[Resenha] Morthur – Between the Existence and the End

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Morthur – Between the Existence and the End

Material enviado por Sangue Frio Produções

por Clovis Roman

A banda Morthur é oriunda de Erechim, Santa Catarina, cidade de bons nomes dos mais variados estilos, indo do Southern Warfront (Black Metal maldito), Gonorréia (Grind maldito), até a Holiness, de Heavy/Pop. E a Morthur surge como referência na cidade quando se trata de Death Metal. O primeiro disco dos caras é Between the Existence and the End, que foi gravado durante os anos de 2014 e 206. Agora em julho de 2019 esse disco completou 2 anos de lançamento, o que aumenta as expectativas por seu sucessor, afinal, o trabalho apresentado aqui é ótimo.

A primeira faixa, “Intro”, poderia ter um título digno, afinal é uma música de fato, um instrumental pesado que evidencia de cara algumas qualidades do trabalho, como a boa gravação e equalização dos instrumentos, o que realça o peso. A primeira faixa com vocais é “Immortals”, um Black/Death Metal bastante coeso, com som cheio, que remete a bandas como Behemoth e Belphegor. O desfile de bons riffs continua com “From Life to Death”, essa mais Death, com aqueles cacoetes de guitarra do Cannibal Corpse. O que realça o ótimo trampo das guitarras aqui é que nem sempre o trio aposta na velocidade exorbitante, o que realça a parte rítmica do negócio. A grandiosa “Mortal Desire” vem a seguir, e deve ser um monumento monolítico ao vivo; riffs cadenciados e andamento moderado deixam o peso ainda mais evidente.

As letras, segundo a banda, abordam temas como niilismo, filosofia e questões de introspecção, mas tudo isso é colocado de maneira minimalista. As frases são simples, como notável em sons como “Demonized” ou “Extremely Against World” (essa, no caso, aborda mais uma visão niilista, como explicita o título). E nisso não há demérito algum. Essa última, inclusive, traz em si uma passagem com elementos do Thrash e Heavy em sua segunda metade, algo mais melódico nos solos de guitarra, entretanto sem perder a agressividade. A maior faixa do álbum vem na sequência, “Living Blasphemia” com mais de seis minutos, outra mais lenta e bastante pesada.

O som do china (prato) de bateria soa muito espaçoso, e acaba incomodando eventualmente, e seria o único ponto a ser mudado aqui. A faixa “Alien Tomb [Hypnotic Stone Womb]”, a saideira e faixa bônus, tem esse detalhe minimizado, parece ter sido gravada em outra sessão. A bateria até parece eletrônica em alguns momentos, mas no encarte mostra que a formação é um trio que conta com André Cândido (bateria), Marco Zanco (baixo) e Jeferson Casagrande (guitarra e vocal). No que tange a composição e execução dos músicos, tudo de extrema qualidade e bom gosto, exceto no ponto supracitado. Em todo caso, a nota final aqui é alta, e a aquisição desse debut altamente recomendada.

Contato: www.facebook.com/morthurband

MÚSICAS
1. Intro
2. Immortals
3. From Life to Death
4. Mortal Desire
5. Warlock of the Underworld
6. Demonized
7. Extremely Against the World
8. Living Blasphemia
9. Alien Tomb (Hypnotic Stone Womb)

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