[Cobertura] Maroon 5 entope Couto Pereira e mostra show pra lá de competente

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Maroon 5
Estádio Major Antônio Couto Pereira
Curitiba/PR
14 de setembro de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

O Maroon 5 explodiu mundialmente já com seu primeiro disco, com sucessos do quilate de “She Will Be Loved” e “This Love”. Do começo do milênio até agora, o nome do grupo se firmou e hoje eles lotam com facilidade arenas ao redor do mundo. Em Curitiba não foi diferente. O estádio Couto Pereira, há mais de 20 anos sem receber shows musicais, foi o palco de uma noite agradável, que reuniu um público que girou – de acordo com informações informais – entre 30 e 40 mil pessoas. O evento foi tão concorrido que contou até mesmo com a presença do prefeito, que não se furtou em gravar vídeos e postar fotos em suas redes sociais.

Mas o que interessa aqui é o Maroon 5. A banda, que mostra um Pop dançante em seus álbuns, ao vivo adiciona uma dose extra de energia, somada ao som orgânico dos instrumentos, deixando um tanto de lado as batidas eletrônicas de seus discos. O espetáculo contou com iluminação soberba e efeitos visuais com imagens de fundo durante as canções. Mas estas – as canções – foram as protagonistas, de longe. Os hits “Moves Like Jagger” e “This Love” abriram o repertório, fazendo com que pistas e arquibancadas cantassem em uníssono (ao menos os refrãos). A densa “Animals” e o embalo contagiante de “Lucky Strike” também estiveram na primeira metade do setlist. Até esta última, inclusive, não houve papo com a platéia, foi música atrás de música. Ninguém reclamou.

O vocalista Adam Levine, mesmo contido nas palavras, se mostrou simpático – disse que seu português era ruim, nos elogiou por falarmos essa língua tão difícil e ainda arranhou um “obrigado”. Ele também foi tanto bem humorado, fazendo piada com sua voz fina antes de “Payphone” – nesta, inclusive, todos os músicos cantaram seus primeiros versos abraçados, a frente do palco, acapella.

Outro momento marcante  – além do encerramento com uma competente versão de “Let’s Go Crazy”, do mestre Prince – foi a versão acústica de “She Will Be Loved”, dedicada pelo cantor a um casal que havia acabado de sacramentar seu noivado. Sim, o pedido foi feito pelo rapaz à moça durante o show. O bom mocinho Levine pareceu sinceramente tocado com o momento romântico durante seu concerto. O cantor, de 38 anos, chamou atenção não apenas por cantar absurdos – ele atinge agudos em falsete de fazer inveja a Scissors Sisters e Bee Gees – mas também por sua figura. O frontman passa a imagem de bonzinho, com a frase “True Love” tatuada em seus dedos e uma camisa com uma mensagem escrita “War on Drugs”. Conquista assim o coração de filhas e mães – nessa ordem. Faz parte do showbiz.

A despeito do personagem, Levine é um cantor fora de série e a banda um primor técnica e criativamente falando. O Maroon 5 entrega uma apresentação competente e empolgante, que condiz com seu status. Com relação ao local, o Couto Pereira se mostrou um excelente espaço para apresentações de grande porte. Com o sucesso dessa noite, cabe aos dirigentes do clube proprietário – o Coritiba – aproveitarem a oportunidade e angariar novas atrações. A localização privilegiada do estádio pode colocá-lo como opção real para vindouros shows na cidade.

REPERTÓRIO
Moves Like Jagger
This Love
Harder to Breathe
Locked Away
One More Night
Misery
Love Somebody
Animals
Maps
Lucky Strike
Let’s Dance
Sunday Morning
Makes Me Wonder
Payphone
Daylight

She Will Be Loved
Don’t Wanna Know
Sugar
Let’s Go Crazy

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