Barão prova porque sua música vai viver pra sempre

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Barão Vermelho
Teatro Positivo
Curitiba/PR
23 de junho de 2017

por Rico Boschi
fotos: Gledson Laurek/Prime

Quanta música, quanta história cabe em um “pra sempre”? Na última sexta (23), o Barão Vermelho provou no palco do Teatro Positivo que isso ainda é pouco para seus 36 anos de sucessos (e contando…).

O quarto show da turnê encontrou uma plateia longe de estar lotada mas sedenta por estabelecer uma nova conexão com os artistas. Essa é a primeira vez que a banda vem à capital paranaense após a entrada do novo frontman na formação – Rodrigo Suricato – que assumiu o posto com a saída de Frejat, em janeiro deste ano. Para muitos, havia um ponto de interrogação no ar.

A apresentação abre com “Pedra, Flor e Espinho”, que assume ares surpreendentes de epítome do momento atual da banda. Já nos primeiros momentos, o guitarrista Fernando Magalhães inflama o público a deixar as confortáveis poltronas do teatro e dançar. Esse impulso se torna quase que uma necessidade em “Pense, Dance”. Galera em pé. Pronto, a audiência está ganha.

E o que ela viu foi um desfile invejável de medalhões sonoros acrescidos de novos temperos trazidos na bagagem de Suricato. Ouvidos atentos puderam notar, por exemplo, um trecho sutil de “The Wind Cries Mary”, de Jimi Handrix, na intro de “Ponto Fraco” (confirmado depois pelo vocalista no backstage), ou ainda um slide guitar capaz de dar outra cara a hits clássicos.

Clássica também é a presença forte do blues nas composições e performances ao vivo do Barão, e dessa vez não foi diferente. Destaque inclusive para o tecladista Maurício Barros assumindo o microfone em uma interpretação rasgada e intimista de “Não Amo Ninguém”.

Com um setlist que buscava intercalar canções das “duas gerações” da história do Barão – demarcadas pela alternância entre Cazuza e Frejat nos vocais – a atmosfera oscilava entre momentos que iam desde beijos apaixonados dos casais na plateia durante a execução de “Por Você”, até protestos indignados da mesma plateia que marcava cada silaba de “Brasil” com o dedo em riste.

O alto nível foi mantido em “Puro Êxtase” e “Maior Abandonado”. Pra fechar o combo, o bis contou ainda com “O Poeta Está Vivo”, “O Tempo Não Para” e (sem respirar) “Pro Dia Nascer Feliz”. 25 músicas depois, o público curitibano foi para casa com a certeza de que o rock brasileiro continua em ótimas mãos.

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