[Cobertura] In Flames aposta em material recente na sua estreia em Curitiba

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In Flames
Hermes Bar
Curitiba/PR
22 de outubro de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Na estrada divulgando o álbum Battles (que é bom a beça, apesar de muito diferente daquilo que eles faziam no começo da carreira), o In Flames veio pela segunda vez ao Brasil – oito anos após sua estreia por esses lados. Com uma turnê de quatro datas por aqui, o grupo sueco passou por Curitiba em um domingo, no palco do Hermes Bar. A estreia na capital paranaense foi competente, em um show intimista, já que a casa não estava completamente lotada. Era possível transitar no meio da galera com relativa facilidade.

Pontualidade em um show, ainda mais em um domingo, é bastante bem vinda. Por isto mesmo, a Reckoning Hour subiu no palco para seu curtíssimo repertório as 20h. O show fão tão rápido que nem deu tempo de engrenar. A platéia no começo ficou totalmente impassível (no finalzinho até apaludiram), mesmo quando o vocalista disse que a galera da cidade “era foda”. Aí o frontman disse que as melhores mulheres e cervejas “estão aqui”. No fim das contas os homens não agitaram e as garotas ficaram indignadas, com razão. Bem que o Drowned podia ter vindo para abrir em Curitiba também (eles tocaram ao lado do In Flames em Belo Horizonte) – faz tempo que os mineiros não aparecem na capital paranaense (15 anos) e seria bem mais interessante.

In Flames (foto: Clovis Roman)

Por volta das 21 horas o povo pode conferir uma boa banda em ação. O In Flames mudou bastante sua abordagem com o passar das décadas, isso todos sabem. E seu público se divide em dois: os que curtem as coisas antigas, um dos pilares do Death Metal Melódico, e os que preferem os trabalhos mais ‘groovados’, com maior incidência de vocais limpos – como em “The End”, onde é impossível relacionar o atual com o antigo In Flames. Quem tem seu gosto focado no material produzido nos anos 1990 e começo da década seguinte, saiu um tanto frustado.

O repertório priorizou o que foi feito mais recentemente – apenas três faixas das 19 vieram do Clayman (2000) para trás. Clayman é o 5º de uma discografia com 12 álbuns. E a prova que a expectativa era das velharias foi que o público, em geral, estava bastante morno. O vocalista Anders Fridén parecia incomodado, e chegou a cutucar a galera com alguns comentários. Mesmo assim, a dupla de guitarristas Björn Gelotte e Niclas Engelin parecia muito feliz em estar no palco. Muito mesmo. Os caras ficaram sorrindo, fazendo caretas e interagindo com o pessoal mais próximo o tempo todo.

In Flames (foto: Clovis Roman)

Houve momentos de maior empolgação, como “Trigger” e principalmente “Only for the Weak” (o público realmente se entregou e agitou bastante com este hit). Nesta até eu fui para a pista curtir. Outro bom momento foi a ótima “The Mirror’s Truth” e a saideira com a já citada “The End”. O som estava ótimo em qualquer ponto da casa, tanto que a falta de um backdrop (o pano de fundo) nem foi sentida. O Hermes Bar sofreu diversas mudanças em sua estrutura nos últimos meses, e todas para melhor. Se tornou o lugar ideal para shows de pequeno e médio porte em Curitiba.

REPERTÓRIO
Drained
Before I Fall
Everything’s Gone
Take This Life
Trigger
Only for the Weak
Dead Alone
Darker Times
Drifter
Moonshield
The Jester’s Dance
Save Me
Alias
Here Until Forever
The Truth
Deliver Us
The Mirror’s Truth
The Quiet Place
The End

Agradecimentos especiais para a equipe do Hermes Bar, Liberation, The Ultimate Music e Felipe Sanchez.

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