[Resenha] White Stones – Dancing into Oblivion

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White Stones – Dancing Into Oblivion
(Shinigami Records – Nacional)

Material gentilmente enviado por Shinigami Records

por Clovis Roman

O primeiro álbum do projeto, Kuarahy, saiu em 13 de março, quando a Pandemia havia dominado a Europa e começava no Brasil. Os efeitos disto na vida de todos, inclusive dos músicos, que tiveram que se afastar dos palcos, se tornaram inspiração lírica para o baixista Martín Méndez (Opeth), que tem no White Stones sua banda paralela, na qual compõe praticamente tudo.

As gravações deste segundo álbum, chamado Dancing Into Oblivion, rolaram no Farm Of Sounds Studios (Barcelona), de propriedade do vocalista Eloi Boucherie. A mixagem e a masterização foram feitas por Jaime Gómez Arellano (que trabalhou com bandas como Ghost, Paradise Lost e Cathedral), no Orgone Studios (Reino Unido), o mesmo usado no álbum de estreia. Completam a banda neste trabalho o baterista Joan Carles Marí Tur (Face The Maybe) e João Sassetti nos solos de guitarra.

O trabalho entra na categoria metal, com uma produção bastante crua e nuances death metal surgindo em praticamente todas as faixas. Há momentos em que o peso predomina, como “New Age of Dark” e “Freedom in Captivity”, em que há momentos bastante agressivos, quase encostando nas bordas territoriais do black metal.

Por outro lado, há passagens que vão ao prog jazzistico (a intro de “Iron Titans” ou o interlúdio “Wover Dream”), estruturadas de maneira primorosa, proporcionando uma audição prazerosa. O som das guitarras no geral é seco, o que traz uma nitidez ao que é apresentado, mas que ainda permite que momentos pesados sejam aprecidados sem maiores problemas, como comprova a cadenciada “Chain of Command”.

Densa e com andamento meio circense, “To Lie is to Die” é mais atmosférica, com os vocais guturais sendo um complemento a um instrumental minimalista. O épico “Iron Titan”, por sua vez une todos os elementos do álbum, tendo desde partes velozes até partes instrumentais intrincadas, indo do suave ao pesado de maneira fluída.

A gama musical é vasta e natural, como explica Méndez em depoimento para a imprensa: “A primeira influência que tive para ‘Chain Of Command’ foi um álbum de John Coltrane & Wilbur Harden, enquanto que em ‘New Age Of Dark’ a influência veio ouvindo o Deicide”.

As músicas são curtas, com exceção de uma ou outra, principalmente “Iron Titans”, com quase nove minutos. É um álbum curto, na casa de 35 minutos de duração por cinco faixas plenas, uma intro, interlúdio e um outro. Contar com poucas músicas pode deixar o ouvinte querendo mais, porém previne a banda de lançar algo maçante pela duração excessiva. O material aqui é direto ao ponto e justamente isto soma pontos ao produto final.

O nome White Stones é uma homenagem do músico ao bairro Piedras Blancas, de Montevidéu (Uruguai), onde nasceu. Vale lembrar que Martín tocou no lendário Requirm Aeternam, nos anos 1990.

Este lançamento chega ao Brasil pela parceria Nuclear Blast e Shinigami Records.

Compre: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9484481-White-Stones—Dancing-Into-Oblivion

Capa enigmática de Dancing into Oblivion

Músicas:

  1. La Menace
  2. New Age Of Dark
  3. Chain Of Command
  4. Iron Titans
  5. Woven Dream
  6. To Lie Or To Die
  7. Freedom In Captivity
  8. Acacia

Conheça mais em:
www.instagram.com/white_stones_official

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