[Resenha] Pathology – The Everlasting Plague

Pathology – The Everlasting Plague
(Shinigami Records/nacional)

por Clovis Roman

The Everlasting Plague é o 11º álbum do Pathology em 15 anos, o que mostra que trabalho é com eles mesmos. Uma curiosidade que chama atenção de cara é o fato do título deste CD ser o mesmo de uma música do álbum The Time of Great Purification (2012), que versa sobre o fim do mundo.

A abertura é com “A Pound of Flesh”, que ganhou um videoclipe espetacular que retrata brutalmente a hediondez do vício em cirurgia plástica. A parte final desta faixa encaixa perfeitamente com a intro de “Perpetual Torment”, dando um ar de unidade ao trabalho. Estas duas faixas deixam evidentes todas as possibilidades que a música do Pathology oferece: partes velozes, blast-beats, passagens lentas e uso inteligente de breakdowns. Os vocais saltam aos ouvidos, pois soam cavernosos sejam nos momentos guturais ou nos mais abertos.

A arte da capa traz o famoso médico que aparece em outras capas de discos do grupo, e novamente é criação do parceiro de longa data Pär Olofsson, que esteve em nove dos onze álbuns do Pathology nesta função (ele também fez várias capas de bandas importantes como Aborted, Exodus, Deeds of Flesh, Immolation e o genial Eximperituserqethhzebibšiptugakkathšulweliarzaxułum; além de ter feito a espetacular arte que ilustra Unleash the Carnivore, do Devourment).

O método de composição da banda, no qual os músicos faziam partes que depois eram encaixadas e gravadas, é perceptível durante a audição, pois há bastante mudanças no decorrer de cada uma das faixas. Mas com destreza, tudo foi costurado de maneira satisfatória e complementado pelas linhas vocais de Obie Flett. No decorrer das faixas, a sensação é de estar ouvindo um material sólido, pois as faixas seguem a mesma linha, com as variações citadas, abrindo pequenas concessões aqui e acolá. No geral, é Brutal Death Metal totalmente fiel ao rótulo – mesmo que com alguma modernidade próxima do Metalcore -, o que, claro, é ótimo.

Em todo caso, há faixas que se destacam, como “Viciously Defiled”, “Diseased Morality” (com um belo porém curto solo de guitarra) e “Submerged in Eviscerated Carnage”, todas com riffs pungentes e vocais profundos. As partes mais cativantes deste álbum são as em que o Brutal Death Metal surge de maneira mais evidente, com a bateria precisa, limpa e rápida, os vocais convincentes e os bons riffs que seguem a cartilha do estilo. Outro momento digno de nota é “Corrosive Cranial Affliction”, pois é a que melhor resume o som neste álbum.

Como mencionei a unidade sólida do CD, o bloco final composto pelas três penúltimas faixas seguem a mesma fórmula, o que de maneira alguma é um demérito. Em todo caso, há algo levemente diferente na intro de “As The Entrails Wither”, dedilhada, que abre espaço para um som que vai crescendo em intensidade e velocidade. A última é “Decomposition of Millions”, tema instrumental em que a melodia é explorada mais profundamente.   

A banda é formada atualmente por Obie Flett (vocal), Daniel Richardson (guitarra), Ricky Jackson (baixo) e o baterista Dave Astor, único remanescente da formação original, que antes tocou em outro nome relevante do estilo, o Cattle Decapitation.

Compre o disco: https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9487077-Pathology—The-Everlasting-Plague

Músicas

  1. A Pound Of Flesh
  2. Perpetual Torment
  3. Engaging In Homicide
  4. Procession Of Mangled Humans
  5. Viciously Defiled
  6. Diseased Morality
  7. Submerged In Eviscerated Carnage
  8. Corrosive Cranial Affliction
  9. As The Entrails Wither
  10. Dirge For The Infected
  11. Death Ritual Deciphered
  12. Decomposition Of Millions

Conheça a banda: www.pathologyband.com

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