[Cobertura] Sepultura faz apresentação cronológica e marcante no Curitiba Motorcycles

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Curitiba Motorcycles
show com Sepultura, Motorocker, Hillbilly Rawhide, Didley Duo, Fourface.
Live Curitiba
Curitiba/PR
09 de fevereiro de 2019

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O evento Curitiba Motorcycles, em meio a motos e coisas relacionadas, ofereceu ao público boas opções musicais no palco da Live Curitiba. A primeira atração da noite – ou melhor, da tarde, já que começaram seu set por volta de 18h – foi o Didley Duo. O instrumento de cordas usado pelo também vocalista Breno Teixeira era um pedaço de pau. Depois, vieram um esfregador de roupas, uma pá e uma “cigarbox” como estrutura de algo que remetia a uma guitarra. Essa coisa doida toda amplificada resultou num som bastante incomum, com base fincada nas origens do Blues e do Rock and Roll. Só não funcionou melhor pois a enorme pista ainda estava bem vazia devido ao horário. Em ambientes menores, como um pub lotado com galera bebendo, a experiencia de vẽ-los deve ser mais impactante. Foi o último show com o baterista Ricardo Blasch, que saiu da banda/dupla no dia seguinte.

Hillbilly Rawhide (foto: Clovis Roman)

Depois veio o FourFace, que ainda pegou um público diminuto, tocando os grandes sucessos do Raimundos. A galera começou a chegar mesmo na hora do Hillbilly Rawhide. O Rock/Country do grupo local colocou a galera pra se quebrar, em um show que pareceu bastante longo. A banda que viria na sequência seria o The Secret Society, entretanto a banda não pode comparecer. Então, pouco passado das 22h, chega a grande atração da noite, o Sepultura.

São 35 anos de história, com altos e baixos, mas com uma constante: a garra. Com Andreas Kisser a frente nas últimas duas décadas, o Sepultura se manteve vivo, fazendo inúmeras turnês e lançando discos regularmente. É questão de gosto pessoal apreciar ou não os álbuns lançados nesse período. Mas é inegável a dedicação e determinação de todos os envolvidos. Com uma formação sólida, junta há 8 anos, o grupo de origem mineira fez um show monstruoso, onde revisitou toda sua discografia. Em ordem cronológica, uma música de cada álbum foi apresentada, mostrando a evolução e a história de um dos maiores nomes do Metal.

Sepultura (foto: Clovis Roman)

Assim sendo, o público, que ultrapassou a marca de 1.300 pessoas, foi agredido musicalmente por uma sequência inicial bestial e devastadora: “Bestial Devastation”, do EP homônimo, de 1985; “Troops of Doom”, “Escape to the Void”, “Beneath the Remains” e “Dead Embryonic Cells”. A energia da banda nesse bloco era quase palpável, Kisser em especial parecia possuído. Fantástico.

Os últimos registros da formação clássica foram contemplados com “Territory” e “Attitude”, numa versão caótica. Aí então começou a fase Derrick, com uma dobradinha do disco Against (1999): a veloz faixa título e o single “Choke”. Entrando no século XXI, “Sepulnation” soou grandiosa ao vivo, e abriu caminho para “Corrupted”, “False” e “What I Do”. Logo após, a canção que dá nome ao disco considerado, na época, o melhor do grupo em anos: Kairos. Depois de “The Vatican”, veio a única representante do excelente Machine Messiah: “Phantom Self”, que decretou o fim do repertório regular. O retorno para o encore trouxe alguns hits deixados pra trás na cronologia de até então: os mega sucessos “Arise”, “Refuse/Resist”, “Ratamahatta” e, claro, “Roots Bloody Roots”. Show coeso e forte. O Sepultura está em grande momento.

Motorocker (foto: Clovis Roman)

O Motorocker começou a tocar após a meia-noite, com a missão de encerrar a festa, com a platéia cansada e já reduzida. Quem foi embora perdeu um show eletrizante do quinteto, onde o vocalista Marcelus chamou pra si todas as atenções. O cara entrou de maneira furiosa no palco, e gritou com sempre. Se bem que usou algumas vocalizações mais graves, quase guturais, em algumas partes, deixando tudo ainda mais ríspido. O show do Motorocker é sempre uma paulada, e aqui não foi diferente. E o público reconheceu, ali mesmo, a força da banda curitibana: um grande “Olê Olê, Moto, Rocker” foi entoado pela galera antes de “Aonde Você Vai Eu Não Vou”. A impagável “Blues do Satanás” foi outro momento marcante. Showzaço!

Repertório – Sepultura
Bestial Devastation
Troops of Doom
Escape to the Void
Beneath the Remains
Dead Embryonic Cells
Territory
Attitude
Against
Choke
Sepulnation
Corrupted
False
What I Do!
Kairos
The Vatican
Phantom Self
Arise
Refuse/Resist
Ratamahatta
Roots Bloody Roots

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