André Matos celebra carreira com repertório especial

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A matéria abaixo foi escrita em 2015 e utilizada de maneira resumida. Abaixo, o material revisado e sem cortes.

por Clovis Roman

Na estrada com sua mais nova turnê, com repertório especial que celebra seus 30 anos de carreira, André Matos se apresentou em Curitiba no mês de setembro. Saiba como foi o show e confira uma exclusiva entrevista informal com o cantor.

O vocalista André Matos está, como de praxe, em grande fase. Exceto pelo projeto Symfonia, que não rendeu o esperado, a carreira do músico sempre foi extremamente frutífera – vide Viper, Angra, Shaman, Virgo, Avantasia e até mesmo o projeto que nunca foi pra frente Looking Glass Self, além, claro, de sua carreira solo. Sua última turnê divulgou o álbum The Turn Of The Lights, e ao mesmo tempo celebrou os 20 anos do clássico Angels Cry, que ele gravou com o Angra. Após mais de dois anos nesse formato “dois em um”, foi aberta uma enquete no site oficial do cantor, para que o público escolhesse o setlist da próxima turnê. É óbvio que a maioria acabou votando nos mesmos clássicos de sempre, e pouca coisa menos famosa entrou no repertório. Isto pode ter desanimado alguns fãs “das antigas” (nos quais eu me incluo, pois acompanho a carreira dele há duas décadas), mas mostra algo extremamente valioso para o artista: o seu público está se renovando. Não a toa, no Meet & Greet realizado após o show de André Matos no Guairinha, em Curitiba, a grande maioria dos presentes era de jovens. “Muita gente aqui é a primeira vez que me vê ao vivo”, constatou André.

Andre Matos e Bruno Ladislau
Andre Matos e Bruno Ladislau

Além de sua banda, André Matos volta e meia se reúne com seus antigos amigos do Viper, banda com a qual iniciou sua carreira, e há alguns anos voltou para uma turnê especial. Na ocasião, os dois álbuns gravados ainda nos anos 80 – Theatre of Fate e Soldiers of Sunrise – foram executados na íntegra, com o adicional de mais duas ou três canções. Um registro dessa turnê histórica saiu em CD e em breve o DVD estará nas lojas. E quando um ícone do Metal nacional se reúne após tantos anos, é claro que surge a expectativa de um novo trabalho de estúdio. Mas ele joga um balde de água fria, pelo menos nos mais afoitos: “No momento, não [haverá um disco de estúdio]. A gente tinha pensado em alguma coisa quando fizemos a turnê de reunião. Mas depois acabamos seguindo cada um seu rumo, e essa ideia ficou meio no ar. Tudo é possível em relação ao Viper, pois sempre que temos um tempo disponível e rola uma proposta para fazer algo, a gente acaba achando um tempo pra isso, e é sempre prazeroso relembrar aqueles momentos do início da carreira. [O Viper] tem uma energia própria, um som próprio, uma potência. As pessoas vão ter noção disso agora saindo o álbum ao vivo e em breve o DVD”. Sobre esse registro ao vivo, André é só elogios: “O álbum ficou muito bom e fiquei muito feliz com o resultado. Foi uma coisa muito bem feita e é representativa na carreira, [tocar] os dois primeiros álbuns na íntegra, quando eu realmente iniciei minha carreira”.

Andre Matos e banda!
Andre Matos e banda!

Para encerrar o bate papo, pedi para que o próprio André escolhesse três músicas de sua carreira que gostaria um dia de tocar ao vivo. Ele foi um pouco mais a fundo do que a galera que votou na enquete citada no começo dessa matéria: “Eu citei essa numa entrevista recente, uma música do Fireworks que se chama “Paradise”. Essa é uma que eu gostaria muito de tocar ao vivo. Do Viper a gente tocou todas as músicas dos dois primeiros discos ao vivo. Do Shaman tem uma que gosto muito que se chama “Born To Be”, que acho uma música especial e que nunca teve o devido destaque ao vivo. E da carreira solo tem uma que é “The Summit” [na verdade, a música se chama “White Summit”], que é do último disco, The Turn Of The Lights, que eu também gostaria de um dia tocar ao vivo, pois tem um significado muito especial”.

Show
Em cima do palco, André Matos reina soberbo, desde os tempos mais primórdios. Livre das amarras de uma banda fechada (por mais que sua banda de apoio atual seja uma unidade sólida), o domínio do cantor cresceu ainda mais. Todos os focos vão para ele, que no auge de seus 44 anos, ainda tem uma voz impressionante. O repertório foi escolhido “online” por seus fãs, e se não resgatou muitas preciosidades antigas, serviu para mostrar os grandes trunfos do músico. Do Shaman, por exemplo, com exceção de “Innocence” (Reason, 2005), todas as canções apresentadas vieram do aclamado Ritual: “Time Will Come”, “For Tomorrow”, “Distant Thunder” e “Here I Am”. O hit maior desse trabalho, que foi trilha de novela da Globo (O Beijo do Vampiro) e teve seu clipe apresentado exaustivamente na MTV, “Fairytale” também não ficou de fora.

Andre Matos reina supremo.
Andre Matos reina supremo.

Outro capítulo importante na carreira de André foi o Angra. Desse período vieram sete canções, três do debut Angels Cry (1993), outras três do Holy Land (96) e apenas uma do injustiçado Fireworks (98). A fase Viper também se fez presente com a indispensável “Living For The Night”, cantada empolgadamente pela galera, mesmo por aqueles que não sabem a letra direito, no glorioso “embromation”. Completaram o setlist três canções solo.

Escuta aqui!!
Escuta aqui!!

Após conferir apresentações nas mais diversas casas convencionais da cidade, assisti-lo em um teatro foi uma experiência deveras agradável. No conforto de suas poltronas, muitos bangueavam a agitavam discretamente, quiçá intimidados pela estrutura do Guairinha. O fato é que a acústica estava excelente e a iluminação, idem. Que o maestro André Matos faça mais e mais shows (e que continuem extensos, afinal, esse teve mais de 120 minutos de duração) em locais  “refinados” como este.

REPERTORIO
Here I Am (Shaman)
Lisbon (Angra)
Letting Go
For Tomorrow (Shaman)
Make Believe (Angra)
Time Will Come (Shaman)
Fairy Tale (Shaman)
Nothing to Say (Angra)
Time to Be Free
Innocence (Shaman)
Carolina IV (Angra)
Distant Thunder (Shaman)
I Will Return
Living for the Night (Viper)

Carry On (Angra)
Time (Angra)
Angels Cry (Angra)

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