Roupa Nova: “Mais de 70% do público nos shows é uma galera mais jovem”

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O Roupa Nova, criado em 1980, alçou um status pouco alcançado por artistas nacionais. São respeitadíssimos em todo o Brasil, sempre lotam seus shows e conseguiram ainda outro feito raro: reciclar seu público. E não apenas reciclar, mas angariar um novo grupo, que é do pessoal mais novo. Nesta entrevista exclusiva com o baterista Serginho Herval, ele nos fala sobre a longevidade do grupo, seus projetos futuros – e o atual, o trabalho Todo Amor do Mundo – e sobre Curitiba! Confira:

por Clovis Roman

Vocês estão com 37 anos de carreira e me parece que ao mesmo tempo que vocês ainda são admirados por aqueles que cresceram ouvindo a banda, vocês também conseguem angariar novos fãs. Você acha que de fato a base de fãs do Roupa Nova está se reciclando?
Serginho Herval: Com toda certeza. Fizemos uma pesquisa recentemente em nossos shows e descobrimos que mais de 70% do público é uma galera mais jovem, que por influencia da família ou por gostar da música mesmo, começou a nos acompanhar. Isso é maravilhoso pra gente como artista. Graças a Deus a gente mantém nosso público fiel e estamos conquistando novos.

Tanto tempo com a mesma formação é algo praticamente inexistente. O Rush manteve a mesma formação por mais de 40 anos, mas não era a formação original, outro caso raro. A que você atribui esta longevidade?
Serginho: Respeito e amor. A gente se respeita muito, somos de fato uma família. Claro que existem as brigas, discussões, mas nós todos somos adultos e sempre resolvemos da melhor maneira possível. São desavenças que acontecem, somos em seis, cada um tem um ponto de vista e uma opinião formada, obvio que em algum assunto teremos desavenças, mas isso não ultrapassa o lado profissional.

Você acha que a longevidade e respeito que vocês têm atualmente se deve ao fato da banda ter mudado sua estratégia no final dos anos 90, diminuindo o lançamento de discos de estúdio com músicas inéditas e apostando em acústicos, registros ao vivo e até mesmo cruzeiro? Quais as maneiras de se adaptar a atual situação do mercado musical?
Serginho: Como qualquer artista, nós precisamos nos adaptar ao mercado né? Hoje o maior consumo é da música sertaneja e do funk, mas nós não perdemos espaço e continuamos fazendo nossos shows, que estão sempre lotados. Todo Amor do Mundo foi um jeito que encontramos de inovar e entrar para um mercado que ainda tínhamos dificuldade, criamos algo inédito, em formato áudio book, com 2 CDs + 1 livro ilustrado + DVD e, ainda quem quiser tem a Kombi que é um rádio também. Nós somos antenados com tecnologia, fazemos uso dela também, e entendemos que hoje é necessário que nosso trabalho seja visto/ouvido pelo maior número de pessoas e que para isso, a gente preciso se adaptar e disponibilizar nossas músicas, por exemplo, em aplicativos específicos pra isso como Deezer, Spotify, entre outros.

Quais são os próximos lançamentos que o Roupa Nova está trabalhando?
Serginho: Ainda estamos no Todo Amor do Mundo e pensando em algo novo para o próximo semestre.

Vocês têm público cativo em Curitiba, tocam por aqui quase todo ano e sempre lotam. Os shows deste final de semana terão novamente casa cheia, está quase tudo, das duas noites, esgotado. Quais suas melhores lembranças de Curitiba nas outras turnês? Lembra da primeira vez que tocaram por aqui?
Serginho: Cada show é uma emoção diferente pra gente. São pessoas novas que cantam e vibram com as nossas músicas, que querem uma foto, um autógrafo. O público de Curitiba sempre nos recebeu com Todo Amor do Mundo (risos) e a gente só pode agradecer e retribuir com o que a gente faz de melhor, música, Rock’n Roll.

Quais artistas ou bandas vocês gostariam de ouvir gravando alguma das músicas do Roupa Nova?
Serginho: Difícil essa pergunta, já existem muitas regravações e também muitas participações de artistas com a gente e de todos os gêneros. Já gravamos com a Sandy, Marcos & Belutti, Sorriso Maroto, nesse novo trabalho tem Angélica, Alexandre Pires, Tico Santa Cruz, Ed Motta, nossa…não sei te responder mesmo. Acho que qualquer (re)gravação do nosso trabalho é gratificante pra gente, pois demonstra o carinho, a admiração de cada artista e prova que nossa música ultrapassou barreiras e décadas.

Deixe uma mensagem aos fãs de Curitiba que irão aos shows deste final de semana.
Serginho: Queremos ver Curitiba em peso nesse fim de semana. E não tem desculpa, são duas apresentações que é para ninguém ficar de fora.

Confira aqui todas as informações sobre os shows do Roupa Nova em Curitiba.

foto: divulgação

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