[Entrevista] Da Colômbia para o Brasil: o Psychobilly do ‘Salidos de la Cripta’!

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por Clovis Roman

Como é o cenário do Psychobilly / Rockabilly na Colômbia?
Jeisson: É uma cena pequena, com pouca divulgação. Ao contrário de outros países, não temos bandas lendárias de Rockabilly ou Psychobilly com trajetórias musicais amplas, uma vez que o Psychobilly se tornou conhecido há poucos anos no país. O gênero chegou ao país basicamente na virada do milênio. Além disso, o Rock em nosso país, que socialmente é caracterizado como altamente conservador, tem pouca divulgação. A Colômbia é consumidor de música ‘tropical’. No entanto, com o novo século, foi possível ter a oportunidade de conhecer e explorar esses gêneros e outros aspectos, como os carros clássicos modificados e o culto à tatuagem.

Vocês citam artistas como Johnny Cash, Sick Sick Sinners e Misfits como influências. Quais outros estilos musicais servem de influências para vocês?
Jeisson: Somos consumidores de muitos gêneros musicais, que variam desde a música tradicional da Colômbia até outros gêneros underground. No entanto, temos grandes influências, além do Punk Rock, de outros gêneros como o Blues, especialmente o Delta Blues do Mississippi, Surf Music, Swing, Ska … Gostamos muito de Psychobilly, mas reconhecemos a contribuição de muitas bandas diferentes. Podemos citar como exemplo grupos como: The Northern Tigers (Northern), Timber Timbre, Venom, Motorhead, Orange Goblin, Black Sabbath… Há uma grande quantidade de nomes que nós influenciam como banda.

Como está sendo o retorno do público ao álbum “Enemigos De La Humanidad”.
Jeisson: É um disco que, apesar de ser o chamamos de Psychobilly, tem muitos elementos que apropriamos dos diferentes gêneros que ouvimos. É um disco muito variado, indo de baladas de desgosto a canções de protesto e abertamente contraculturais. Essa variedade tem feito com que o disco não se restrinja apenas ao público ‘Psycho’ ou ‘Rocker’, se não não teria recebido uma ótima recepção pelo público não roqueiro em geral.

Quais as diferenças principais entre Como Alma Que Lleva el Diablo e Enemigos De La Humanidad?
Jeisson: Enemigos De La Humanidad é um álbum muito mais maduro em termos não só de composição, mas também de expectativa musical. Em Enemigos De La Humanidad quisemos dar uma definição autêntica do que é viver do Psychobilly para nós . Ao contrário do Como Alma Que Lleva el Diablo, que é um álbum que foi feito pensando o Psychobilly europeu e as bandas icônicas do gênero.

Vocês já estão pensando em gravar um novo disco ou ainda é muito cedo?
Jeisson: Sim, a ideia é continuar a gravar suas próprias músicas e até mesmo o novo álbum está sendo criado. O que antecipamos é que será uma jornada de perversões, daqueles que só são apreciados nesta região do mundo: países latino-americanos com um gosto especial pelo pecado.

Quando o baterista Sergio Urrutia (conhecido como Zergio Cervezas) faleceu, no começo de 2015, vocês pensaram em encerrar as atividades da banda?
Mortis: Nunca! Quando Zergio ficou doente, a primeira coisa que ele nos disse foi para continuar com o legado. Então decidimos ir o mais rápido possível para terminar o álbum com as músicas que Zergio havia gravado, outras que compusemos juntos e novas que fizemos depois. É por isso que disco Enemigos de la Humanidad, no canto inferior direito da capa, tem seu nome. É um tributo ao seu legado.

É a primeira vez da banda no Brasil? Como está a expectativa para os shows no país?
Mortis: Esperamos incitar o público brasileiro a destruir tudo na ‘boa festa’. Esperamos que bebam o máximo que puderem ao ritmo da nossa música. Estamos muito felizes em compartilhar com uma cena bem estruturada e forte como a que existe no Brasil, com bandas tão poderosas!

Quantos shows serão feitos aqui no Brasil?
Mortis: Serão quatro shows:

02/02/2018 em Piracicaba, no Benjamin Rock Bar, junto a Rockabilly Brothers, Davy e os Jones, Os Caborja e Drenagem Cerebral. O Esquenta Carnival vai ser uma loucura.

03/02/2018 em Londrina, no Cativeiro Bar também será uma doideira junto aos aos legendários The Brown Vampire Cats e Billys Bastardos! Preparem-se para o Psycho Bloody Meeting!

04/02/2018 em Joinville, com os escandalosos Tampa do Caixão no Garage Templo Do Rock. Um ataque zumbi que pretende acabar com a cidade.

E finalmente estaremos tocando dia 10 de fevereiro no Psycho Carnival, com um lineup de luxo! Tentamos por anos ir assistir ao festival, e é uma honra poder participar dele!

Qual banda você acha que gravaria uma cover legal de alguma das músicas do Salidos de la Cripta?
Mortis: Creio que seria uma honra qualquer banda fazer uma cover de alguma de nossas canções. Se acontecesse, ficaríamos agradavelmente surpresos.

Deixe uma mensagem aos fãs brasileiros.
Mortis: Brasil! Estamos muito felizes em visitá-los! Estamos muito felizes com tudo o que vocês tem feito para a cena Psychobilly ao sul do globo. Esperamos fortalecer os laços e criar uma ótima cena de Psychos Latinos!!! Saúde!!!!!

Mais detalhes do Psycho Carnival neste link!

foto da capa: Perro Ciego

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