[Cobertura] Tuatha de Danann brilha com show conciso no Odin’s Krieger Festival

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Odin’s Krieger Festival
com Tuatha de Danann, hugin Munin, Rapalje e Mandala Folk
Jokers Pub
Curitiba/PR
22 de julho de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

A primeira edição do Odin’s Krieger Festival rolou em 2011, e desde então a marca passou por mais de uma dezena de cidades, reunindo bandas e artistas nacionais e internacionais. A 10ª edição foi realizada em três capitais, sendo Curitiba uma delas. Aqui, uma atração local, duas bandas de diferentes pontos do Brasil e um grupo internacional formaram o lineup. O local escolhido foi o Jokers Pub, um dos pontos mais agradáveis da cena noturna curitibana. As atividades musicais começaram com o Mandala Folk, que, como sua alcunha preconiza, foca no Folk e no Celta, tendo como diferencial o instrumento hurdy-gurdy, que bandas como o Eluveitie também usam.

Rapalje (foto: Clovis Roman)

Antes, entretanto, houve algumas batalhas (sem derramamento de sangue) e encenações dentro dessa temática. O legal do festival é que ele reúne diferentes expressões artísticas, não se limitando as atrações musicais. Pelo corredor que dava acesso ao palco estavam diversos stands com produtos como hidromel, fivelas, cintos, roupas, colares e claro, discos. O Rapalje, atração internacional, vendeu um de seus álbuns, duplo e em uma embalagem simplesmente espetacular (um recheado livreto em acabamento remetendo a um livro) por apenas 30 reais. Aliás, eles também distribuíram um CD promo para a galera, contendo cinco canções. Souberam aproveitar bem a oportunidade de se tornarem mais conhecidos por esses lados. A apresentação dos caras foi surpreendente para quem esperava algo mais convencional (afinal, uma grande parcela de quem frequenta esses eventos tem um pé fincado no Metal). Os caras usaram instrumentos percussivos e até uma gaita de fole, aliados a números de dança.

Tuatha de Danann (foto: Clovis Roman)

Mas a grande atração da noite, que causou maior expectativa – atendida plenamente – foi o Tuatha de Danann. O grupo estreou em solo curitibano em 2006, e até este ano não tinha mais dado as caras por aqui. No começo de 2017, fizeram um show concorrido no mesmo Jokers, mas Bruno Maia, doente, não conseguiu cantar. Poucos meses depois rolou um repeteco, agora com todos em plena forma. E o grupo mostrou porque são amados e lotam shows por onde passam. Pude conferir os caras ano passado, quando fui para São Paulo fazer a cobertura do Epic Metal Fest, e lá eles fizeram um show contagiante. Aqui foi a mesma coisa. A saída de Rodrigo Berne foi sentida, mas a vida segue. Um dos destaques foi Alex Navar, que toca gaita irlandesa; o músico foi efetivado em 2014 na formação oficial. E ele nos contou uma de suas peculiaridades no palco: ele toca sentado pois seu instrumento é pesado o suficiente pra não poder ser tocado com o músico em pé.

O repertório dos mineiros de Varginha trouxe algumas novas músicas junto a canções já sacramentadas no coração dos fãs. “Bella Natura” e “Land of Youth” foram alguns dos destaques. O ponto negativo foi terem cortado três músicas do repertório – uma delas a espetacular “Behold the Horned King”. Sendo, obviamente, a grande atração da noite, deveriam ter apresentado um repertório bem maior. Até porque teve até pedido de casamento durante o show dos caras, o que – apesar de bastante fofo – acabou comendo o tempo de uma música.

Hugin Munin (foto: Clovis Roman)

Antes deles veio o Hugin Munin, que apresentou a porção mais ríspida sonoramente da festa. Seu som, um híbrido de Death/Black, mostrou-se poderoso até demais para o público presente, que apesar disto, respeitosamente curtiu. A banda parecia cansada no palco, mas como de praxe entregou uma apresentação bastante efetiva. O encerramento do repertório dos caras, que teve nove músicas, veio com a genialmente intitulada “Swords Speak Louder Than Words” (do álbum Ten Thousand Spears for Ten Thousand Gods, 2011). O restante do repertório deu uma passada em toda história do grupo, focando no último disco dos caras, All Hail Odin, que saiu ano passado. Deste trabalho foram 4 músicas: “What Lies Below”, “HAIL ODIN” (assim mesmo em caixa alta), “All for Nothing” e “Lords of War”.

O Odin’s Krieger Festival acerta ao mesclar expressões artísticas das mais diversas e ao, consequentemente, escalar bandas relacionadas mas que apresentam trabalhos distintos. Teve o som agressivo do Hugin Munin, a viagem folk com guitarras do Tuatha e a sem guitarras do Mandala Folk, e o Rapalje, com instrumentos não convencionais por esses lados. Noite memorável, que lotou – merecidamente – as dependências do Jokers.

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