[Cobertura] Dr. Sin em memorável noite de clássicos em Curitiba

Dr. Sin
CWB Hall
Curitiba/PR
23 de janeiro de 2022

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Após tanto tempo sem ver uma banda de rock ao vivo, nada melhor que conferir uma das maiores bandas do Brasil em cima do palco. Primeiro show grande do ano em Curitiba, o Dr. Sin fez uma apresentação memorável para um público bastante empolgado.

A abertura ficou com a Hot Foxxy, que tocou um punhado de músicas autorais e algumas covers para agitar a galera. A tática funcionou, e a atual formação se mostrou entrosada, proporcionando um show redondo. A despeito da qualidade de todos os instrumentistas, a voz vibrante de Marco D’ Lacerda chama bastante atenção.

Andria Busic (foto: Clovis Roman)

O Dr. Sin subiu ao palco enfrentando alguns problemas no som, assim como havia ocorrido com o número de abertura. As primeiras quatro músicas ficaram com um som estranho e vocal bastante baixo para quem estava próximo ao palco. No fundo da casa a voz estava mais audível. Em todo caso, o trio passou por cima disto como um rolo compressor, ajudados pelo fato da platéia estar ensandecida, quiçá pela cerveja consumida em quantidades industriais pela galera. Além disto, não tem como ser diferente ao ouvirmos “Fly Away”, “Isolated” e o hardão “Fire” logo no começo de uma noite brilhante.

Estas músicas deram o tom de todo o setlist, que focou nos primórdios da banda, que compreende os quatro primeiros álbuns: Dr. Sin (1993), Brutal (1995), Insinity (1997) e Dr. Sin II (2000). Destes vieram doze das catorze músicas apresentadas. De material mais novo, apenas “Lost in Space”, single do último álbum Back Home Again e a super técnica “The Great Houdini” (Intactus, 2015). Dos clássicos, músicas primorosas como “Miracles”, “Time After Time”, a pesada “Down in the Trenches” e o hit “Emotional Catastrophe”, que fechou a noite.

Dr. Sin (foto: Clovis Roman)

O público empolgado interferiu no repertório, afinal, após pedidos insistentes em coro, a banda mandou “Zero”, alertando que não a haviam ensaiado. Se não tivessem avisado, ninguém notaria, tamanha a perfeição da execução. Ainda rolou um “parabéns pra você” tocado pelo trio, em homenagem à fã Luciana Chiarello e à fundadora do Acesso Music, Kenia Cordeiro. Em um clima agradabilíssimo, ainda fomos brindados com as primorosas “Sometimes”, “Stone Cold Dead” e a grata surpresa “Hey You”, do magnânimo disco Brutal (1995).

Repertório:
Fly Away
Isolated
Lost in Space
Fire
Time After Time
Stone Cold Dead
Hey You
Sometimes
Zero
Miracles
You Stole My Heart
Down in the Trenches
The Great Houdini
Emotional Catastrophe

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