[Resenha] Hellskitchen – Hells Crew

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Hellskitchen – Hells Crew
(nacional – independente)

Material gentilmente enviado por Sangue Frio Produções

Por Clovis Roman

O nome do disco, como divulgado pela banda HellsKitchen, é We are the Hells Crew. Mas na capa consta apenas Hells Crew. Portanto, o chamarei desta maneira mais resumida.

A extensa intro “Hellskitchen” é bem executada, mas passa uma impressão errônea do que será ouvido no restante do disco. Ela remete a algo mais metálico, soando como o exórdio de algum álbum de thrash ou death. Quando colocada ao lado da seguinte, a ótima “Public Enemy” (que nada tem de rap!), soa como um ato a parte das demais faixas. Esta última é um rock and roll com pitadas de hard e heavy com surpreendentes oito minutos de duração e um excelente timbre de guitarra.

Algumas composições remetem ao Black Label Society, como “Keep Runing” ou “The Answer”, na qual até o timbre da voz se aproxima bastante ao Zakk Wylde. Nesta, a mescla de metal com o rock alternativo dos anos 1990 (muitas vezes erroneamente chamado de Grunge) soa muito bem. Com ar mais amargurado, uma quase balada catártica, “29112013” é uma homenagem a  mãe do guitarrista Palito, que partiu na data do título da canção (deduzo).

“Hellbound” traz algo mais despojado, um rock sujo e agradável, enquanto “On Your Mind”, arrastada, conta com bons momentos nas seis cordas, melodias instigantes e uma passagem mais pesada no meio, mais heavy que, mesmo assim, mantem a pegada cadenciada. O solo de desdobra com calma e é um dos momentos brilhantes da canção – pena ser tão curto.

Carregando em si traços do hard rock, “Live and Let Live” tem um tanto a mais de virtuosismo trabalhando a favor de uma música mais agitada, mais empolgante. Também é assim a suposta faixa título, “We Are the Hells Crew”, rápida, gritada e com bom refrão, daqueles que funcionam bem ao vivo. O encerramento do CD, portanto, é repleto de energia pela dupla de faixas finais.

Mais evidente em umas e menos em outras, a influência do Black Label Society no trabalho da Hellskitchen é inegável. Entretanto, aqui o trabalho da guitarra trabalha a favor do grupo. Não há exibicionismos exagerados e pedantes, e a sonoridade geral é mais orgânica do que a banda do superestimado fritador  norte-americano. No disco da HellsKitchen, as músicas são de certo modo minimalistas, com andamento moderado em quase sua totalidade, com um vocal simples e seguro e bons riffs, que flertam com o heavy tanto em estilo quanto em sonoridade.

A crueza e a natureza singela da produção trabalham a favor, apesar do material pedir um pouco mais de ênfase no peso. Há pontos a serem lapidados? Sim. As vezes o vocal está um tanto alto demais, e algumas faixas soam um tanto parecidas entre si. A duração das canções poderia ter sido enxugada em alguns casos (apenas uma tem duração inferior  a quatro minutos, outra tem quase oito), afinal, este estilo pede um pouco mais de urgência e concisão. Mas são questões que não ofuscam as qualidades do disco Hells Crew. A Hellskitchen é formada por Gustavo Palito (Guitarra/vozes), Guilherme Patrício (Guitarra), Guilherme Azzi (Bateria) e Rodrigo Eduardo (Baixo), e é oriunda da cidade de Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo.

Conheça mais em: https://www.hellskitchenbrasil.com/

Músicas:
1.Hellskitchen ( Intro)
2.Public Enemy
3.Keep Running
4.29/12/2013
5.On Your Mind
6.Hellbound
7.Killing Myself
8.The Only Way
9.The Answer
10 Live And Let Live
11. We Are The Hells Crew

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