[Entrevista] Enforcer lança seu 5º álbum, Zenith, pela Nuclear Blast

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Com 15 anos de estrada, o grupo que começou com um projeto de Olof Wikstrand (vocal/guitarra) chega ao seu 5º álbum de inéditas, chamado Zenith. O Enforcer tem estreita relação com Brasil, país onde excursionou duas vezes, e cedeu uma entrevista para o Acesso Music, para falar de seu trabalho mais recente, sua história e planos para o futuro.

por Kenia Cordeiro

Seu novo álbum Zenith foi lançado no último mês.  Como foi a recepção do público?
Olof Wikstrand: Eu acredito que a recepção tem sido esmagadoramente boa até agora. Nós já tocamos as músicas ao vivo algumas vezes e o público está pegando as coisas novas muito bem. 

O que podemos esperar da turnê que está por vir? Como vocês escolheram o setlist?
Olof: Fizemos algumas mudanças no setlist, e parece que temos de  mudá-lo dia após dia. A ideia é focar em coisas novas, mas também incluir muitas das músicas velhas, as que notamos que as pessoas gostam, e são fáceis de cantar junto. 

Havia um hiato de 4 anos entre From Beyond e Zenith. Essa pausa foi proposital?
Olof: Nós estivemos muito ocupados com a turnê do ’From Beyond’ por aproximadamente dois anos. Então o que tomou mais tempo foi entender o que queríamos fazer, para ter certeza que faríamos algo que fosse inspirador e relevante, ao invés de só fazer um novo álbum.

O último DVD da banda foi lançado em 2015. Existem planos para lançar um novo celebrando a nova fase da banda?
Olof: Sim, adoraríamos fazer isso e temos falado sobre gravar um DVD novo. Temos apenas que ter certeza de que teremos um bom show, que torne possível gravar esse material. 

Seu guitarrista de longa data Joseph Toll saiu da banda no começo deste ano, e Jonathan Nordwall (ex-Lethal Steel) gravou as guitarras em Zenith. Ele já trabalhou com o Enforcer antes tocando ao vivo, em 2015. Como vocês se conheceram e como começou essa parceria?
Olof: Nós nos conhecemos quando eu produzi o primeiro álbum da banda antiga de Jonathan, o Lethal Steel, em 2015. Eu notei que tínhamos toneladas de ideais musicais e ideias em comum quando os gravei. E quando Joseph anunciou que não poderia fazer a turnê From Beyond, em 2015, por razões pessoais, eu simplesmente perguntei a Jonathan se ele estava interessado em juntar forças com o Enforcer.

E o que você acha sobre shows especiais para celebrar os 15 anos da banda? Algo com as músicas que foram tocadas em menor escala em sua carreira, ou ainda tocar um dos álbuns mais antigos na íntegra em alguns shows?
Olof: Eu adoraria fazer isso, se houvesse uma demanda comercial para tal. Em outras palavras, se um número suficiente de pessoas quisesse ver um show desses, seria possível para a gente. Eu só não acho que estamos nesse patamar, ainda. Ainda estamos ganhando popularidade com a banda e ainda não alcançamos um ponto onde [se diga]: “as coisas eram melhores antigamente”.

Quais são as memórias dos shows que vocês fizeram no Brasil e há planos para uma turnê por aqui num futuro próximo?
Olof: Muitas memórias [risos]. Tanto boas como ruins. Em 2013, fizemos uma turnê muito grande, incluindo em torno de 30 cidades ao redor do país. Mas o que faz o Brasil se destacar dos outros países é a dedicação do público, o que é muito legal de ver como uma banda que vem do outro lado do planeta para tocar. 

Com que bandas vocês gostariam de trabalhar, ou ainda ver gravar uma de suas músicas?
Olof: Essa é uma pergunta muito difícil. Se fosse para fantasiar, eu adoraria ouvir como iria soar se o Europe ou o Metallica fizessem um cover nosso, digamos em 1986, quando elas eram bandas boas. 

Muito obrigada pela entrevista. Para finalizá-la, deixe uma mensagem para os fãs brasileiros.
Olof: Continuem lutando pela causa! Heavy metal para sempre!

Compre o disco aqui (Brasil) ou no site da Nuclear Blast.


ENGLISH

Your new album Zenith was released last month. How was the reception from the audience?
Olof Wikstrand: I think the reception has been overwhelmingly great so far. We’ve played the songs live for a few times now and the audience is picking up the new stuff really well.

What can we expect for the upcoming tour? How did you guys choose the setlist?
Olof: So far we’ve made quite some changes in the setlist, and we seem to change it from day to day. But the idea is to focus on new stuff but also include a lot of old songs that we’ve noticed people pick up on and that are easy to sing along to.

There was a 4 year hiatus between From Beyond and Zenith. Was this gap deliberated?
Olof: We were very busy touring with the ’From Beyond’-album for about two years. Then what took the most time was figuring out what we wanted to do, to make sure we did something that was inspired and relevant instead of just making another album.

The band’s last DVD was released in 2015. Are there plans for a new one to celebrate the band’s new phase?
Olof: Yes, we would love to do that and we’ve been talking about recording a new one. We just have to make sure we have a good enough show that makes it possible to record it.

Your long time guitarist Joseph departed the band earlier this year and Jonathan Nordwall recorded the guitars in Zenith. He has worked with Enforcer before as a live member, in 2015. How did you meet each other and how did this partnership begin?
Olof: We met when I produced Jonathan’s previous band Lethal Steel’s debut album in 2015. I noticed that we had tons of musical ideals and ideas in common when I recorded them. And when Joseph announced he wasn’t able to do the From Beyond tour in 2015 because of personal reasons, I simple asked Jonathan if he was interested in joining forces with Enforcer.

And do you think about special concerts for celebrating the band’s 15 years? Something with the songs that were less played over your career, or even playing one of the old albuns entirely in a few concerts?
Olof: I would love to do that. If there would be a commercial demand to do that. In other words, if enough people would want to pay to see such a show it would make it possible for us. I just don’t think we are in such a situation yet. We’re still growing in popularity and hopefully we haven’t reached a point with the band where things ”were better in the early days”.

What are the memories from the concerts you have made in Brazil and are there plans for touring here soon?
Olof: A lot of memories, haha. Both good and bad. In 2013 we did a huge tour including something like 30 cities around Brazil. But what makes Brazil stand out from other countries is the dedication of the crowd which is really nice to see as a band coming from the other side of the planet to play.

With which bands would you like to work with, or even see them recording one of your songs?
Olof: That’s a very hard question. If I were to fantasize I’d love to hear what it sounded like if Europe or Metallica would have covered us, let’s say in 1986, when they were good bands.

Thanks a lot for the interview. To finish it, leave a message to the brazilian fans.
Olof: Keep on fighting for the cause! Heavy metal forever!

Tradução: Arianne Cordeiro
Revisão: Clovis Roman
Foto: Divulgação/Reprodução site Nuclear Blast

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