A importância dos covers/remixes nas OST

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por Julian Dedablio

Que as soundtracks de jogo, filmes, séries ou similares tem um público bem “de nicho”, isso não é nenhuma novidade… eu mesmo já senti aquela timidez de querer mostrar uma musiquinha de vídeo game ou similares que, a meu gosto pessoal musical, são obras primas mas, por conta de estar num meio tão específico, gera uma certa torcida de nariz para quem não é do meio mais “nerd”…mas sempre tem aquele herói musical, que não usa capa, que torna a música mais atemporal ainda, fazendo aquele remix ou cover maravilhoso daquele som que você já, timidamente, curtia muito!

Sons mais voltados para os instrumentos orquestrais se tornaram cada vez mais comuns no decorrer dos anos. Artistas como Taylor Davis, Lindsay Striling e Rob Landes usam e abusam dos seus respectivos violinos, não só para a composição de músicas maravilhosas originais, mas também covers de sons de jogos e filmes que são impossíveis de não soltarem um “aloco, que f!@#$%¨!!!”, sem contar que esses sons atiçam a curiosidade para o público conhecer as obras que ali são representadas pelas suas respectivas faixas. Nem todos tem a paciência de jogar o jogo, cujo cover foi produzido, ou não gosta daquele gênero de filme ou série, a qual a música lhe chamou tanto a atenção, entretanto, o fato desses artistas regravarem uma música, num outro estilo mais convidativo ao que ela gosta, reforça o pensamento de “tá, vou dar uma chance”. As chances são da paixão, ou da confirmação de que não gosta mesmo, mas o papel do cover foi cumprido com maestria.

O mesmo pode ser dito para as versões em violoncelo, ou cello para os mais chegados, com produções igualmente trabalhosas e fantásticas, em cima dos covers produzidos, com clipes cinematigráficos tão bons quanto a música que carrega. Tina Guo, 2cellos e The piano guys são exemplos de como transformar um cover numa produção cinematográfica incrível…e já que estamos também falando de piano, não dá pra esquecer a pontinha que o Serj Tankian fez, emprestando sua voz para a maravilhosa The Rains of Castamere, som da OST da segunda e da oitava temporada de Game of Thrones.

Versões a capella e com instrumentos mais carismáticos também fazem pontas em covers de trilhas. Smooth McGroove, com sua voz, e Banjo guy Ollie, com seu banjo (Doh!) são belos exemplos do que a criatividade e um bom domínio do instrumento podem fazer.

He’s a Pirate (Disney’s Pirates of the Caribbean Theme) Violin Cover – Taylor Davis: https://www.youtube.com/watch?v=ZnJ7uOK4nYg

Halo Theme – Lindsey Stirling and William Joseph: https://www.youtube.com/watch?v=jLnL63cXmD8

5 Levels of “The Last of Us” Theme: Noob to Epic – Rob Landes: https://www.youtube.com/watch?v=V77bx6oUGYY

Wonder Woman Main Theme (Official Music Video) – Tina Guo: https://www.youtube.com/watch?v=tI2ASp0f7GU

2CELLOS – Game of Thrones [OFFICIAL VIDEO]: https://www.youtube.com/watch?v=DcFpvolRN3w

Let It Go (Disney’s “Frozen”) Vivaldi’s Winter – The Piano Guys: https://www.youtube.com/watch?v=6Dakd7EIgBE

Game of Thrones S8 Official Soundtrack | The Rains of Castamere – Ramin Djawadi / Serj Tankian | WaterTower: https://www.youtube.com/watch?v=tlkgbwmN9mQ

Super Mario Kart – Mario Circuit Acapella – Smooth McGroove: https://www.youtube.com/watch?v=3ybxnu6_Mo8

Castlevania – Vampire Killer BANJO Cover – @banjoguyollie: https://www.youtube.com/watch?v=cghpNmyrtSk

Outra vertente que também é muito comum, mas igualmente poderosa, são as versões metal das músicas. Já pode contar em meses as horas ininterruptas dos vídeos de metal covers de filmes, séries e até animes que tem no YouTube ou no Spotify. A variedade é IMENSA e inspira até a novos artistas aparecerem, tanto com músicas originais, quanto com mesmos covers, mas com sua própria personalidade.

O canadense Little V, o americano Family Jules, o polonês Falkkone e os brasileiros Chequer Chequer e Mega Driver são largos exemplos do que um cover pesado pode trazer. Sons atualizados de clássicos, com uma boa dose de porradaria e solos poderosos fazem bons guitarristas olharem e tentarem reproduzir as faixas, recriando os solos que, se não fossem pelos vídeos, desconfiaríamos de que esses artistas tem, pelo menos, 18 dedos em uma mão só.

Mortal Kombat Theme [EPIC METAL COVER] (Little V): https://www.youtube.com/watch?v=t5kmjlYpmj8

Toss A Coin To Your Witcher [EPIC METAL COVER] (Little V): https://www.youtube.com/watch?v=uLkuJvLgrIg

Donkey Kong Country 2 Guitar Medley – Family Jules: https://www.youtube.com/watch?v=XXpPNrZ9AGM

Super Mario World “Castle Theme” | Cover by FamilyJules: https://www.youtube.com/watch?v=zs2B9wKSQAg

Megaman X5 – X vs Zero【Intense Symphonic Metal Cover】 – Falkkone: https://www.youtube.com/watch?v=DF3b2EUEgF8

Ryu Theme – Super Street Fighter II Guitar Cover || Chequer Chequer : https://www.youtube.com/watch?v=RjhWKxoO9pM

Megaman X – Spark Mandrill (Track From “Heavy Man X”) – Mega Driver: https://www.youtube.com/watch?v=Yns814vMufo

E o que acontece quando as próprias músicas ganham seus remixes ou covers dentro das próprias obras? Atualização talvez…pois é, mas acontece bastante! Reiterando o que disse acima, a música per si pode ser uma obra prima, mas por conta de limitações de época, de tecnologia ou similares, acabam se tornando datadas ou difíceis de serem apreciadas a primeiro momento.

Quando um som assim ganha um remix, o comparativo é inevitável, mas o convite para a nova versão também. A Franquia de filmes “jogos mortais”, ou Saw, no inglês, vive renovando, além da sua marca, o seu tema principal, acrescentando tons, ora épicos, ora mais pesados e violentos, para cada versão de suas faixas tema. Uma nova versão chamada de “zepp eight” deu um ar melhor de remake, se comparado ao tema do primeiro filme, do compositor Charlie Clouser.

O mesmo pode ser dito para o tema de Harry Potter, escrito originalmente por John Williams e refeitos pelos compositores Patrick Doyle, Nicholas Hooper e Alexandre Desplat… cada um em suas respectivas versões, mas sem deixar de ter o tempero do som base. Nos games acontece com uma frequência maior do que nos filmes, pois o cenário musical dos games é mais variado, no quesito “convidar novos gamers”.

As trilhas refeitas do game Killer Instinct, do Xbox, é um bom exemplo disso. Inferno, tema do personagem Cinder, e Type-03, tema do personagem Fulgore, refeitas por Mick Gordon, são releituras fiéis a composição original do SNES, por Robin Beanland, sem deixar de lado a modernidade da evolução tecnológica das músicas.

E claro, o tema final de Guitar Hero 3 não pode ser deixado de fora…metade de vocês esfolou os dedos com o remake de The Devil Went Down to Georgia desse game, que eu to ligado! Haha

All Zepp Theme Variations SAW I-VIII – Charlie Clouser: https://www.youtube.com/watch?v=pHelR0G6fD0

Harry Potter Opening Themes- Years 1-7 – John Williams, Patrick Doyle, Nicholas Hooper e Alexandre Desplat: https://www.youtube.com/watch?v=BxW-eIOkgeQ

Mick Gordon – Inferno (Cinder’s Theme): https://www.youtube.com/watch?v=cRmwFBK0cyk

Killer Instinct S1 OST – Type-03 (Fulgore’s Theme) – Mick Gordon: https://www.youtube.com/watch?v=abDg6kuUscM

The Devil Went Down to Georgia (Guitar Hero 3 Version) – Steve Ouimete: https://www.youtube.com/watch?v=k9cxt6gEEfw

MENÇÃO HONROSA: Além da produtora brasileira Aquiris Game Studio fazer um trabalho formidável com um game fiel ao antigo e saudoso Top Gear, chamado Horizon Chase, eles chamaram para compor as novas (e remixadas também) músicas do game, o escocês Barry Leitch, o compositor original das trilhas de Top Gear, mas a menção honrosa vai para o pedido de casamento de Barry a sua pretendente, Karen, com um secret no game, e um remix “caixinha de bailarina” da composição original:

A variação desses remakes tornam, não só a música atemporal, como abrange uma linha maior de público para a apreciação, sem contar na carga de nostalgia que acompanha, quando o sim, mesmo genial mas feita em 8 ou 16 bit, é refeita com a importância que merece…

…e quando acontece o contrário? Quando músicas de outros artistas vem parar nas mídias visuais e acabam fazendo parte integral da trilha (Pantera fazendo ponta em Bob Esponja, por exemplo)? Isso é conversa para outro dia. Aguardem.

Capa: Julian Dedablio

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