[Cobertura] O dia em que o Blackberry Smoke tirou o chapéu para Curitiba

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Blackberry Smoke
Opera de Arame
Curitiba/PR
09 de maio de 2019

Por Rico Boschi
Fotos por Arianne Cordeiro

Se existe uma cidade feita na medida para que os americanos do Blackberry Smoke se sintam em casa é a capital paranaense. O southern rock – mistura de Country, Rock, Folk e Bluegrass) comandado por Charlie Star se encaixa perfeitamente na predileção do curitibano por ritmos bucólicos aliada ao título de “segunda capital mais rock and roll do país” que a cidade ostenta informalmente. O match era inevitável.

Do clima temperado da Georgia, mais precisamente Atlanta, os músicos trouxeram pela primeira vez para o Brasil a turnê do disco “Find a Light” e, apesar do debut por essas paragens, carregavam debaixo do chapéu de cowboy o reconhecimento que somente dezoito anos de estrada e duas qualificações na Billboard – 2015 com Holding All The Roses e 2016 Like An Arrow – pode garantir.

Blackberry Smoke (fotos: Arianne Cordeiro)

Para botar a coisa toda nos trilhos logo de cara, a banda de abertura aqueceu a plateia com homenagens e um repertório recheado de referencias (e reverências) ao jeito paranaense de eletrificar a viola. Se despediu agradecendo a oportunidade e engrossando o coro que aguardava o prêmio principal da noite.

Cavalos selados e instrumentos afinados, a banda abre a apresentação com “Nobody Gives a Damn” mas, ao contrário do que sugere a canção, o público presente não poderia  demonstrar maior envolvimento, acolhendo a banda com longos minutos de aplausos.

Tateando o clima da noite, três músicas se seguiram sem muito espaço para interação, até que veio “Thunder” e a plateia resolveu marcar o compasso da bateria, o que rendeu a primeira experiência marcante do evento. O auditório foi recompensado com elogios da banda à beleza da cidade e do teatro.

Blackberry Smoke (fotos: Arianne Cordeiro)

Entre as improvisações características da banda, um mashup de “Rock and Roll Again” com “I Know It’s Only Rock and Roll (But I like it)”, dos Stones, além de um Come Together temperado com algumas notas ala Hendrix.

Quem esperava por material do disco novo também teve a chance de ouvir “Medicate My Mind”, “Till The Wheels Fall Off” e um elogio de que a plateia de Curitiba foi a melhor da turnê até agora, o que não ficou sem resposta, arrancando aplausos enérgicos.

A explosão mesmo estava ainda por vir. Já nos primeiros acordes de “One Horse Town”, um silvo da plateia encheu a Ópera de Arame e parecia determinado a se impregnar na canção. Houve quem subisse na cadeira numerada para se fazer ouvir enquanto cantava junto com a banda… Nada do que houve depois desse momento foi capaz de superar a experiência ,apenas cumpre lembrar que a banda encerrou o show com “Ain’t Much Left To Me”, contrariando o público que ficou querendo ouvir muito mais…

REPERTÓRIO
Nobody Gives a Damn
Good One Comin’ On
Six Ways To Sunday
Waiting for the Thunder
Rock and Roll Again
Let It Burn
Medicate My Mind
Shakin’ Hands With the Holy Ghost
Sleeping Dogs / Come Together [The Beatles]
Run Away From It All
Ain’t Got The Blues
Till the Wheels Fall Off
Restless
One Horse Town
Like An Arrow
You Can’t Always Get What You Want [Rolling Stones]
Flesh and Bone
Ain’t Much Left of Me

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