em shows, a equipe é mais importante do que a banda em si. Sim, eventualmente ela acabará entrando no setlist, mas por enquanto tínhamos que escolher uma mistura de clássicos e músicas novas, de acordo com aquilo que o público gosta de ouvir.

A banda tem tocado muitas músicas do Thunderbolt. Na turnê com o Judas Priest, há 5 músicas novas em um setlist com 12. Quando a banda toca o setlist completo, há 7 músicas do novo álbum. Aqui no Brasil, como atração principal, podemos esperar sete ou ainda mais músicas do Thunderbolt? O que mais pode dizer sobre o show que acontecerá no país?

Biff: Como eu disse, acredito que devemos ficar com o mesmo setlist por enquanto. Durante a turnê, não temos tempo para ensaiar nada novo, mas depois de um tempo vamos pensar e tentar encaixar.

O Saxon está na ativa há 40 anos, e ainda está gravando álbuns importantes e fazendo shows incríveis. Vocês já pensaram em parar em algum momento?

Biff: Você nunca sabe quanto uma banda vai durar – mas estaremos lá contanto que os fãs queiram nos ver ou ouvir nossas músicas. E a saúde, é claro, é a coisa mais preciosa: precisamos estar saudáveis para continuar.

E falando sobre shows ao vivo, o Saxon é muito conhecido por ser uma das melhores bandas no palco. E exatamente por isso, a banda lança muitos materiais ao vivo. Existem planos para um novo lançamento ao vivo, da nova turnê?

Biff: Provavelmente no ano que vem, quando for o nosso aniversário.Tenho certeza de que teremos algo para a ocasião.

O novo disco, Thunderbolt!

Vocês já pensaram em gravar algo aqui no Brasil? O Saxon tem muitos fãs por aqui, e isso pode ser provado com a presença do público nos shows: os shows da banda no país sempre lotam.

Biff: É uma ótima ideia, deveríamos pensar no assunto. Tantas bandas ótimas já gravaram no Brasil, e o resultado foi fantástico, porque os fãs brasileiros realmente se conectam com a música, são loucos e muito receptivos, eles entram nessa de cabeça.

O Saxon já fez tributo a algumas bandas gigantes do Rock, como o Sweet e o Judas Priest. Agora, pensando de maneira contrária: que bandas vocês acham que fariam um bom cover de uma música do Saxon?

Biff: Primeiramente, ficaríamos muito orgulhosos se qualquer banda fizesse um cover de uma de nossas músicas. É o melhor elogio que você irá receber na vida. Eu não saberia dizer quem seria o melhor eleito para gravar esse cover, mas quando eu ouvir, eu te aviso. Posso dizer apenas que, há muito tempo, Lemmy veio ao palco e cantou “747 (Strangers in The Night)” conosco, e me deu arrepios.


ENGLISH

First of all, thank you for your time and congratulations for Thunderbolt: what an amazing album! After a thought-provoking introduction, Thunderbolt opens with the title track, with some strong riffs and the insane drumming of Nigel. And then Biff starts to sing about Greek mythological gods and we immediately think: “Yes! That is exactly what I want to hear from Saxon”. How is to keep this flame burning after 22 albums?

Biff Byford: Thank you very much! We are very happy with Thunderbolt. Us five in the band have a sound and ideas but also the production plays a major part in the project. I really believe when you love music and you love what you are doing, it works out fine and keeps the ball rolling. It is still exciting to write new songs but you also have to be careful not to repeat and Saxon should sound like Saxon.

The whole album is fairly homogeneous, but I can point to “Nosferatu” as a highlight. There is some dark melodies and we feel cold like we are walking through the night in “Lonely streets” when “the village sleeps”. Did you have inspiration in movies like “Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens” (German, directed by F. W. Murnau) in the lyrical matter?

Biff: Originally I was asked to write a song for a film. That is how it started. The feeling you have is exactly what it should be. I watched a lot of Dracula films down the years. As you know the setting is mostly in dark Victorian outfits, you couldn’t see Vampire’s images in the mirror and it was all in between scary and creepy – the unknown. That was the picture I had in front of me. Dark, gothic – pretty creepy. I guess I got inspired by all these movies and maybe also the one you’ve mentioned.

The tribute to the roadies in “Roadie’s Song” is thrilling. Can this song get into the setlist somewhere on the tour? It would certainly work very well live for its tempo and its Rock and Roll rhythm (those last two verses before the chorus are striking, a rousing singing).

Biff: ‘We are like family with ups and downs’. The road crew works so hard to get the shows happening every night, we can’t do the job without them and in live shows the crew is more important than the band. Yes, eventually it will end up in our set list but for right now we had to choose a mixture of classics and new ones paired with what fans like to hear.

Saxon has been around for around 40 years now, and is still recording important albuns and playing amazing live shows. Do you guys have ever thought about stop doing it?

Biff: You’ll never know how long a band will last – but we will be there as long as the fans want to see us or hear our music. And of course, the most precious thing, we need to stay healthy to continue

And talking about live shows, Saxon is well know to be one of the best bands on stage. And exactly for that, the band releases a lot of live records. There are plans for a new one, from the current tour?

Biff: Probably next year when our Anniversary is coming up. I’m sure there will be something in the pipeline

Have you ever thought about recording something here in Brazil? Saxon have a huge fanbase down here, and this can be proved by attendance: there always big crowds in the concerts of the band here in our country.

Biff: This is a good idea, we should think about it. So many great bands have recorded in Brazil and the outcome was just fantastic because the Brazilian fans are really into the music, they are crazy and they are so welcoming and dive into it

The band is playing quite a lot of songs from Thunderbolt. On the tour with Judas Priest there are 5 new songs in a 12 songs setlist. When the band performed the full setlist, there are 7 songs from the new album. Here in Brazil, as the main act, can we expect seven or even more songs from Thunderbolt? What more can you say about the upcoming show in Brazil?

Biff: Like I said before, I guess we have to stay with our set list for right now. During the tour we have no time to rehearse any new material but it will be settling in after a while and we will think about it

Saxon has paid tribute to some great Rock bands as Sweet and Judas Priest in the past. Now, looking the other way around: which bands do you think would make a good cover of some of Saxon songs?

Biff: First of all, it makes us proud if any band covers our songs. This is the best compliment you’ll get. I would not know who would be eligible in a special way to cover our songs, when I hear it, I’ll let you know.
I can only say that long time ago Lemmy came on stage and sang 747 (Strangers in The Night) with us and it gave me shivers.


SERVIÇO
Data: 3 de maio de 2018 (quinta-feira)
Local: Tropical Butantã
End: Avenida Valdemar Ferreira, 93
Horário: 19h30 (abertura da casa)
Informações: (11) 3031-0393
Classificação etária: 16 anos. Entre 14-16 anos somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos
Ingressos: a partir de R$ 140
Venda online: ticketbrasil.com.br/show/5586-saxon-saopaulo-sp/
Pontos de venda: ticketbrasil.com.br/show/5586-saxon-saopaulo-sp/pontos-de-venda/
Evento no Facebook: www.facebook.com/events/1191829920949267

foto: Divulgação/Reprodução

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