Aetherea – Through Infinite Dimensions
(MS Metal Records / nacional)
Material gentilmente enviado por Som do Darma
Por Clovis Roman
O Aetherea tomou forma em 2016, capitaneado pelo guitarrista Fábio Matos. Ao lado do músico, atualmente, estão a vocalista Jéssica Sirius, Vicky Marinho (baixo), Rodrigo Mello (teclados) e Paulo Lima (bateria). No disco, contaram também com o renomado baterista Marcus Dotta (Warrel Dane, Soulhost) e a cantora Andressa Lé, e o baixista Leandro Kbz. O álbum de estréia é este Through Infinite Dimensions, mixado e masterizado no estúdio Loud Factory por Wagner Meirinho (Warrel Dane, Semblant, etc), com produção do próprio Fábio Matos.
Uma intro epopeica coloca o ouvinte no clima do trabalho, deixando claro o que esperar das faixas subsequentes. O metal sinfônico de “Weekend Prophecies” vai na linha de quem curte After Forever e bandas que despontaram no final dos anos 1990 e começo do atual milênio. Bons riffs e partes se unem de maneira fluída e fidelizam. Os vocais de Jéssica não apostam na linha operística, e os guturais são bem encaixados. A extensa “My Hunter” segue nesta fórmula, com boas partes pesadas e um delicado interlúdio na metade da faixa.
Mais acessível, “Memories” poderia ter sido uma boa escolha para single/videoclipe, mesmo com mais de sete minutos de duração. Com ares de Epica, “Beyond Hell” se destaca pelos excelentes fraseados de guitarra. No geral, este CD é repleto de músicas extensas, e a maioria funciona muito bem desta maneira. Uma editada aqui e ali poderia ter refinado mais o resultado final, entretanto esta observação pode ser mais preciosismo do que a constatação de uma necessidade urgente.
A balada “Dance of the Night” funciona mais como um interlúdio que como um elemento crucial na obra. Serve, entretanto, para exibir a exuberante interpretação vocal de Jéssica, que entrega aqui sua melhor performance de todo o CD. Retomando a energia, “Look into my Eyes” tem melodia, peso, passagens marcantes, grandiosidade na medida e vocais guturais, do jeito que os fãs do estilo querem. Após algumas audições, se destaca e possivelmente é a melhor do disco.
Com uma evolução demorada, “Bleeding” encanta na segunda metade. Por sua vez, “Face the Lies” conquista de imediato com pompa e peso. A parte delicada ao piano, após a intro e antes da entrada dos vocais, é encantadora; assim como as partes heavy metal no último par de minutos.
O bloco das três últimas faixas conta com mais de vinte minutos de duração. A trinca começa com “Forgotten Humanity (Through Infinite Dimensions)“, com trejeitos do metal melódico e com linhas vocais triviais porém bem encaixadas. A parte com vocal gutural é breve e nem precisava, pois destoa das outras partes desta composição.
Com duas partes distintas, “Faceless Face” tem uma intro demasiadamente longa, mas bonita; depois, versos acessíveis bastante interessantes. Querer exibir o máximo de material no disco de estreia cobra seu preço em “Those Eyes”, com algumas partes desconexas entre si. Há passagens brilhantes pouco exploradas e outras dispensáveis, no instrumental e algumas linhas vocais, que aparecem repetidas vezes.
Há o que melhorar? Sim. Mas ouvir um disco pomposo como este e que entrega um amálgama de elementos do metal sinfônico de maneira madura e bem construída no geral é de aquecer o coração daqueles que gostam deste gênero musical (hall no qual me incluo). Ficarei sempre atento aos trabalhos futuros do Aetherea.
Músicas
1- Prelude: Origin of The Chaos
2- Weekend Prophet
3- My Hunter
4-Memories
5-Beyond Hell
6-Dance of The Night
7-Look Into My Eyes
8-Bleeding
9-Face The Lies
10-Forgotten Humanity (Through Infinite Dimensions)
11-Faceless Face
12-Those Eyes


Em nome da Aetherea, gostaria de agradecer ao site Acessomusic, e ao Clovis Roman pela crítica e oportunidade! Nos sentimos lisonjeados!
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