[Resenha] Banda ThreeSome assume o nome FreeSome após lançamento de EP

Nenhum comentário

Threesome – Keep on Naked
(material enviado por Som do Darma)

por Clovis Roman

O título genial já conquista de cara. Esse EP de três músicas, chamado Keep On Naked, veio três anos depois do disco de estreia, Get Naked. Sim, considerando nome da banda e de seus discos, fica claro que a temática lírica gira em torno de experiências sexuais e afins, das mais variadas, abordando o tema de maneira franca, sem tabus ou encanamentos. Afinal de contas, esse tema permeia a existência, não é nada de mais. Não que eles se prendam neste tópico, entretanto.

O Rock and Roll despojado, cantado em inglês, é bastante envolvente, com destaque para a faixa de abertura “Sweet Anger”, um ‘tesão’ de Rock noventista, que sugere um Alice in Chains menos agoniado, baita som; os solos são excelentes, bem executados e construídos. O vocal da também guitarrista Juh Leidl é ótimo, belo timbre e ótima noção de como cantar de maneira efetiva sem exageros. Essa canção veio do disco de estreia, e lá se chamava “Why are you So Angry?”.

A segunda faixa, “My Eyes”, inédita, mantém o mesmo estilo sonoro, apesar de ter um pé no Rock Alternativo, mas cantada por Fred Leidl, não tem o mesmo alcance. A performance fenomenal de Juh na faixa de abertura reflete em cima dessa e a ofusca. A saideira é “ERW”, que no disco de estreia se chamada “Every Real Woman”, outra comandada pela voz de Juh, é um encerramento classudo. O grupo foi formado em 2012, em Campinas, interior de São Paulo, e tem uma longa estrada pela frente. Os passos até aqui parecem indicar o caminho certo.

Aliás, depois de lançarem esse EP, a banda mudou seu nome recentemente para FreeSome, e se tornou um quarteto, com a saída de um dos guitarristas. Que venha o disco novo, com Juh cantando integralmente.

MÚSICAS
1 – Sweet Anger
2 – My Eyes
3 – ERW

Entrevista com Freesome

A banda agora chamada Freesome, é formada por Juh Leidl (vocal), Fred Leidl (guitarra, piano, vocal), Bob Rocha (baixo) e Henrique Matos (bateria). Sobre o som, você conferiu acima, na resenha do EP Keep on Naked. Sobre a história e trabalho da banda, assim como os planos para o futuro, você confere a entrevista com a vocalista Juh.

Por que a banda mudou o nome de Threesome para Freesome?
Juh Leidl: Quando começamos a banda trabalhávamos sempre três vocais, por isso Threesome. O Bruno levava 65% do repertório e os outros 35% eram divididos entre Fred e eu. A ideia era não ter uma única voz, sempre com a mesma técnica em todas as músicas, uma vez que nos permitíamos uma mistura de Rock, Blues, Hard, Jazz. Ao mesmo tempo, o núcleo criativo inicial ficava muito entre os três vocalistas/fundadores, que acabavam compondo letras e músicas, mas o Fred vendo todo o talento e criatividade de cada integrante, começou a mudar a dinâmica de trabalho. E passou a levar riffs ou letras para os ensaios, e jogar o desafio de criarmos juntos, ali, cada passagem, cada ponte… Passou a ser finalmente um trabalho da ‘banda’. Com essa nova dinâmica, as músicas começaram a ter mais elementos de cada um. E como existe uma paixão pelo Hard Rock, Grunge e Heavy Metal no grupo, as músicas começaram a ficar mais pesadas. Por essa tendência e motivos pessoais, o Bruno nos comunicou que estava saindo. Por um tempo ficamos na dúvida se era mesmo necessário ter mais um vocalista ou redistribuir as músicas entre Fred e eu. Ficamos apenas os dois, continuamos a criar em grupo e o céu passou a ser o limite, porque não existia mais restrição quanto a estar ou não mais pesado, em usar ou não guitarras dropadas com vocais mais agressivos. Nos demos conta de que o nome da banda não fazia mais sentido quanto a dinâmica de dois vocais, e que estávamos mais livres nessa atual formação. Daí surgiu a vontade de mudar e encontrarmos um nome que ainda teria sua conotação de liberdade, inclusive sexual, ou seja, ousado, ainda lembrava a escrita e o som do original que gostávamos. Então surgiu o Freesome.

As temáticas da banda visam abordar o tema das relações humanas pelo sexo/amor. Há uma guia para que sempre sigam nesse caminho em relação às letras ou vocês, se for o caso, podem abordar temas diversos?
Juh: Não ficamos presos a nenhum tema ou ainda criamos algum tipo de obrigatoriedade. Conforme as ideias surgem, colocamos no papel. No EP Keep On Naked calhou de resolvermos regravar duas músicas que tocam no tema da sexualidade, mas o segundo EP terá uma música falando sobre a liberdade incluindo sexual, mas outras três totalmente fora dessa abordagem.

O EP Keep on Naked reuniu duas músicas gravadas inicialmente no disco de estreia, e aparecem em versões bastante superiores. Por que regrava-las nesse primeiro material com você?
Juh: Em relação “Sweet Anger”, gostávamos muito da letra, mas a abordagem sonora não era algo que nos fazia amar a música. Uma das coisas que temos como ponto fundamental é o prazer e paixão ao tocar. Antes de agradar ao público, precisamos nos divertir, precisamos acreditar em determinado riff, nas passagens, na melodia. Depois que tocamos ela em alguns shows, percebemos que a música não “funcionava” pra gente. Eu disse ao Fred que não tinha nenhuma paixão em cantá-la, mas que adorava a letra. Na época eu estava escutando muitas músicas com vocal feminino mais pesadas, e ele acabava escutando por tabela [risos]. Em um ensaio o Fred apareceu com um riff que achei fantástico e ele me disse: “Pensei nisso pra Sweet Anger”. E eu falei: “Bom, não cabe na interpretação atual, vou ter que criar outra parada, mas acho que vai ficar muito melhor”. Começamos o trabalho em conjunto, e a música passou a fazer sentido. Gostamos tanto do resultado que resolvemos colocar no EP. ERW era nossa música de trabalho do primeiro álbum, a que abríamos os shows, e a com mais views na internet. Com a saída do Bruno não fazia sentido deixar ela com o antigo vocal. E como na divisão eu fiquei com ela, decidimos colocar a regravação já planejada para o repertório do EP também. Fazia muito sentido porque a Threesome pós-Bruno nos soava como uma banda totalmente nova. Essa divisão de músicas e seus vocais foi feita 100% pensando no melhor para cada música. No caso de ERW, o tom dela, com a nova abordagem um pouco mais agressiva e com pegada, casava bem com um vocal um pouco mais estridente. Logo, achamos que o vocal feminino iria dar um brilho mais adequado.

Há planos concretos para um próximo disco de estúdio? Como serão divididos os vocais?
Juh: SIM!! E estamos super ansiosos e trabalhando arduamente nas criações das quatro faixas do segundo EP, que deve sair no fim do segundo semestre. Enquanto não posso entrar para gravar, por conta de duas cirurgias que tive que fazer, estamos mexendo nos arranjos e letras. Provavelmente entre final de agosto e começo de setembro entraremos em estúdio. A princípio serão quatro faixas, sendo duas comigo, um dueto e uma do Fred. A pressão tá grande porque o Keep On Naked foi muito bem aceito, só tivemos críticas positivas e agora o segundo EP tem que ser mais consistente. Estamos nos cobrando muito pra levar algo coerente, divertido e que o público goste de ouvir, tanto quanto a gente de tocar.

Qual banda ou artista vocês acham que gravaria uma boa cover de alguma das músicas do Freesome?
Juh: Ficamos meio divididos… Enquanto o Henrique e eu gostaríamos de ver a The Pretty Reckless, o Fred imaginou Tenacious D!

Mais Informações
www.freesomerock.com
www.facebook.com/freesomerock
www.youtube.com/freesomerock
www.twitter.com/freesomeRock
www.instagram.com/freesomerock

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s