Phantom Star – Phantom Star
(Classic Metal Records – nacional)
Material gentilmente cedido pela banda Phantom Star
por Clovis Roman
Fundada em 2024 por músicos veteranos da cena de Curitiba, a Phantom Star estabeleceu sua sonoridade por meio da fusão entre o heavy metal tradicional, o hard rock e elementos progressivos, citando influências de nomes como Dio, Savatage e Iron Maiden. Composta por Matheus Luciano (vocais), Maurício “The Fox” e Lucas Licheski (guitarras), Ricke Nunes (baixo), Vinicius “Muh” Vastrinche (bateria) e Lucas Shred (teclados), soltou os singles “Touch of a Curse”, “I Am the Storm” – que aborda a resistência dos povos originários, traçando um paralelo com os desafios políticos e sociais do Brasil contemporâneo – e “Witch Hunt”, enquanto o álbum completo saiu em junho de 2026.
Auto-intitulado, a obra entrega o que havia sugerido com os singles previamente divulgados. “Witch Hunt” abre cadenciada, com um clima levemente tétrico conduzido por uma linha de teclado minimalista. E a canção pavimenta o caminho de suas sucessoras, que apostam mais em camadas, melodias e ganchos do que na velocidade ou no peso, elemento tão comum no estilo que executam – “Edge of a Knife” mantém esta mesma pegada, assim como a já conhecida “I Am the Storm”, com um ar meio AOR e versos bastante convincentes e acessíveis. A coesão da cozinha e a execução competente das guitarras são elementos cruciais no êxito deste debut.
Ouça:
Inédita nas plataformas digitais até então, mas conhecida por quem já havia conferido o grupo ao vivo, “Orpheu’s Quest” traz ares épicos na introdução e riffs pesados alicerçando a entrada dos vocais. As transições nos andamentos fluem com naturalidade, o contrabaixo ganha destaque em diversos momentos e o longo trecho instrumental é instigante, incluindo aí o solo do virtuoso Licheski. Por mais que o trabalho seja bastante homogêneo, esta faixa é o grande destaque que salta aos ouvidos de imediato.
Falando em baixo, ele que puxa a excelente “Touch of a Course”, primeira faixa lançada há dois anos. Em comparação com o single original de 2024, aqui há linhas de teclado que não chegam a elevar o nível, mas tampouco depõe contra. Um dos êxitos do CD é que todos os arranjos parecem ser orquestrados e organizados para trabalhar em prol do todo. Mesmo contando com músicos virtuosos em seu lineup, não há partes que se atropelam ou que soam deslocadas. A intenção final era entregar música pesada e que dá aquela vontade de – ao menos – bater o pé no ritmo.
O trabalho foi gravado, produzido, mixado e masterizado por Arthur Migotto, no Heavytron Studio; a capa ficou com a pintura orgânica de Giovanne Bernardino, inspirada nos anos 1980. O disquinho conta com participações especiais de Tiago Souza (Wild Witch) e Chervona (Tantum) em alguns vocais de apoio. Além do convencional formato em CD, Phantom Star também está disponível em vinil e fita K7.
Considerando “Time (Interlude to the Chalice)” como um interlúdio, o álbum conta com sete músicas em pouco mais de meia hora de duração. Isto reforça a impressão de que a banda foi direto ao ponto nesta entrega. Quando a audição acaba, você é pego de surpresa e logo está apertando o play novamente.
Eu vi os dois primeiros shows da banda (ambos já dividindo palco com nomes internacionais, no caso Vandenberg e Picture) e já havia sacado a qualidade musical e artística do quinteto que virou sexteto com a adição de Lucas Shred. O disco levou dois anos para sair e compensou a espera. Os caras também já abriram para o Hammerfall e o Riot V, e certamente ainda há muito mais por vir. O aço segue firme e forte!
Comprar o CD: https://classicmetal.com.br/produto/phantom-star/
Fita K7: https://phantomstarheavymetal.bandcamp.com/album/phantom-star
Vinil: https://phantomstarheavymetal.bandcamp.com/album/phantom-star
Faixas:
- Witch Hunt
- Edge of the Knife
- I am the Storm
- Time (Interlude to the Chalice)
- Chalice of Lies
- Orpheus’ Quest
- Touch of a Curse
- Phantom Star
