[Cobertura] Prudential Concerts aproxima MPB do grande público em show com Maria Rita na Ópera de Arame

Nenhum comentário

Maria Rita – Prudential Concerts
Opera de Arame
Curitiba/PR
15 de agosto de 2018

por Clovis Roman e Arianne Cordeiro

O evento Prudential Concerts em 2018 foi realizado em algumas capitais, dentre elas Curitiba. Cada cidade teve orquestra regida por Carlos Prazeres, e um convidado especial. No Paraná o artista escolhido foi Maria Rita. A cantora, que recém se apresentou na capital paranaense, retornou para cantar um repertório que celebra os 60 anos da Bossa Nova. Sua participação ocorreu no final do concerto, e foi relativamente curto. Em entrevista realizada um pouco antes do show, ela nos contou que a escolha do repertório se deu com sugestões dela e também do maestro.

O primeiro ato se seu com Prazeres e sua orquestra fazendo leituras de sucessos inquestionáveis da Bossa Nova, em ato que durou uma hora. Obras como Prelúdio Bachianas N° 4, de Villa Lobos; “Wave” e “Desafinado”, ambas de Tom Jobim; “Tarde em Itapuã”, parceria de Vinicius de Moraes e Toquinho e “Canto de Ossanha”, de Baden Powel e também Vinícius de Moraes, foram apresentadas. O maestro ainda estimulou a platéia a cantar junto algumas das canções, como “Bananeira” (João Donato e Gilberto Gil) e “Samba de uma Nota só”, de Jobim com letra de Newton Mendonça.

Com a intenção de ser didático, o maestro falou bastante entre cada música, explicando e contextualizado obras com mais de meio século de existência. Uma hora mais tarde é então chamada ao palco Maria Rita, que mandou de cara “Águas de Março”, canção de Tom Jobim eternizada na voz da maravilhosa Elis Regina, mãe de Maria Rita.

Outra de Jobim veio depois, a sorumbática “Corcovado”, que apesar da letra que resplandece amor, tem arranjos angustiantes. Soberba e apresentada aqui de maneira igualmente louvável. “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha, manteve a atenção, e abriu espaço para “Cara Valente”, que Marcelo Camelo compôs e Maria Rita gravou em seu álbum de estreia, homônimo, em 2003. A música, uma verdadeira obra-prima, foi o melhor momento do pocket show, encerrado por “Como Nossos Pais”, outra eternizada por Elis Regina, porém gravada inicialmente por seu compositor, o visceral Belchior. Ainda rolou um repeteco de “Águas de Março”.

Os pouco menos de 30 minutos de Maria Rita no palco passaram rápido. O show, claro, não era dela, mas o pessoal queria mais de sua – linda – voz. O conceito do concerto como um todo merece ser louvado, por seu fim didático, inclusivo e de quebra de paradigmas.

Foto da capa: Arianne Cordeiro

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s