foto por Clovis Roman

Pitty representa o Rock na Corrente Cultural de Curitiba (08/11/2015)

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Pitty
Boca Maldita
08 de novembro de 2015
Curitiba/PR

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

A baiana Pitty teve, nos anos 90, uma banda de Hardcore chamada Inkoma. Com a virada do século, ela engendrou uma carreira solo de grande sucesso desde o início. Admirável Chip Novo (2003) estourou nas paradas com músicas como “Equalize”, “Teto de Vidro” e a faixa título. Com a saída do guitarrista Peu e o ingresso de Martin ao time, a sonoridade ganhou mais peso, o que ficou evidente em Anacrônico (2006), um trabalho maduro e que hoje pode ser considerado um dos discos essenciais do Rock nacional. Antes de chegar ao estágio atual, com o estonteante Setevidas (2014), Pitty ainda soltou alguns registros em vídeo, o álbum Chiaroscuro (2009) e o trabalho paralelo Agridoce, ao lado do mesmo Martin. Tanto trabalho, dedicação e talento vem lapidando o som a cantora cada vez mais. Apesar de tudo isto, seus shows continuam com uma energia adolescente espontânea, que acaba por contagiar fãs das mais variadas idades.

foto por Clovis Roman

A apresentação de encerramento da Corrente Cultural de Curitiba aconteceu num final de domingo chuvoso e frio. Mas isto não impediu que a “Boca Maldita” ficasse completamente lotada. O pessoal da imprensa sofreu bastante para entrar e sair da área reservada para seu trabalho. Os recursos visuais que ela vem usando na atual turnê também estiveram presentes aqui, e pouco antes das 21 horas, contornos luminosos aparecem no telão, com um discurso de Pitty, que antecede os primeiros acordes de Setevidas, que já se tornou hit eterno, logo seguida pelas já consagradas – e faixas títulos de seus primeiros trabalhos – “Anacrônico” e “Admirável Chip Novo”.

foto por Clovis Roman

Se o advento do guitarrista Martin Mendonça, já há 10 anos, expandiu os horizontes musicais de Pitty (além dele ter caído com uma luva no som da banda), outra renovação bem vinda ao lineup aconteceu com a entrada, em 2013, do baixista Guilherme Almeida, cujo visual “moderno” e presença de palco representaram uma repaginada significativa na linha de frente do grupo. E se essa nova fase é boa a beça, nada mais justo que tocarem muitas músicas de Setevidas. Além da supracitada, desse disco ainda pudemos conferir pérolas significativas como “Boca Aberta”, “Deixa Ela Entrar”, “Olho Calmo” e “Um Leão”. Os sons citados no começo da matéria, do álbum de estréia, estiveram todos presentes, além da excelente “Semana Que Vem” e do estrondoso sucesso “Máscara”. Aí tivemos os ápices no quesito empolgação da platéia.

foto por Clovis Roman

Mas os momentos mais sublimes vieram com duas canções em especial. A primeira delas foi “Na sua Estante”, do disco Anacrônico (que recebeu pouca atenção no repertório, dele apenas três foram tocadas); e a segunda a colossal “Serpente”, que foi o fio condutor de um momento de transe cada vez mais raro de ser presenciado em apresentações ao vivo. Sem rodeios, decreto: Pitty está anos-luz a frente de qualquer outro artista de Rock no Brasil.

foto por Clovis Roman

REPERTÓRIO
Setevidas
Anacrônico
Admirável Chip Novo
Semana que Vem
Deixa Ela Entrar
Teto De Vidro
Memórias
Um Leão
Pulsos
Olho Calmo
Boca Aberta
Me Adora
Equalize
Na sua estante
Máscara
Serpente

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