[Cobertura] Falcão apresenta seu cabedal artístico de alta catilogência em Curitiba

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Falcão
Teatro Bom Jesus
Curitiba/PR
18 de maio de 2018

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Falcão é um grande homem. Afinal, do alto de seus “um metro e noventa e tantos”, o músico, ator, piadista e arquiteto aposentado conseguiu prender atenção de uma platéia seleta, que foi dominada pelas artimanhas do artista cearense. Marcondes Falcão Maia apresentou em Curitiba, no belíssimo Teatro Bom Jesus, seu show “Altamente Mais ou Menos”, onde misturou stand-up com música ao vivo. As canções foram apresentadas em formato acústico, apenas com ele ao violão, sem banda. E volta e meia, períodos apenas com anedotas para descontrair.

Falcão explicando questões de higiene pessoal (foto: Clovis Roman)

O formato deu certo, pois prendeu a atenção dos presentes de maneiras diferentes. As risadas raramente cessavam, e a interação de artista com os fãs foi fantástica. Fica difícil imaginar Falcão nervoso. Ele parece estar sempre daquele jeito, bonachão, amigável e risonho. E nesse tom, contou pilhérias, das mais inocentes àquelas bem pesadas.

No campo musical, o cara deu uma repassada em sua carreira, com leituras simples de sucessos como “I’m Not Dog No”, “Ai Minha Mãe!”, “Holliday foi Muito” e “A Multa”. O interessante foi que Falcão soube costurar bem a parte falada da parte musical, pois juntava as piadas com explicações sobre as músicas que tocaria a seguir.

Ainda houve espaço para algumas pérolas, como “Prodologicadamente”, do seu último disco, o já distante Sucessão de Sucessos Que Se Sucedem Sucessivamente Sem Cessar (2014) e “Não Há Quem Aguente”, que segundo o artista, deveria se chamar “Não Há Com Quem Aguente”, título cuja cacofonia é facilmente notável. Falcão ainda arranhou algumas canções pedidas pela galera: primeiro, mandou alguns versos de “Dentadura da Teresa”, e mais pro fim do show, foi a vez de “Isaltina”. Esta ele tentou se esquivar, mas a galera pediu bastante e ele acabou cantando, antes alertando que não lembrava da letra direito. Ele contou com o apoio de algumas pessoas que cantaram junto e acabaram ajudando-o a lembrar da letra.

Falcão e seu apito de chamar corno (foto: Clovis Roman)

Após uma rápida saída do palco e com os pedidos da galera para que retornasse (isto, claro, previamente combinado com o pessoal), Falcão mandou uma boa sequência no final, com a gloriosa “Coração de Frango”; a versão de “The Wall” do Pink Floyd, que com ele virou “Amolda Um Bicho na Parede parte 2”; e “Lasca a Rola em Tonha”, inspirada em “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan. Mas o grande destaque deste bloco final foi “Comprei um Quati”, uma infame releitura em português de “I Want to Break Free”, do Queen. Sua letra boba causa risadas descontroladas. A colossal “Você é a Letra X da Palavra Love” encerrou uma noite simplesmente genial.

O fim, até ali, tinha sido apenas musical, já que o artista pacientemente atendeu praticamente todos os presentes para fotos. E, além disto, conversou um bocadinho com todos, sempre com seu inconfundível sorriso no rosto. Falcão é rei.

Novidades
O próprio Falcão, reafirmando o que havia nos dito em entrevista concedida ao Acesso Music ano passado, confirmou que logo a turnê “Altamente Mais ou Menos” será registrada em vídeo: “Como este ano completam-se 30 anos da minha esfuziante carreira, há o projeto de gravarmos o show Altamente Mais ou Menos – com alguns acréscimos – para comemorar a data. Será gravado possivelmente em Fortaleza, no mesmo local onde eu fiz meu primeiro show em dezembro de 1988, o Pirata Bar”.

De onde surgiu esta ideia, o próprio Falcão nos conta, em rápida entrevista feita com ele na última semana: “Há algum tempo amigos e fãs e até alguns humoristas do gênero me davam corda nesse sentido. Eu relutava porque tinha um show essencialmente musical, e não me achava suficientemente tarimbado para isso. Mais aí me veio a ideia de fazer um mix de músicas e estórias, piadas e causos“, explica.

Ele conclui que “Meu show antigo e minhas músicas já eram cheias de muito humor. Então adaptei tudo nesse formato de voz e violão e conversa e música“, reforçando que o repertório musical é “entremeado com muita conversa, piadas, chistes, anedotas e pilhérias“.

REPERTÓRIO
Prodologicadamente
I’m Not Dog No
As Bonitas que me Perdoem, Mas a Feiúra é de Lascar
Mulheres Modernas
Não Há Quem Aguente
Cunhado na Família
A+B
A Multa
Ai Minha Mãe!
Defecando en el Mato
A Esperança é a Única Que Morre
Holliday foi Muito
Dentadura da Teresa (trecho)
Amolda Um Bicho na Parede parte 2
Comprei um Quati
Lasque a Rola em Tonha
Coração de frango
Isaltina (improvisado)
Você é a Letra X da Palavra Love

Confira algumas fotos da apresentação!

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