[Resenha] Heretic aposta em influências do Oriente Médio com Metal

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Heretic – Supernova
(nacional)

Material enviado por Roadie Metal

por Clovis Roman

Segundo o site Metal Archives, enciclopédia virtual online, há 13 bandas chamadas Heretic ao redor do Globo (só de Metal e similares). A única brasileira nessa lista é de Goiânia, e toca o chamado Metal Progressivo com influências do oriente médio. Ao pegar To The False em mãos, vi de cara que esse seria um trabalho para ser digerido aos poucos. Há muitos detalhes no belo digipack, no encarte, e como vim a comprovar na audição do disco, muitas referências sonoras.

Com o mentor do grupo, Guilherme Aguiar, morando em Goiânia, e o vocalista Erich Martins em Portugal, o disco foi gravado em estúdios diferentes. Cabe ao próprio Guilherme comentar a inspiração temática do trabalho: “O conceito da arte é algo bem especial que eu passava no momento. Desacreditado com falsas amizades principalmente, veio a ideia de unir um símbolo milenar que afasta justamente mal olhado e mentiras com a simbologia ocidental de mostrar o dedo do meio. De um sentimento de frustração, raiva e total descrédito com algumas pessoas próximas, criou-se um belíssimo disco com letras densas, instrumental que vai a extremos e uma bela produção”.

A interpretação de Erich em “The Whip of God” chega a remeter a Robert Lowe, do Solitude Aeternus, misturado com um Warrel Dane indignado, mas aqui há mais raiva. A música, flertando com o Thrash nas melodias das guitarras, é um dos pontos altos desse homogêneo trabalho. Guilherme não cuida apenas da concepção artística e das guitarras. Durante os 54 minutos de To The False, ele também toca cítaras, esraj, tabla indiana, zourna, darbouka, sintetizadores e flauta. Essa gama de instrumento cria camadas e sonoridades incomuns ao Metal, mas que funcionam perfeitamente.

Há algumas participações especiais nesse álbum, inclusive de Mario Duplantier, do Gojira, que gravou as baterias na instrumental “Sitar Sauvage”, uma canção voltada à percussão, remetendo ao oriente médio. Uma mescla insólita cujo resultado final é espetacular. O trabalho ainda apresenta sons mais pesados, como “Until the Day It Comes”, outros mais viajados, como “Trail of Sins”, e até uma aproximação com Hard Rock em “The End”. É uma ampla gama de influências sonoras.

A banda é uma usina de composição e lançamentos. Formada em 2010, eles já tem seis álbuns em sua discografia, sendo To The False (2017) o 5º deles. No ano passado saiu “Barbarism”. O som deles não é de fácil assimilação, mas proporciona ao ouvinte uma viagem sonora única.

Facebook: www.facebook.com/heretic.project

MÚSICAS
01 – Unobtainium
02 – The Whip Of God
03 – Sitar Sauvage
04 – Trail Of Sins
05 – Until The Day It Comes
06 – The End
07 – Hymn To Sirius
08 – Asaty
09 – Truth
10 – Rising Power

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