[Resenha] Centro da Terra – Centro da Terra

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O power trio Centro da Terra está divulgando o disco que leva o mesmo nome da banda, que saiu em formatos especiais. O trabalho mostra um amálgama de influências que remetem aos anos 1970, com muita psicodelia e improviso. O álbum foi masterizado no Abbey Road,  em Londres, em um dos estúdios mais lendários do mundo graças ao Beatles.

O trabalho está disponível em uma belíssima versão em LP, onde a arte visual, obra em tela de Paulo Motta, se destaca. Na versão em CD também é possível admirá-la, enquanto ouve o som do grupo. O disquinho, aliás, abre com a saltitante “Ritual Elétrico”, uma semi-instrumental, já conhecida dos fãs do grupo. O som, direto ao ponto, captura o ouvinte de maneira definitiva. E então, de maneira ousada, eles entregam “Um Passo do Abismo”, um épico extravagente e contagiante, que tem de tudo um pouco, até uma parte mais pesada e tensa nos minutos finais. “Godot” é outra mais enxuta, na casa dos quatro minutos. As faixas seguintes, com média de sete minutos cada, mesclam passagens lentas, viajadas e rápidas, dando um dinamismo coerente ao álbum.

A abertura de “Nada Sei ou Sei La” é tranquila, chamando melodias de guitarra cautelosas e envolventes.  “Quintal Alagado” brilha em meio a outras oito pérolas, pois é um som com melodias memoráveis e ritmos empolgantes. Ela serve de prenúncio para a saideira, “Espaço e Tempo”. Nesta, eles não se preocuparam com o tempo, afinal, a faixa ultrapassa a marca de 15 minutos. A composição começa cadenciada, malandra, e se desenvolve sem pressa alguma, em um crescendo cativante, antagonizado pelo final lento e introspectivo. Um portentoso álbum, que é abrilhantado pelo DVD anexo a ele.

O tal DVD mescla um documentário, repleto de depoimentos de músicos e amigos, com algumas músicas gravadas ao vivo. O show em questão aconteceu no grandioso festival Psicodália, em 2016. Faixas do álbum são apresentadas, como a espetacular “Quintal Alagado”, e também uma lançada em outro trabalho, chamada “Filho da Luz”, que evoca Hendrix e Deep Purple. As cenas do filme são ótimas, como evidencia a abertura, que mostra a famosa kombi do trio, a “Chibaba”. Com ela, o Centro da Terra já rodou mais de 200 mil quilômetros pelo Brasil, somando mais de mil shows. Se a parte musical do vídeo, por si só, já é uma pérola inestimável, ainda há a parte dos depoimentos também da própria banda. A cena onde mostram alguns vinis antigos, de artistas como Ave Sangria, Os Mutantes, Casa das Máquinas, The Piper at the Gates of Dawn do Pink Floyd e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, do Beeatles, entre outros, diz muito sobre a música, a proposta e o clima do Centro da Terra. Eles ainda dissertam sobre a beleza das grandes capas dos discos de vinil e da emoção que elas emanam.

O som coeso e nostálgico da banda é a somatória de rock, blues, toda a magia e indumentária dos anos 1970, unido a instrumentais extensos e improvisos, algo leve e fluído. O belíssimo disco em vinil, assim como o combo CD + DVD, pode ser comprado diretamente com a banda. Não perca em hipótese alguma.

Músicas:
Ritual Elétrico (3:36)
Um Passo do Abismo (18:37)
Godot (4:40)
9 (7:20)
Hey (7:32)
Vejo o Sol (7:15)
Nada Sei ou Sei Lá (6:59)
Quintal Alagado (6:12)
Espaço e Tempo (15:20)

Compre o vinil: https://linktr.ee/Centrodaterravinil

Mais informações:
https://www.instagram.com/centrodaterrapowertrio/
https://soundcloud.com/centro-da-terra
https://www.youtube.com/CentroDaTerraTrio
https://www.facebook.com/centrodaterrapowertrio

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