Iron Maiden inicia turnê Legacy of the Beast com repertório surpreendente

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O Iron Maiden é a banda de Heavy Metal mais inspirada do mundo. Afinal, os caras, a despeito das várias mudanças de formação (algo sanado há quase duas décadas, entretanto), sempre mantiveram uma unidade e nunca renegaram partes de suas história, como Judas Priest e Black Sabbath. Estas três bandas tiveram fases com outros vocalistas menos famosos, mas apenas o Iron Maiden , a besta, respeita seu legado como um todo. Tudo bem, há mais de uma década eles não tocavam canções gravadas originalmente por Blaze Bayley. Mas o fato é, que, mesmo sendo uma fase criticada por muitos fãs, os caras nunca tiveram vergonha daquele material.

Tanto que ontem, no show de estreia da nova turnê, Legacy of the Beast, eles resgataram dois épicos monstruosos daquela época: “The Clansman” e “Sign of the Cross” (juntas somam 20 minutos de duração). Ambas foram alçadas ao hall de clássicos da banda primordialmente por suas versões avassaladoras presentes no DVD e disco ao vivo Rock In Rio, gravado no festival homônimo de 2001. Naquele show, Bruce Dickinson, o mais famoso vocalista da banda, havia voltado ao seu posto após um período de 7 anos afastado.

História rápida para contextualizar: O Iron Maiden estreou discograficamente com Iron Maiden, em 1980, e seguiu com Killers, no ano seguinte. Nestes, quem cantava era Paul Di’Anno. Ele, doidão, saiu dando espaço a Bruce Dickinson, mudança que acabou por alavancar a banda ao status de nome gigante da música pesada. E 1985 vieram ao Brasil e criaram laços com nossos país que nunca mais se afrouxaram. Bruce saiu da banda em 1993, um tanto cansado do estilo. Experimentou um pouco em discos solo como Balls to Picasso e Skunkworks, mas voltou ao timbres de guitarra assassinos do Heavy na sequência, assim que chamou para sua banda seu ex-colega de Iron Maiden, Adrian Smith. Neste meio tempo, o Iron Maiden contratou Blaze Bayley, que cantava muito diferente de Bruce e foi execrado pela maioria. Os dois discos que gravou com a banda britânica, entretanto, tem seus momentos memoráveis. “The Clansman e “Sign of the Cross” são dois desses. Blaze saiu e a dupla Bruce e Adrian, voltou ao Iron Maiden, tornando-o um sexteto, algo que 19 mais tarde não mudou.

Repertório
Entre as 16 músicas apresentadas, clássicos inquestionáveis se fizeram presentes, principalmente na parte final do show: “The Number of the Beast”, “Fear of the Dark” e “Run to the Hills”. Envolta em questões judiciais (por uma acusação de plágio), “Hallowed Be Thy Name” tinha ficado de fora da última parte da turnê anterior, mas retornou triunfante. Sendo plágio ou não, foi o Iron Maiden que deu luz e vida as melodias apaixonante que as moldam. Na abertura, de maneira ‘covarde’, eles mandaram “Aces High”, com direito a avião e tudo. Aliás, o palco todo é incrível, e mesmo considerando que eles sempre se preocupam com a questão visual, não tem como não se empolgar com o que foi mostrado no show de ontem. Veja a galeria de fotos abaixo para melhor apreciação deste fator.

Flight of Icarus (foto: John McMurtrie)

Mas o que emocionou os fãs mais dedicados foram as canções não tocadas há mutos anos. Primeiro por uma que, há 32 anos não era exibida ao vivo : “Flight of Icarus”. Um clássico atemporal, que tem videoclipe e tudo, que retornou para ficar. “Run to the Hills” sofreu algo similar, ficando anos de fora, e depois voltando a ser obrigatória nos shows. Agora, é a vez de “Flight of Icarus” voltam em definitivo. Nesta, Bruce solta fogos em um apetrecho preso às suas mãos. Coisa que só o Iron Maiden pode proporcionar.

Outra relíquia, vinda do mesmo álbum, Piece of Mind (1983), foi “Where Eagles Dare”, um arregaço que abre o supracitado álbum e há 13 anos não era tocada. Ainda tivemos as duas canções da fase Blaze Bayley, e também “for the Greater Good of God”, outro extenso épico, vindo de A Matter of Life and Death, um disco com bastante influência do Progressivo, repleto de longas canções. Na época ele foi executado ao vivo na íntegra, depois foi pouco lembrado. Mais um resgate inesperado e muito bem vindo. De resto, “Revelations” e “The Wicker Man”, que vão e voltam, se fizeram presentes e convenceram, já que mesmo não sendo das mais famosas (ao menos para o público mais displicente), são ambas fatais ao vivo.

Vale ressaltar que a banda, sempre atenta as demandas de seu público, foi atualizado a galera, em tempo real, em seu Facebook, sobre o repertório que estava sendo tocado. Cada música ganhou uma arte e um post na rede social. Um vídeo (que você confere acima) e fotos promocionais foram divulgadas logo na sequência.

Ainda não há confirmação oficial, entretanto, o Iron Maiden deve vir à América Latina no próximo ano. Guarde já suas economias para conferir ao menos um par de apresentações. O Iron Maiden ainda nos proporciona o show mais empolgante, enérgico e tecnicamente brilhante do Metal. A banda pode ter tido momentos mais “amenos” em popularidade, mas agora vive um novo e fantástico auge.

SETLIST
Aces High
Where Eagles Dare [First live performance since September 2, 2005]
2 Minutes to Midnight
The Clansman [First live performance since August 30, 2003]
The Trooper
Revelations
For the Greater Good of God [First live performance since June 24, 2007]
The Wicker Man [First live performance since August 6, 2011]
Sign of the Cross [First live performance since January 19, 2001]
Flight of Icarus [First live performance since September 17, 1986]
Fear of the Dark
The Number of the Beast
Iron Maiden

The Evil That Men Do
Hallowed Be Thy Name
Run to the Hills

Confira as fotos divulgadas pela banda em seu Facebook oficial:

 

 

foto: John McMurtrie

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