Burning Point – Arsonist of the Soul
(Shinigami Records / nacional)
Material gentilmente enviado por Shinigami Records
Por Clovis Roman
São mais de 20 anos de estrada e alguns álbuns bastante interessantes durante este tempo. O Burning Point, buscando um retorno ao começo da carreira, porém conseguindo entregar algo que não soa datado, surpreende e conquista com o veloz, enérgico e grudento Arsonist of the Soul, o oitavo álbum dos caras.
Com cheiro de pura nostalgia, “Blast in the Past” traz referências do metal melódico que dominou o mundo na segunda metade dos anos 1990, primordialmente da sonoridade cintilante do Stratovarius, com andamentos rápidos, riffs ganchudos e vocais agudos, que até no timbre remetem a Timo Kotipelto.
A glória do metal melodico fica ainda mais evidente em “Rules the Universe”, uma pérola reluzente com refrão apoteótico e inesquecível, além de solos titanicos. Algumas partes se destacam em “Out of Control”, com riffs totalmente heavy mesclados aquele andamento clássico de singles, no qual a cozinha faz o suporte para os versos, até desembocar no pré-refrão e subsequente refrão. Os solos cintilantes saltam aos ouvidos.
A pegada do power metal melodico é bastante entendível, afinal, o Burning Point é oriundo da Finlândia, celeiro deste estilo há décadas. E o grupo traz o que há de melhor neste universo musical tão cativante, como em “Persona Non Grata”, outra grata surpresa do disco.
Cheias de energia e da pomposidade que o estilo pede, “Hit the Lights” e “Running in the Darkness” mantém o ritmo acelerado. O grande trunfo do CD é “Calling” (como uma versão mais lapidada e envolvente da faixa-titulo, que tem a mesma pegada), com andamento moderado, instrumental mais contido e melodias memoraveis, adornadas com um refrão que soa como um hino, para ser bradado em alto e bom som ao vivo.
Botando novamente o pé no acelerador, “Off the Radar” vem com outro refrão brilhante, fazendo a melhor dobradinha de um CD bastante sólido. Outra cadenciada, “Fight with Fire” tem um riff inicial que poderia ter vindo de algum disco do Stratovarius pré-Visions, o que é ótimo. O bacana do disco é que a banda apresenta músicas mais efetivas e os highlights estão espalhados pela tracklist, não concentrados no começo, como tantas bandas fazem.
Na reta final da audição de Arsonist of the Soul ainda temos a mais acessível “Will I Rise with the Sun” e a vistosa e açucarada “Eternal Life”. O primeiro álbum de Luca Sturniolo como vocalista deve ser o último, pois o cara acabou de deixar a formação. Uma pena, pois o rapaz praticamente gabaritou neste álbum. Petardo!
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Músicas
- Blast In The Past
- Rules The Universe
- Out Of Control (Savage Animals)
- Persona Non Grata
- Arsonist Of The Soul
- Hit The Night
- Running In The Darkness
- Calling
- Off The Radar
- Fire With Fire
- Will I Rise With The Sun
- Eternal Life

