[Cobertura] Elba Ramalho encanta Curitiba com apresentação intimista

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Elba Ramalho
Caixa Cultural
Curitiba/PR
11 de maio de 2018

por Arianne Cordeiro e Clovis Roman

Elba Ramalho inciou sua temporada de shows em Curitiba com uma apresentação especial na Caixa Cultural. À vontade, a cantora abandonou o setlist logo no começo, tocando com sua banda o que bem entendeu e fazendo brincadeiras sobre terem em mãos um “roteiro de mentira”. Durante a apresentação, ela ainda aproveitou para conversar bastante e tentar fazer o frio público curitibano reagir mais ruidosamente, além de atender pedidos dos presentes em seu repertório.

Com uma banda acima de qualquer suspeita – formada por Rafael Meninão (Acordeão), Marcos Arcanjo (violão e guitarra), Fofão (baixo) e o insano Tostão Queiroga (bateria) – e com uma interpretação que beirou a perfeição, o show foi visceral e aconchegante ao mesmo tempo. O ritmo convidativo do Forró conseguiu mexer com a platéia, no geral bastante tímida.

Se houve muitos momentos de embalo contagiante, houve também canções amarguradas e agressivas. Tudo, entretanto, com muito bom gosto. A interpretação de “A Palo Seco”, de Belchior, exemplifica. Sua letra ríspida e direta foi um dos momentos impactantes da apresentação. Juntamente, é claro, com as canções de Dominguinhos — o mote do show. A parceria musical entre os dois músicos rendeu um dos melhores discos da música brasileira de todos os tempos: Baião de Dois. Ela relembrou os momentos com o amigo e o celebrou da melhor maneira:  cantando um pouco de sua obra, aquilo que é perene, ultrapassando as amarras da vida e da morte.

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Foto por Clovis Roman

Depois de “Chão de Giz”, de Zé Ramalho, alguém da platéia pediu “Frisson”. O pedido foi declinado gentilmente pela nordestina. Ela, então, rapidamente começou “Dia Branco”, de Geraldo Azevedo, um som de leve tensão, que cresce durante sua execução, servindo de cama para a interpretação primorosa de Elba. Mesmo em clima descontraído, ela não vacilou uma única vez durante toda a apresentação, que durou cerca de 90 minutos. Depois, como que voltando atrás, cantou “Frisson”, se desculpando antes caso esquecesse a letra. Não esqueceu.

Outro momento em que Elba brilhou, reluzente em sua voz suave e ao mesmo tempo vigorosa, foi na releitura de “Amor Perfeito”, de Roberto Carlos, que virou um Forró/Balada simplesmente genial. Indo ao final do repertório, foram apresentadas a indispensável “Banho de Cheiro” e “Eva”, clássico da banda homônima. Nesta última, a interpretação foi feita como se a canção fosse própria e, ao final, houve uma saudação para Ivete Sangalo, sua intérprete original.

Vale lembrar que os shows que acontecerão no sábado (12) e no domingo (13) devem sofrer alterações no repertório, a exemplo do que aconteceu na primeira noite de apresentações.

REPERTÓRIO
Olhando o Coração
Gostoso demais
Rio de sonho
Riso Cristalino
Lamento Sertanejo
Bate Coração
Asa Branca
A Palo Seco [Belchior]
Princesa do Meu Lugar [Belchior]
De Volta Pro Aconchego
Chão de Giz [Zé Ramalho]
Dia branco [Geraldo Azevedo]
Frisson
O Xote das Meninas
Esperando na Janela [Gilberto Gil]
Eu só Quero um Xodó
Amor Perfeito [Roberto Carlos]
Banho de Cheiro
Eva [Banda Eva]

Confira a galeria de fotos!

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