[Cobertura] Humberto Gessinger faz show repleto de clássicos do Engenheiros do Hawaii no Teatro Positivo

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Humberto Gessinger
Teatro Positivo
Curitiba/PR
28 de abril de 2018

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Por mais que Insular seja um disco fantástico, Humberto Gessinger está atualmente fazendo shows focados quase que em sua totalidade de sucessos que forjou na frente do Engenheiros do Hawaii. Considerando a imensa gama de canções verdadeiramente boas daqueles tempos passados, há como condená-lo? O público, que lotou o Teatro Positivo, de fé, não quis o sacrificar, em momento algum.

E se é para falar da antiga banda de Gessinger, aí reside o único ponto dúbio do show. Ao menos partindo de uma análise mais fria, após esfriada a empolgação causada pelo espetáculo. É fato que grande parcela do público quer ouvir os eternos sucessos do passado. Mas uma divisão mais balanceada do repertório poderia contemplar melhor a carreira de Gessinger como um todo. Ele, que há poucos anos lançou o fantástico Insular, praticamente o relegou a segundo plano. Independente da proposta da atual turnê, um pouco mais do presente – que também apareceu com as novas “Cadê?” e “Pra Caramba”, além de “Alexandria”, bela canção em parceria com Tiago Iorc – seria uma forma de celebrar o que foi construído lá atrás.

Humberto Gessinger (foto: Clovis Roman)

Do supracitado Insular, apenas uma canção se fez presente: a empolgante “Bora”. A análise aqui, todavia, não é depreciativa. Afinal, o catálogo de Humberto é amplo no quesito sucessos. Ele poderia fazer duas datas com repertórios totalmente diferentes a cada noite, e mesmo assim algum hit ficaria de fora. E se é assim que ele quer fazer, bora aproveitar. Não teria como ser diferente ao som de petardos como as duas “A Revolta dos Dândis”, “Infinita Highway”, “Eu que Não amo Você”, “Somos Quem Podemos Ser”, e por aí vai. Entre músicas completas e outras reduzidas em medleys, foram 30 composições apresentadas.

Gessinger com casa lotada (foto: Clovis Roman)

No meio do show, uma parte foi conduzida pelo maestro ao piano. Foram 6 músicas tocadas neste formato, onde foram ressaltados os detalhes mais sublimes das canções. Humberto consegue imprimir às suas performances um tom cênico envolvente. Minimalista, ele tira muito de pouco. Não a toa sua banda é um trio, que atende com folga as questões percussivas, de cordas e vocais. Tudo isto com os instrumentos padrão e mais uns pedais e sintetizadores. Aqui, menos é mais. E é assim desde os tempos de Engenheiros do Hawaii.

O show chegava ao fim com “Perfeita Simetria” e seus belos solos de guitarra, e com um medley que teve “O Exército de um Homem Só”, “Rádio Pirata” (do RPM) e definitivamente com “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” (original do Os Incríveis), que fez ser ouvida as vozes da platéia, pois seu refrão foi cantado alto por todos, como fossem vocais de apoio.

REPERTÓRIO
A Revolta dos Dândis I
Infinita Highway / Até o Fim
Desde Aquele Dia
Bora
Surfando Karmas & DNA
Vozes / Terra de Gigantes
Cadê?
O Preço
Dom Quixote
Saudade Zero
Refrão de Bolero / Piano Bar
Faz Parte / Vida Real
A Revolta dos Dândis II
Eu Que Não Amo Você
Alexandria
De Fé
Pose
Das Tripas Coração
Somos Quem Podemos Ser
Pra Caramba
3×4
Pra Ser Sincero

Perfeita Simetria
O Exército de Um Homem Só / Rádio Pirata / Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones

Agradecimento especial à Gledson Laurek, fotógrafo da Prime.

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