[Cobertura] Coolritiba 2022: Mescla de estilos musicais e alguns shows excelentes

Coolritiba 2022
Pedreira Paulo Leminski
Curitiba/PR
21 de maio de 2022

texto por Clovis Roman
fotos por Camila Kovalczyk

Um festival como o Coolritiba é uma maratona musical. Das 14h até madrugada adentro, uma série de artistas e grupos dos mais variados estilos deram seu recado, quase sempre de maneira positiva.

A primeira atração, com sol a pino, foi o Pop Fofinho do Jovem Dionísio, que estourou no TikTok com a tal “Acorda Pedrinho”, inspirada num senhor dorminhoco que joga sinuca num bar no bairro Juvevê, que os membros da banda frequentavam. Apesar do hit momentâneo estrondoso, os caras tem um bom repertório, e trouxeram bastante público logo cedo. Quem lá estava cantou todas as músicas e curtiu muito, impressionante. O palco, adornado com bolas de bilhar, dava o tom cênico e remetem ao maior sucesso da banda até o momento. Aliás, Victor Kley, que cantou mais tarde, saudou os curitibanos pelo sucesso.

Jovem Dionisio (foto: Camila Kovalczyk)

Abrindo o segundo palco, Re Gugli mesclou composições próprias com clássicos da música, em um formato intimista e aconchegante, às vezes até demais. Cantou em francês, inglês, português. Entre as releituras, “Mas, Que Nada!”, de Jorge Ben (em uma versão da cantora com a baixista Érica Silva) e “You Gotta Be”, da Des’ree. Entre as próprias, destaque para “Nosso Amor Não Entra em Quarentena” e “Invisible Woman”. Ainda vai render bastante, boa surpresa.

Duda Beat (foto: Camila Kovalczyk)

Tocando mais cedo do que merecia, Duda Beat, cantora que estourou há pouquíssimos anos, causou um pandemônio ao subir no palco principal da Pedreira. Com letras sobre relacionamentos, ela agitou ainda mais a galera, que também cantou tudo. A banda de apoio, incluindo a sessão de metais,  é excelente e deu um ar mais orgânico à música da loira. Assim que começou o set, uma multidão entrou na Pedreira, lotando o espaço em um período de dez minutos. Entre os hits, “Tu e Eu” (que abriu), “Pro Mundo Ouvir”, “Nem Um Pouquinho” e “Game” entre outros.

Djonga e público (foto: Camila Kovalczyk)

Parti, então, ao outro palco conferir o tal de Djonga. Pra ver o cara, o público só faltou subir um nas costas do outro. Estava entupido de gente, em todos os cantos possíveis. Penei para chegar perto do palco. O show é monocromático musicalmente falando, opaco, apesar de bastante enérgico. Agradou apenas os fãs (que eram muitos).

Anavitoria (foto: Camila Kovalczyk)

Aproveitei para comprar o copo especial do evento, ir ao banheiro e passear um pouco pelo imenso espaço da Pedreira, para então ir conferir a dupla Anavitoria, que já havia tocado na primeira edição do festival. Aqui, tocando ainda de dia, as meninas mostraram as disparidades de suas qualidades musicais. Vitória cantou divinamente e mostrou carisma. As músicas flutuantes, delicadas, geram um certo torpor após algum tempo. Mas a participação de Victor Kley trouxe de volta a energia. O simpático cantor agitou demais, cantou com elas e alguns sons sozinho, e “Adrenalizou” a apresentação. O fiel público das garotas e do rapaz vibraram sem parar. E música boa é música que mexe com as pessoas. Não mexeu comigo, mas eu era, indubitavelmente, minoria.

Victor Kley (foto: Camila Kovalczyk)

Corri para conferir o Gilsons, que fez uma apresentação cristalina e a melhor da noite, disparado. O trio de MPB, formado em 2018, conta com José Gil, Francisco Gil e João Gil, respectivamente filho e netos de Gilberto Gil. Entre as pérolas certeiras, adornadas por dois ótimos percussionistas, “Pra Gente Acordar”, “Vento Alecrim”, “Devagarinho” (parceria com Mariana Volker), “Vem De Lá” e “Cores e Nomes” foram enfileiradas no começo do repertório para conquistar a galera. Mas na verdade, eles entraram já com o jogo ganho. Do lado de fora, algumas pessoas rasgaram pedaços das placas de metal que cobriam a visão do interior da Pedreira, para poder espionar o show da rua.

Gilsons (foto: Camila Kovalczyk)

Outra atração foi o Baco Exu do Blues. Enquanto o Exu se fez presente com representações, de Blues não teve nada. O artista é um rapper, amparado por nuances de Soul Music. Apresentaram “Te Amo Disgraça”, cujos versos fazem as letras do Ramones parecerem tratados filosóficos. Bom pra quem gosta.

Iza (foto: Camila Kovalczyk)

Noite adentro, outras atrações agradaram seus admiradores mais assíduos, como Matuê e Lagum no palco Bud Stage (localizado próximo a entrada da pista); Vitão em um palco especial no camarote, e no Cool Stage,  Iza (enérgica como sempre) e o Planet Hemp, que soou como uma bomba atômica depois de tantos artistas de abordagem mais suave.

Confira mais fotos de Camila Kovalczyk:

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