[Resenha/Entrevista] Leaves’ Eyes lança disco crucial em sua carreira e acerta em cheio

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por Clovis Roman
tradução por Arianne Cordeiro e Clovis Roman

O grupo europeu Leaves’ Eyes passou por um momento delicado em sua carreira quando, em 2016, aconteceu a saída repentina (aos menos para os fãs) da vocalista Liv Kristine. Sem se deixar abater, eles convocaram uma nova cantora e seguiram em frente. Após cerca de um ano e meio, eles finalmente lançam o primeiro registro com a voz de Elina Siirala: Sign of the Dragonhead. O trabalho mostra banda bastante afiada, com sua mistura de Metal com temas nórdicos e fortemente influenciado pela música Folk.

Confira nossa resenha do álbum e abaixo, uma entrevista exclusiva com o guitarrista Thorsten Bauer. Inicialmente a entrevista serviria apenas de base para nosso texto. Mas como ‘Tosso’ é sempre muito legal e suas respostas foram bastante esclarecedoras, resolvemos usar a conversa na íntegra.

RESENHA

O Leaves’ Eyes teve uma profunda mudança de diretrizes em 2016, quando a cantora Liv Kristine deixou o grupo; o caso teve ampla repercussão na época. O mais importante disto tudo era se a banda conseguiria manter o alto nível com uma nova cantora, no caso, Elina Siirala, oriunda do Angel Nation. Bastante simpática e muito talentosa, ela agradou de cara com o single/videoclipe de “Edge of Steel”, uma regravação do próprio repertório da banda. Arriscado, mas funcionou. Mais algumas regravações foram mostradas ao mundo no EP Fires in the North, que continha uma inédita, no caso, a faixa título. Agora chega às lojas o primeiro álbum completo com ela, chamado Sign of the Dragonhead. O trabalho mostra um grupo ciente de sua história e importância, que entrega um produto coeso e variado.

A faixa de abertura, que leva o nome do disco, é um som básico, seguindo as diretrizes básicas que construíram o som do Leaves’ Eyes nesses 15 anos de história. O som é bem feliz, assim como a seguinte, “Across the Sea”, cujo refrão é um grude – sua introdução meio Folk também é marcante. Não à toa ambas foram escolhidas para virarem videoclipes. Dando uma segurada no ritmo, com contornos de balada, “Like A Mountain” convence com uma interpretação brilhante de Elina. Como contraponto, “Jomsborg” traz bastante peso em determinadas passagens, unidas a partes vindas da terra média, com mais um forte acento Folk – esta canção certamente vai funcionar muito bem ao vivo. Interessante também são as vozes masculinas em coro, bradando gritos como de guerra, lembrando o tipo de coisa que o Rotting Christ atual costuma fazer. A letra trata de uma lendária muralha homônima dos tempos vikings.

Mais cadenciada, com ares misteriosos, “Völva” une sua tensão musical ao conteúdo lírico, já que, como seu título preconiza, é sobre as poderosas sacerdotisas videntes da mitologia nórdica, que podiam prever o futuro durante determinados rituais. Outra mais tranquila é a belíssima balada “Fairer than the Sun”, cujo clima ameno é logo dissipado na virada de bateria que abre a faixa seguinte, “Shadows in the Night”. Após uma entrada forte, uma base pulsante da cozinha suporta os versos, que guiam à um refrão que gruda fácil. Os climas do teclado lembram algo de Nightwish, o que é uma boa referência. Com exceção da derradeira “Waves of Euphoria” e seus oito minutos, o álbum mostra canções curtas, na média de quatro minutos. Certamente tudo pensado para clipes e também no repertório dos shows. Com composições enxutas, o setlist pode ser maior na quantidade de músicas apresentadas. E sobre “Waves of Euphoria”, vale ressaltar que ela funciona como um epílogo do trabalho, pois converge em si partes pesadas, camadas vocais e coros, andamentos simples quase dançantes e passagens mais melódicas e cadenciadas.

O Leaves Eyes trabalhou de maneira correta na adaptação da vocalista Elina. Shows foram feitos para aumentar o entrosamento, e em estúdio, Elina foi deixada a vontade para focar em sua performance. O resultado foi soberbo. As letras ficaram por conta de Alex Krull, e versam, como sempre, sobre temas mitológicos e medievais. Sign of the Dragonhead é, desde já, um ponto alto na discografia do grupo.

MÚSICAS
1. Sign of the Dragonhead
2. Across the Sea
3. Like a Mountain
4. Jomsborg
5. Völva
6. Riders on the Wind
7. Fairer than the Sun
8. Shadows in the Night
9. Rulers of Wind and Waves
10. Fires in the North
11. Waves of Euphoria

ENTREVISTA

A Elina contribuiu na composição do álbum?
Tosso: Considerando que eu e Alex sempre fomos a ‘espinha dorsal criativa’ da banda, o processo de composição e gravação de Sign of the Dragonhead não foi tão diferente de nosso trabalho anterior, King of Kings. Mesmo assim, sentimos que este é um novo capítulo na história da banda. A Elina está há quase dois anos conosco, e nós excursionamos bastante. Foram duas tours pela América do Norte com Sabaton e Sonata Arctica, assim como vários shows em clubes e festivais na Europa e Ásia. Fomos atrações principais em festivais como Wave Gotik Treffen, na Alemanha e Metal Female Voices Festival, na Bélgica. Então a Elina já era uma parte estabilizada da banda quando começamos a pré-produção dos vocais para o Sign of the Dragonhead. Nós entendemos perfeitamente dentro do processo de composição do novo álbum. Os resultados são empolgantes. As performances de Elina em músicas como “Like a Mountain” ou “Waves of Euphoria” são excepcionais, assim como na balada do disco, chamada “Fairer than the Sun”; isto só para mencionar algumas músicas. O som de nossa música sempre se desenvolveu, e desde o Njord (2009) nossa música se voltou mais para o lado Folk e Sinfônico. A voz de Elina e a música do Leaves’ Eyes combinaram perfeitamente. Sign of the Dragonhead é certamente a maior produção que fizemos e provavelmente também é o melhor [disco].

Como a banda divide entre seus membros a composição das músicas e das letras?
Tosso: Alex e eu nós complementamos muito bem na composição. Enquanto eu cuido dos aspectos do lado melódico, coros e orquestração, ele é demais com a bateria, os demais arranjos, ideias de vocal e todos os aspectos técnicos da produção de um álbum. Nós sempre tentamos fazer as coisas melhores a cada disco e as vezes discutimos uma virada de bateria ou uma nota. Nada do que fazemos é coincidência. Na questão lírica e vocal nós quisemos que Elina pudesse se concentrar em sua tarefa como nossa nova cantora e nossa nova “front girl”, então todas as letras foram escritas pelo Alex. Eu acho que foi uma boa ideia, porque a performance de Elina no Sign of the Dragonhead é fantástica.

Eu ainda não tive acesso as letras do álbum. Poderia me falar um pouco mais sobre o conteúdo lírico de Sign of the Dragonhead?
Tosso: Nossas letras tem forte ligação com a mitologia nórdica, temas medievais e sagas vikings. Desde quando começamos a banda temos letras sobre esses tópicos, e também contos épicos sobre natureza, paisagens e o oceano. Estes elementos combinam com nosso som; gostamos de criar pinturas épicas com nossa música. Por isto usamos o London Voices – o coral do Senhor dos Anéis, Star Wars e outros grandes sucessos do cinema – orquestra, instrumentos Folk como a Nyckelharpa, a gaita irlandesa e percussão em nosso “bombástico’ Metal. A música “Völva”, por exemplo, é sobre uma mulher mágica da época viking. Eles acreditavam que a Völva pudesse ver o futuro em seus rituais pagãos, se conectar ao outro mundo e também dar conselhos importantes ao Jarls, o líder dos vikings. A música “Jomsborg” é uma bastante pessoal para Alex. É sobre a lendária fortaleza viking e os Jomsvikings! O pai de Alex e sua família criaram raízes naquela área, então foi bastante especial para ele escrever sobre isto. Atualmente existe o Jomsborg, o maior grupo de reencenação viking, e Alex é membro honorário deste grupo. Você pode ver esses caras no videoclipe da música Sign of the Dragonhead, e também muitas vezes no palco conosco. A música é também uma homenagem à toda cena de reencenação viking pelo mundo.

As letras falam sobre os mesmos assuntos dos trabalhos anteriores?
Tosso: Cada álbum tem diferentes aspectos líricos. Por exemplo: Symphonies of the Night tratou sobre várias personagens femininas fortes dos tempos medievais. Vinland Saga abordou mais a questão do descobrimento da América pelos vikings. Mas todos os álbuns são conectados pela mitologia nórdica, o mar e temas medievais.

O Leaves’ Eyes vai pegar a estrada ao lado do Mayan e do Almanac pela Europa. Quais são os planos para a sequência da tour? Pretendem voltar ao Brasil?
Tosso: Estamos felizes de excursionar com nossos amigos do Mayan e do Almanac. Será uma turnê fantástica pela Europa com essas duas grandes bandas. No verão [N. do R.: europeu, inverno no Brasil] vamos tocar em alguns festivais, como o Wacken Open Air. Também estou ansioso para embarcar no cruzeiro 70000 Tons of Metal nós próximos dias. Muitos outros shows virão nós próximos dois anos, e eu espero que possamos voltar ao belíssimo Brasil.

O público em geral tem apreciado bastante a performance ao vivo de Elina. Já pensaram em gravar um registro ao vivo dessa turnê?
Tosso: Sim, Elina tem uma performance poderosa e carismática ao vivo. Tenho certeza que haverá um registro ao vivo em algum momento, pois faz todo o sentido e é muito empolgante.

Exceto pela Elina, todos no Leaves’ Eyes também tocam no Atrocity, e é normal ver as duas bandas tocando juntas ao vivo. Isto vai se repetir nesta turnê?
Tosso: Fizemos isto no passado, mas as vezes é muito cansativo. Me lembro de tocar com as duas bandas em Recife, 2006, num calor de 50 graus. Eu me senti como se estivesse morto após estes dois shows [risos]. O Atrocity vai lançar um novo disco em julho. O EP Masters of Darkness, lançado em dezembro de 2017, é a primeira prévia deste álbum. Aguardem um Metal Extremo brutal e épico.

 

Heeeaaalich! Pelo que vi dos últimos repertórios vocês estão tocando cinco músicas novas. Vocês pretendem adicionar outras músicas do último álbum no decorrer da turnê?
Tosso: Heeaalich!! Eu amo quando as pessoas usam esta palavra! Sim, para a vindoura tour em abril e maio queremos apresentar nosso novo álbum e mostrar aos nossos fãs o quanto será divertido ouvir e tocar as novas músicas ao vivo. Então, com certeza, esperam mais de 5 músicas do Sign of the Dragonhead.

[N. do R.: Heeaalich é uma espécie de gíria que o referido músico costuma utilizar, e é como uma espécie de saudação.]


ENGLISH

by Clovis Roman
translation: Arianne Cordeiro and Clovis Roman

The european group Leaves’ Eyes passed through a delicate moment on its carrer when, in 2016, the singer Liv Kristine has suddenly (at least for the fans) left the band . Without letting themselves down, they called up a new singer and moved on. After around a year and a half, they are finally releasing the first record with the voice of Elina Siirala: Sign of the Dragonhead. The work shows the band very clear-sighted, with a mixture of Metal with nordic themes and heavily influenced by the Folk music.

Checkout our album review below, as well as an exclusive interview with the guitar player Thorsten Bauer. At first, the interview would serve just as a base to our text. But, as ‘Tosso’ is always so nice and his answers were very enlightening, we have decided to use it in its entirety.

ALBUM REVIEW

Leaves’ Eyes had a profound change of guidelines in 2016, when Liv Kristine left the band; the case had a broad repercussion by that time. The most important thing of all was to see if the band would keep its high level with a new singer, in this case, Elina Siirala (former Angel Nation). Being very likable and also very talented, she has delighted the fans right from the beggining with the single/video “Edge of Steel”, a re-recording from the band’s own repertoire. Risky, but it worked. Some more re-tracking were showed to the world in the EP “Fires in the North”, that even had a new song, in this case, the title track. Now, the first full album with her comes to the stores, entitled “Sign of the Dragonhead”. The work shows a group aware of its history and importance, delivering a cohesive and miscellaneous product.

The title and opening track is a more basic sound, following the basic guidelines that builded up Leaves’ Eyes’ sound on its 15 years of history. It is a very happy track, as the following “Across the Sea”, where the chorus is catchy and the intro, on a kind of Folk style, is also very outstanding. These two tracks were not picked up to become videos by chance. Holding up the rhythm a bit, with the shapes of a ballad, “Like A Mountain” convinces with a bright interpretation from Elina. As a counterpoint, “Jomsborg” brings a lot of heaviness in some passages, united to parts that came right from the Middle Earth, as well as a heavy Folk tone – this song certainly will work very well on the stage. Interesting as well are the male voices in a choir, screaming as in a war cry, recalling the kind of thing that Rotting Christ uses to do. The lyrics are about a legendary wall of the same name from the Viking Age.

More cadenced and with misterious airs, “Völva” joins its musical tension to the lyrical content, since, as its title antecipates, it is about powerful seers priestesses from the nordic mythology that could predict the future during certain rituals. Another calm track is the wonderful ballad “Fairer than the Sun”, which its’ soft air is suddenly dispersed on the drum fills that opens the following track, “Shadows in the Night”. After a strong entrance, a pulsating drum supports the verses, that leads to another catchy chorus. The keyboard strings even remember Nightwish, which is a good reference. With the exception of the last track “Waves of Euphoria” and its eight minute lenght, the album presents short songs, on the average of four minutes. Certainly, everything was thought to create videos and also for the live stage. With lean compositions, the setlist can be larger on the ammount of songs being presented. And about “Waves of Euphoria”, it is worth mentioning that it works as an epilogue of the work, converging itself in heavy parts, vocal layers and choirs, simple and almost dancing movements and more melodic and cadanced passages.

Leaves Eyes worked very well on the adaptation of the singer Elina. Concerts were made to increase the entanglement and, in the studio, Elina was left at her own pleasure to focus on her performance. The result was superb. The lyrics were the work of Alex Krull and bring up, as always, mythologic and medieval themes. Sign of the Dragonhead is, right from its release, a highlight in the band’s discography.

THE INTERVIEW

Has Elina taking part in the album writing process?
Tosso: Since Alex and me have always been the creative backbone of the band, the writing and recording process for SIGN OF THE DRAGONHEAD was not so very different to our previous album KING OF KINGS. But still, it feels a bit like a new and bright chapter in our band career. Elina is almost 2 years with us, and we did a lot of touring together. Two North American tours with Sabaton and Sonata Arctica, as well as many club and festival shows in Europe and Asia. We headlined festivals like Wave Gotik Treffen in Germany or Metal Female Voices Festival in Belgium So Elina was already a well established part of the band when we started with the vocal preproduction for SIGN OF THE DRAGONHEAD. Within the writing process of the new album we worked out the songs with Elina perfectly. The results are really exciting. Elina’s performance on songs like ”Like a Mountain” or ”Waves of Euphoria” are outstanding, as well as on the ballad of the album called ”Fairer than the Sun” – just to mention a few songs. The sound of our music always developed and since the NJORD production and music became even more symphonic and folk oriented. So Elina’s voice and the music of Leaves’ Eyes just fit perfectly together. SIGN OF THE DRAGONHEAD is definitely the biggest production we ever did with LEAVES’ EYES, and probably it’s also the best one!

How the band divides the songwriting and the creation of the lyrics between the members?
Tosso: Alex and me are complement each other very well in songwriting. While i take care of the melodic side and aspects, choirs and orchestration, he is awesome with drums, overall arrangements, vocal ideas and all technical aspects of an album production. We always try to make things better with each new album and sometimes discuss one bass drum hit or one note. Nothing that we do is coincidence. Lyricwise and also vocalwise we wanted that Elina can fully concentrate on her role as our new lead singer and front lady, so all lyrics were written by Alex. I think this was a good move, because Elinas vocal performance on SIGN OF THE DRAGONHEAD is fantastic.

I haven’t read yet the lyrics, can you tell me about the lyrical content of the album?
Tosso: Our lyrics are strongly connected to Norse mythology, medieval themes and Viking sagas. Since we started the band we had lyrics with these topics and also epic tales about nature, landcapes and the Ocean. These elements fit perfectly to the sound of Leaves’ Eyes and we like to paint epic pictures with our music! This is why we use the London Voices, the choirs of Lord of the Rings, Star Wars and other blockbusters, orchestra, folk instruments like Nyckelharpa, Uilleann Pipes and whistles and percussion in our bombastic metal sound! The song ”Völva” for example is about the magic women in the Viking age. The Vikings believed a Völva could foresee the future in their Pagan rituals, connect to the other world and give important advices to the Jarls, the leader of Vikings, too. The song “Jomsborg” is a very personal one for Alex. The track is about the legendary Viking stronghold and the Jomsvikings! Alex father and his family are rooted from this area so it’s very special for him to write a song about it. Nowadays there is the biggest Viking reenactment group called “Jomsborg” and Alex is a member of honor in this Viking group, too. You can also see these amazing guys in the video clip for SIGN OF THE DRAGONHEAD and also very often onstage with us. The song is also a homage to the whole Viking reenactment scene world wide.

Have you used the same content as the oldest records?
Tosso: Every album has different aspects lyricwise. For example Symphonies of the Night dealt with a lot of strong female characters from the medieval times, Vinland Saga was having a closer look at the discovery of america by the vikings. But all albums are connected to north mythology, the sea, and medieval themes.

Leaves’ Eyes will take the road together with Mayan and Almanac though the Europe. There are plans after this tour and to return to Brazil?
Tosso: We are very happy to be touring with our friends from Mayan and Almanac. It will be an awesome tour through europe with these great two bands. In summer we will play some festival shows like Wacken Open Air. I’m also excited that we will go onboard of the 70.000 Ton of Metal Cruise in a few days. There will be many more shows to come in the next two years, and i hope we can also come back to the beautiful country of Brasil.

People are really enjoying Elina’s live performance on stage. Have you thought about to record a live cd/dvd on this tour?
Tosso: Yes, Elina has a very charismatic and powerful live performance. Im very sure there will be a live recording at one point, because it totally makes sense and is very exciting.

Except by Elina, everyone in Leaves’ Eyes also plays in Atrocity, and its normal to see both bands playing together. This will happen again on the actual tour?
Tosso: We did that often in the past, but sometimes it is very demanding. I remember playing with both bands 2006 in Recife at 50 degrees. I felt like being dead after these two shows ,haha. Atrocity will release a new album in July 2018, the MASTERS OF DARKNESS EP released december 2017 is a first sneak preview for the next album. Expect a brutal epic extreme metal album.

Heeeaaalich! I have seen in the setlist.fm website that the show in 11th january the band played 5 songs from the new album. There are plans to add more new songs during the tour?
Tosso: Heeaalich!! I love when people use that word! Yes for our upcoming tour in april and may we want to present our new album and show our fans how much fun it will be to hear and play the new songs live. So you definitely expect more than 5 songs from SIGN OF THE DRAGONHEAD.

fotos: reprodução/divulgação

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